Vídeo divulgado no passado fim-de-semana pelo auto-proclamado “Estado
Islâmico” contém uma ameaça directa aos cristãos que vivem no Líbano,
caso não se convertam ao islão.
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| AIS |
Vídeo divulgado no passado fim-de-semana pelo auto-proclamado “Estado
Islâmico” contém uma ameaça direta aos cristãos que vivem no Líbano,
caso não se convertam ao islão.
No filme, emitido desde a cidade de Raqqa, é afirmado ainda que ninguém conseguirá “impedir a chegada” dos jihadistas a Jerusalém instando-se os sunitas a “erguerem-se” para imporem a lei islâmica no país.
De fato, afirma a Agência AIS, o filme traduz uma séria advertência ao Líbano por causa da constituição deste país que permite uma inédita coexistência entre religiões no Médio Oriente. “Estão a ser governados por delinquentes”, pode escutar-se no vídeo.
Além dos cristãos, os dirigentes do auto-proclamado “Estado Islâmico”
fazem ainda uma referência expressa ao movimento xiita Hezbollah, que
tem vindo a ganhar uma crescente influência na política libanesa e que
tem actuado militarmente, com o apoio do Irão, contra grupos extremistas
sunitas na guerra civil na Síria.
A divulgação deste vídeo ocorreu num fim-de-semana particularmente
negro com cerca de duas centenas de mortos e feridos em dois atentados
terroristas na Costa do Marfim e na Turquia.
O atentado na Costa do Marfim, na estância turística de Grand-Bassam,
provocou mais de duas dezenas de mortos e foi reivindicado, ao fim de
poucas horas, pela al-Qaeda do Magrebe Islâmico.
Segundo a imprensa francesa, os atiradores gritavam “Allah akbar”
(Alá é grande) quando irromperam no hotel disparando
indiscriminadamente.
Por sua vez, o centro de Ancara, a capital da Turquia, foi abalada
ontem por uma violenta explosão de um carro-bomba que causou 34 mortos e
125 feridos, alguns em estado considerado crítico. As autoridades
turcas apontavam os separatistas curdos como os prováveis autores do
ataque, o terceiro ocorrido no país desde o passado mês de Outubro.
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