Detalhada em «Adolescentes: que fazemos com eles»
| Uma rapariga em oração num encontro dos grupos católicos de adolescentes LifeTeen |
Actualizado 6 de Dezembro de 2014
ReL
José García Sentandreu, director do colégio Highlands El Encinar em Madrid, depois de 25 anos de apostolado e trabalho com jovens e adolescentes publicou «Adolescentes, que fazemos com eles» (Ed. De Buena Tinta).
Neste interessante livro mantém a classificação clássica dos adolescentes a respeito da religião que já dera nos anos 50 e 60 Louis Guittard (autor de A evolução religiosa dos adolescentes e Pedagogia religiosa dos adolescentes). Desde então a cultura mudou muito, mas os perfis psicológicos não.
Sentandreu usa essa classificação e dá os seus conselhos para aproximar-se deles, se bem, detalha "a aproximação a eles, por parte dos formadores, evidentemente deve ser diferente, personalizada".
1. Os fervorosos.
São os menos, e menos na idade juvenil. Costumam avançar sempre na mesma direcção com o passar dos anos. Sentem a necessidade de ser ajudados, mas basta uma sugestão e um pequeno apoio para manter-se na linha.
Encontram logo uma experiência forte de Deus. O culto atrai-os. Parece que existe uma harmonia pré-estabelecida entre as suas aspirações e os imperativos da religião. Não é que não tenham momentos de relaxação e debilidade, mas refazem-se em seguida e com mais fervor.
Que fazer com eles: Ajudá-los a que não caiam no formalismo, nos escrúpulos ou no conformismo. Há que sustentá-los com constância no caminho da perfeição.
ReL
José García Sentandreu, director do colégio Highlands El Encinar em Madrid, depois de 25 anos de apostolado e trabalho com jovens e adolescentes publicou «Adolescentes, que fazemos com eles» (Ed. De Buena Tinta).
Neste interessante livro mantém a classificação clássica dos adolescentes a respeito da religião que já dera nos anos 50 e 60 Louis Guittard (autor de A evolução religiosa dos adolescentes e Pedagogia religiosa dos adolescentes). Desde então a cultura mudou muito, mas os perfis psicológicos não.
Sentandreu usa essa classificação e dá os seus conselhos para aproximar-se deles, se bem, detalha "a aproximação a eles, por parte dos formadores, evidentemente deve ser diferente, personalizada".
1. Os fervorosos.
São os menos, e menos na idade juvenil. Costumam avançar sempre na mesma direcção com o passar dos anos. Sentem a necessidade de ser ajudados, mas basta uma sugestão e um pequeno apoio para manter-se na linha.
Encontram logo uma experiência forte de Deus. O culto atrai-os. Parece que existe uma harmonia pré-estabelecida entre as suas aspirações e os imperativos da religião. Não é que não tenham momentos de relaxação e debilidade, mas refazem-se em seguida e com mais fervor.
Que fazer com eles: Ajudá-los a que não caiam no formalismo, nos escrúpulos ou no conformismo. Há que sustentá-los com constância no caminho da perfeição.
2. Os instáveis.
Prevalece a indecisão; queriam ser fervorosos mas não se sentem suficientemente fortes para consegui-lo. De repente, sem causa aparente, renunciam a todo o progresso, até ao momento em que voltam a ser fervorosos.
As primeiras quedas são a origem dos seus transtornos. Podem acabar em indiferentes ou tradicionalistas, por isso merecem uma atenção especial e muita paciência.
Que fazer com eles: Ajudá-los a afrontar a luta serenamente. É essencial não deixá-los isolados.
Prevalece a indecisão; queriam ser fervorosos mas não se sentem suficientemente fortes para consegui-lo. De repente, sem causa aparente, renunciam a todo o progresso, até ao momento em que voltam a ser fervorosos.
As primeiras quedas são a origem dos seus transtornos. Podem acabar em indiferentes ou tradicionalistas, por isso merecem uma atenção especial e muita paciência.
Que fazer com eles: Ajudá-los a afrontar a luta serenamente. É essencial não deixá-los isolados.
3. Os tradicionalistas.
No início adoptam docilmente o comportamento religioso que lhe dão em casa ou no colégio, mas a sua fidelidade ao culto e à moral trata-se mais de um costume que de uma convicção. Em teoria são fiéis ao princípio, na prática salvam melhor as aparências.
Com frequência sentem remorsos pela sua mediocridade mas não tem zelo para renunciar a ela. A religião servir-lhe-á como refúgio cómodo. Procuram «os consolos de Deus mas não o Deus dos consolos».
Que fazer com eles: Há que suscitar neles a autenticidade, tirar-lhes o fardo de certos actos piedosos facultativos para que possam viver com mais profundidade os necessários. Aplicar a lei da gradualidade.
4. Os indiferentes.
São irreligiosos em potência. Não há atracção pelo espiritual nem necessidade de discutir do religioso (a diferença dos irreligiosos). Abandonam as práticas religiosas o antes e o mais possível.
Tratam de pensar o menos possível em Deus e de cumprir o indispensável no moral. Conservam crenças cristãs mas vivem como se não as tivessem.
Que fazer com eles: Como carecem menos de saber que de boa vontade há que ajudá-los a crer no valor da religião. Há que procurar abri-los a algo grande, para que um dia Deus possa ocupar esse buraco aberto. É típico na adolescência avançada, onde os problemas morais encontram uma escusa nesta indiferença.
No início adoptam docilmente o comportamento religioso que lhe dão em casa ou no colégio, mas a sua fidelidade ao culto e à moral trata-se mais de um costume que de uma convicção. Em teoria são fiéis ao princípio, na prática salvam melhor as aparências.
Com frequência sentem remorsos pela sua mediocridade mas não tem zelo para renunciar a ela. A religião servir-lhe-á como refúgio cómodo. Procuram «os consolos de Deus mas não o Deus dos consolos».
Que fazer com eles: Há que suscitar neles a autenticidade, tirar-lhes o fardo de certos actos piedosos facultativos para que possam viver com mais profundidade os necessários. Aplicar a lei da gradualidade.
4. Os indiferentes.
São irreligiosos em potência. Não há atracção pelo espiritual nem necessidade de discutir do religioso (a diferença dos irreligiosos). Abandonam as práticas religiosas o antes e o mais possível.
Tratam de pensar o menos possível em Deus e de cumprir o indispensável no moral. Conservam crenças cristãs mas vivem como se não as tivessem.
Que fazer com eles: Como carecem menos de saber que de boa vontade há que ajudá-los a crer no valor da religião. Há que procurar abri-los a algo grande, para que um dia Deus possa ocupar esse buraco aberto. É típico na adolescência avançada, onde os problemas morais encontram uma escusa nesta indiferença.
5. Os irreligiosos.
Podem-se confundir com os anteriores mas tem um temperamento especial. São mais beligerantes, doutrinários e agressivos. A religião, não só não lhes interessa, mas sim que os irrita e lhes causa repulsa.
Na sua conduta minimizam a influência religiosa mas, não obstante, em muitas ocasiões a fé actua sobre o seu pensamento. Muitos deles brotam de famílias cristãs tradicionalistas que de alguma forma os forçaram ou os quebraram com as suas incoerências formalistas.
Que fazer com eles: O essencial para estes é, o antes possível, activá-los numa ajuda social para que esta, com paciência, seja o início de uma aproximação. Há que ser muito tolerantes e questioná-los com um testemunho de vida exemplar e atractivo, com zero sermões.
Podem-se confundir com os anteriores mas tem um temperamento especial. São mais beligerantes, doutrinários e agressivos. A religião, não só não lhes interessa, mas sim que os irrita e lhes causa repulsa.
Na sua conduta minimizam a influência religiosa mas, não obstante, em muitas ocasiões a fé actua sobre o seu pensamento. Muitos deles brotam de famílias cristãs tradicionalistas que de alguma forma os forçaram ou os quebraram com as suas incoerências formalistas.
Que fazer com eles: O essencial para estes é, o antes possível, activá-los numa ajuda social para que esta, com paciência, seja o início de uma aproximação. Há que ser muito tolerantes e questioná-los com um testemunho de vida exemplar e atractivo, com zero sermões.
| FICHA | TÉCNICA | COMPRA ONLINE |
| Título: | Adolescentes: que fazemos com eles | Ocio Hispano |
| Autor: | José García Sentandreu | Amazon (ebook) |
| Editora: | De Buena Tinta | |
| Páginas: | 284 páginas | |
| Preço: | 16,00 € |
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