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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Natal para todos

Corria o mês de outubro. As montras já estavam decoradas de alusões à data mais especial do calendário, o Natal. Ouvem-se muitos "já?" e "só querem negócio", mas a verdade e que só compra quem quer. Em algumas pessoas, as montras decoradas trazem sentimentos de nostalgia e calor. Pessoalmente, sinto que é uma sorte poder estar rodeada dessas luminosas e acolhedoras maravilhas do outro lado do vidro. Apesar de tudo, o nosso pequenino país é um éden, e decorá-lo torna-o ainda mais bonito.
 
O Natal é aquela típica época em que se tem por hábito repensar no ano inteiro e nas acções, ou falta delas. Aquela época em que faz frio e sabe bem os confortos da casa e da chuva do outro lado da janela. Quando nos abrimos para os outros e ouvimos as suas necessidades.
 
Para os que não se identificam com a religião cristã, esta pode ser uma data um pouco vazia, imposta e enraizada desde há seculos. Mas não tem de o ser. Pode ser a festa da família, a festa dos amigos e inimigos, conhecidos e completos estranhos. O darmo-nos incondicionalmente. São estas, aliás, as ideias do cristianismo para esta quadra, muito nobre neste aspecto. Este pode ser o dia mais significativo para a ponte entre diferentes crenças, em que a humanidade se pode unir em compaixão, o que é tão urgente nos nossos dias.
 
Desafio o leitor a procurarmos a tolerância e a compaixão neste natal, independentemente da sua crença religiosa. Bem sabendo que por vezes não é tarefa fácil, mas acreditando que a mudança de mentalidade começa por nós mesmos. Pena é que não seja uma data que se derrame copiosamente pelo calendário, até ao ano seguinte.







Marta Santos




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