O Barça entregou ao Papa uma camisa assinada por todos os jogadores.
Roma, 06 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Thácio Siqueira
Uma camiseta com listras verticais azuis e vermelhas como as
do São Lorenzo, mas não era; o presidente do Clube, Josep Maria
Bartomeu entregou ao Pontífice argentino uma camiseta do FC Barcelona
com o seu nome e a assinatura de todos os jogadores da equipa principal.
O Barça, que assinou ontem, (5), no Vaticano, um acordo com
‘Scholas’, "é a primeira entidade desportiva mundial que assina um acordo
com Scholas Occurrentes", disse o presidente do Clube.
O facto aconteceu ontem na Nova Sala do Sínodo, depois de que o Santo
Padre falou, através da plataforma digital do Google, com crianças de
escolas de vários países, várias delas com deficiência, enfatizando
assim a necessidade de superar barreiras.
O Papa constatou que a educação está desarmónica. "Eu pensava que era
apenas em alguns países da América Latina, mas é em todo o mundo que o
pacto educacional está quebrado". E explicou que o "pacto educativo
acontece entre a família, a escola e a cultura".
Porque disse que hoje em dia, “tanto a sociedade como a família, e
várias instituições delegam a educação aos agentes educativos, aos
docentes que geralmente mal pagos, carregam nas costas esta
responsabilidade”.
E se não têm sucesso são criticados, mas ninguém reclama das várias
instituições que abandonaram o pacto educativo". Por isso é que quis
“prestar homenagem ao profissionalismo dos professores porque se
esbarraram com esta ‘batata quente’ na mão e quiseram seguir em frente”.
Pediu, portanto, para cada instituição apoiar Scholas, “buscar na sua
tradição histórica e cultural, os elementos fundacionais”. Assim, “a
cultura italiana, por exemplo, não pode desfazer-se de Dante como
fundacional, a cultura argentina (que é a que conheço) não pode
rejeitar Martín Ferro, nosso põem fundacional”, disse. Porque se trata
de “que cada um dos povos recupere o próprio, a fim de que possa
compartilhá-lo com os demais e harmonizá-lo”.
Advertiu também aos líderes de Scholas que “toda obra que começa é
tentada a parar, corromper-se, desviar-se. Por isso é preciso o trabalho
conjunto e a vigilância de todos. Para que esta centelha que nasceu
continue crescendo como um fogo que ajude a reconstruir e harmonizar o
pacto educativo”.
Concluiu dizendo: “Agradeço-lhes o que fazem pelas crianças, porque falar de crianças é falar de futuro. Muito obrigado”.
(06 de Fevereiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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