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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Esperança

“A esperança é a última coisa a morrer”, diz o nosso povo.
 
Para que alguma realidade se concretize são necessários vários esforços passados nos bastidores, muito trabalho, muita persistência e muita força anímica para não se desistir quando tudo nos parece desmoronar. Depois ficamos surpreendidos como aquilo que parecia impossível, se fez possível.
 
Estou a referir-me, concretamente, ao encontro do Papa Francisco com o Patriarca de Moscovo no próximo dia 12 de Fevereiro em Cuba (Havana), numas escassas horas em que o avião faz escala para a visita papal ao México. Já S. João Paulo II e Bento XVI quiseram visitar a Rússia, mas não lhes foi concedida essa possibilidade.
 
É uma realidade que a oração feita todos os anos, de 18 a 25 de Janeiro pela “Unidade dos Cristãos” tem sempre consequências benéficas que se vão entesourando até ao momento em que haja “um só rebanho e um só pastor”. A oração e os esforços diplomáticos conseguidos nos últimos anos têm conseguido essa aproximação tão desejada.
 
E isto é possível quando existe boa vontade de ambos os lados – Igreja Católica e Igreja Ortodoxa - reconhecendo que, quando há alguma separação, tem de haver um pedido de desculpa mútua por alguns erros cometidos como já o fez S. João Paulo II e, ultimamente, o Papa Francisco.
 
Este momento histórico que estamos a viver é de um valor incomensurável que talvez nesta conjuntura não o consigamos avaliar dada a magnitude do acontecimento.
 
Poderemos, a jeito de conclusão, fazermos um teste à nossa esperança para saber como reagimos e perseveramos nas variadas circunstâncias da vida quando às vezes atestamos não haver solução.







Adelaide Figuinha
Professora


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