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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O desafio da comunidade académica do "Seraphicum"

O famoso Colégio Franciscano, que teve entre seus alunos São Maximilian Kolbe, está comemorando seus 50 anos, sob o estandarte do multiculturalismo e do interculturalismo


Roma, 14 de Outubro de 2014 (Zenit.org)


Mais de vinte países representados na comunidade religiosa académica do Seraphicum que, depois de amanhã (quinta 16), comemora o 50º aniversário da inauguração da nova sede.

Um dos destaques deste centro de formação é a sua internacionalidade que tornou possível, por décadas, formar leigos e religiosos no serviço à Igreja em todas as partes do mundo.

Alguns nomes fizeram história, não só na Igreja, como São Maximiliano Maria Kolbe, o santo mártir de Auschwitz, aluno do Seraphicum de 1912 a 1919. Um legado importante, preservado no desejo de manter viva essa presença onde Pe. Kolbe passou seus anos de formação, dando vida à Milícia da Imaculada, na sede localizada na Via San Teodoro, em Roma.

Em 1964 aconteceu a transferência para o bairro Eur, visando satisfazer as necessidades de espaços novos e mais amplos, com a intenção de dar continuidade ao testemunho do mártir monge, através do estabelecimento da Cátedra Kolbiana que tem como objectivo o estudo das problemáticas e desafios dos homens e mulheres de hoje, crentes e não-crentes, à luz do pensamento e do testemunho de santo polaco.

Hoje o Seraphicum conta com uma representação internacional muito diversificada: são representantes de 23 países (Itália, Roménia, Polónia, México, Quénia, Croácia, Líbano, Brasil, Coreia do Sul, Índia, Sri Lanka, Venezuela, Zâmbia, Bolívia, China, Turquia, Filipinas, Gana , Eslováquia, Irlanda, Espanha, Eslovénia e Vietname).

Uma riqueza de línguas, culturas e tradições - onde os meses de verão são dedicados ao ensino do idioma italiano para estudantes estrangeiros que frequentam a Faculdade ou outros centros educacionais da Ordem – que conta ainda com a presença de um monge do Monte Athos, enriquecendo ainda mais o intercâmbio cultural e seus respectivos caminhos de fé.

"O desafio que esta realidade nos apresenta – explica Felice Fiasconaro - é passar do multiculturalismo para a interculturalismo. Isto implica no empenho de todos rumo a uma cultura relacional que requer uma compreensão desprovida de preconceitos ou complexos de superioridade dominante. Na visão intercultural da vida fraterna, o outro, o diferente, é o homem irmão, homem dom, o homem com quem eu sou chamado a dialogar, a entrar em comunhão, a quem sou capaz de doar e também receber. Por esta razão, cada cultura, cada diversidade é um bem para compartilhar, e não uma realidade à qual se adaptar”. 

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