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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Por iniciativa extraordinária do Papa Francisco ocorreu o milagre de um degelo entre Cuba e EUA

Em missa na Basílica de São João de Latrão, em Roma, o cardeal arcebispo da Havana expressou gratidão a Deus. "A história parecia parada. Nada, porém, é impossível a Deus se não nos resignamos"


Roma, 10 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org)


Na tarde de ontem, 9, na Basílica de São João de Latrão em Roma, o cardeal arcebispo de Havana disse: "Permitam-me, neste dia, agradecer ao Senhor pelo que aconteceu recentemente em Cuba".

“Por iniciativa extraordinária do Papa Francisco - ressaltou o prelado - ocorreu o milagre de um degelo, no final de um período que parecia não ter mais fim. O muro da desconfiança que dividia Estados Unidos e Cuba parecia inabalável. A história parecia parada. Nada, porém, é impossível a Deus se não nos resignamos”.

“No decorrer dos anos – prosseguiu –, não perdemos a esperança. A história é cheia de surpresas. O digo também para nos consolar quando nos deixamos levar pelo pessimismo. E ainda hoje o mundo vive verdadeiras crises internacionais. Possa o sinal de degelo em Cuba contagiar o mundo inteiro, para que se firme o diálogo lá onde se combate. Rezemos hoje também pelo países que sofrem com a guerra, da Ucrânia à Síria e o Iraque.”

O Arcebispo de Havana acrescentou que a paciência em construir o diálogo e a perseverança na oração “produziram o fruto abençoado de um novo tempo para Cuba e os Estados Unidos: um tempo de encontro e diálogo. O meu coração está repleto de grande esperança pelo futuro do povo cubano e estou feliz em compartilhar esta alegria com vocês esta noite”.

Durante a cerimónia, o Cardeal recordou também a figura de Dom Romero: “Todos nós, para ter esperança, precisamos ver um ícone de esperança. Um deles, que a Igreja nos indicou há pouco, é Dom Oscar Romero, Arcebispo de San Salvador, amigo de Deus, dos pobres e do seu povo. Um bispo inesquecível pela sua fé e a sua palavra, um mártir dos nossos tempos”.

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