Páginas

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Jornada no Vaticano reforça que não podemos nos esquecer do Haiti

Foram abordadas a situação do país depois do terremoto e as esperanças para o futuro


Roma, 12 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) Sergio Mora


Uma jornada para recordar o terremoto do Haiti, com sua sequela de destruição e milhares de vítimas, aconteceu no Vaticano neste último sábado. O evento começou no Auditório São Pio X com uma conferência em que falaram os cardeais Marc Ouellet, presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, e Robert Sarah, presidente do Cor Unum, além dos dois secretários de ambos os dicastérios, o professor Guzmán Carriqury e mons. Giovanni dal Toso. Também se dirigiu ao público o cardeal haitiano Chibly Langlois.

O cardeal Ouellet recordou que “o papa Francisco sempre traz no coração os sofrimentos e as esperanças do povo do Haiti. Ele não se esqueceu nem quer que seja esquecido o terrível terremoto que, em 12 de Janeiro de 2010, causou nesse querido país um número impressionante de mortos e feridos e deixou milhares de órfãos e pessoas com necessidades especiais, uma multidão de pessoas sem lar, marginalizadas, desabrigadas, migrantes e refugiadas”.

Recordando que o terremoto também provocou a destruição de muitos edifícios e casas, bem como de estruturas eclesiásticas e igrejas, o presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina prosseguiu:

“Como é que poderíamos nos esquecer dessa tremenda calamidade que atingiu uma população já tão sofrida pelas condições de pobreza extrema, pelo abismo entre os poucos ricos e os muitos pobres, pela situação de grave instabilidade política, pela desestabilização das frágeis instituições e pela escalada de insegurança e violência? Seu resultado foi uma situação dramática, em que os sofrimentos e até o desespero se apresentou aos olhos dos bispos haitianos como insustentável”.

“Passados cinco anos depois daquele terremoto, o papa Francisco quis dar um testemunho bem eloquente da solicitude apostólica da Santa Sé, que abraça com amor preferencial os mais pobres”.

O cardeal Ouellet reiterou que, por isso, "o Conselho Pontifício Cor Unum e a Pontifícia Comissão para a América Latina organizaram esta jornada de comunhão e solidariedade, convidando muitas instituições envolvidas e interessadas”.

Ele encerrou suas palavras colocando “as nossas intenções no coração de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira do Haiti”.

O momento culminante da jornada foi a audiência concedida pelo papa Francisco, após a qual foi celebrada a santa missa, presidida pelo secretário de Estado da Santa Sé, o cardeal Pietro Parolín.

Sem comentários:

Enviar um comentário