O famoso Colégio Franciscano, que teve entre seus alunos São Maximilian Kolbe, está comemorando seus 50 anos, sob o estandarte do multiculturalismo e do interculturalismo
Roma, 14 de Outubro de 2014 (Zenit.org)
Mais de vinte países representados na comunidade religiosa académica do Seraphicum que, depois de amanhã (quinta 16), comemora o 50º aniversário da inauguração da nova sede.
Um dos destaques deste centro de formação é a sua
internacionalidade que tornou possível, por décadas, formar leigos e
religiosos no serviço à Igreja em todas as partes do mundo.
Alguns nomes fizeram história, não só na Igreja, como São Maximiliano
Maria Kolbe, o santo mártir de Auschwitz, aluno do Seraphicum de 1912 a
1919. Um legado importante, preservado no desejo de manter viva essa
presença onde Pe. Kolbe passou seus anos de formação, dando vida à
Milícia da Imaculada, na sede localizada na Via San Teodoro, em Roma.
Em 1964 aconteceu a transferência para o bairro Eur, visando
satisfazer as necessidades de espaços novos e mais amplos, com a
intenção de dar continuidade ao testemunho do mártir monge, através do
estabelecimento da Cátedra Kolbiana que tem como objectivo o estudo das
problemáticas e desafios dos homens e mulheres de hoje, crentes e
não-crentes, à luz do pensamento e do testemunho de santo polaco.
Hoje o Seraphicum conta com uma representação internacional muito
diversificada: são representantes de 23 países (Itália, Roménia, Polónia, México, Quénia, Croácia, Líbano, Brasil, Coreia do Sul, Índia,
Sri Lanka, Venezuela, Zâmbia, Bolívia, China, Turquia, Filipinas, Gana ,
Eslováquia, Irlanda, Espanha, Eslovénia e Vietname).
Uma riqueza de línguas, culturas e tradições - onde os meses de verão
são dedicados ao ensino do idioma italiano para estudantes estrangeiros
que frequentam a Faculdade ou outros centros educacionais da Ordem –
que conta ainda com a presença de um monge do Monte Athos, enriquecendo
ainda mais o intercâmbio cultural e seus respectivos caminhos de fé.
"O desafio que esta realidade nos apresenta – explica Felice
Fiasconaro - é passar do multiculturalismo para a interculturalismo.
Isto implica no empenho de todos rumo a uma cultura relacional que
requer uma compreensão desprovida de preconceitos ou complexos de
superioridade dominante. Na visão intercultural da vida fraterna, o
outro, o diferente, é o homem irmão, homem dom, o homem com quem eu sou
chamado a dialogar, a entrar em comunhão, a quem sou capaz de doar e
também receber. Por esta razão, cada cultura, cada diversidade é um bem
para compartilhar, e não uma realidade à qual se adaptar”.
(14 de Outubro de 2014) © Innovative Media Inc.
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