Saudação do pontífice
Senhora Primeira Dama,
Senhora Secretária da Saúde,
Senhor Director,
Membros do Patronato,
Famílias aqui presentes,
Amigas e amigos, queridas crianças,
boa tarde!
Senhora Secretária da Saúde,
Senhor Director,
Membros do Patronato,
Famílias aqui presentes,
Amigas e amigos, queridas crianças,
boa tarde!
Agradeço a Deus que me dá a oportunidade de vir visitar-vos, de me
encontrar convosco e as vossas famílias neste Hospital; de poder
partilhar um pouco da vossa vida, da vida de todas as pessoas que
trabalham como médicos, enfermeiros, funcionários e voluntários que vos
atendem, tanta gente que está a trabalhar para vós.
Há uma passagem no Evangelho que nos narra a vida de Jesus quando era
criança. Era ainda muito pequeno, como alguns de vós. Um dia os seus
pais, José e Maria, levaram-No ao Templo para O apresentarem a Deus. E
lá encontram um ancião que se chamava Simeão; o velhito, ao ver o
Menino, com muita determinação, grande alegria e gratidão, toma-O nos
braços e começa a bendizer a Deus. Ao ver o menino Jesus, duas coisas
nasceram nele: um sentimento de gratidão e o desejo de bendizer. Ou
seja, ao velhito veio vontade de dar graças a Deus e bendizê-Lo.
Simeão é o «avô» que nos ensina estas duas atitudes fundamentais da vida: agradecer e bendizer.
Aqui eu abençoo-vos a vós, os médicos abençoam-vos a vós, sempre que
as enfermeiras vos fazem os tratamentos e todo o pessoal, todos os que
trabalham aqui abençoam-vos a vós, as crianças, mas vós tendes também
que aprender a abençoá-los a eles e a pedir a Jesus que cuide deles,
porque eles cuidam de vós. Aqui eu sinto-me (e não só pela idade) muito
identificado com estes dois ensinamentos de Simeão. Por um lado, ao
atravessar aquela porta e ver os vossos olhos, os vossos sorrisos –
alguns, traquinas –, os vossos rostos, veio-me o desejo de dar graças.
Obrigado pelo carinho com que me recebeis; obrigado pelo afecto com que
sois cuidados aqui, pelo afecto com que vos acompanham. Obrigado pelo
esforço de muitos que estão a dar o seu melhor para poderdes recuperar
rapidamente. É muito importante sentir-se cuidados e acompanhados,
sentir-se amados e saber que estão procurando a melhor maneira de cuidar
de nós. Por todas estas pessoas, digo obrigado, obrigado!
E, ao mesmo tempo, quero abençoar-vos. Quero pedir a Deus que vos
abençoe, que acompanhe a vós e aos vossos familiares, a todas as pessoas
que trabalham nesta casa e procuram que estes sorrisos continuem a
crescer cada dia; a todas as pessoas que, não só com medicamentos mas
com a «carinhoterapia», ajudam para que este tempo seja vivido com maior
alegria. Muito importante a «carinhoterapia»! Muito importante! Às
vezes uma carícia ajuda muito a restabelecer-se.
Conheceis o índio Juan Diego, ou não? [respondem: Sim!]
Vejamos! Levante o braço quem o conhece… Quando o tio de Juanito caiu
doente, este ficou muito preocupado e angustiado. Naquele momento,
aparece a Virgem de Guadalupe e diz-lhe: «Não se perturbe o teu coração,
nem te inquiete coisa alguma. Não estou aqui Eu, que sou tua Mãe?»
Temos a nossa Mãe. Peçamos-Lhe que nos ofereça ao seu Filho Jesus. E
agora a vós, crianças, vou pedir-vos uma coisa: fechemos os olhos,
fechemos os olhos e peçamos-Lhe aquilo que deseja o nosso coração hoje.
Um breve momento de silêncio com os olhos fechados e, dentro de nós,
peçamos-Lhe o que desejamos. E agora digamos juntos à nossa Mãe: Ave Maria…
Que o Senhor e a Virgem de Guadalupe sempre vos acompanhem. Muito
obrigado! E, por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Não vos
esqueçais… Que Deus vos abençoe!
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