Actualizado 20 de Setembro de 2014
Gaudium Press
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| No centro da imagem, Roberta Mazza. |
Uma peça de papiro que conserva várias citações bíblicas sobre a Eucaristia foi descoberta pela Dra. Roberta Mazza, investigadora do John Rylands Research Institute da Universidade de Manchester, no Reino Unido. O documento refere-se ao Sacramento debaixo o nome de "Maná do Céu" e ao que parece era conservado num relicário e transportado pelo seu autor como uma protecção espiritual. A origem do texto é uma vila do Egipto e o papiro data do século VI.
O papiro foi achado pela investigadora enquanto examinava milhares de fragmentos de documentos históricos não publicados que se guardaram nas abóbodas da Biblioteca John Rylands, segundo informou a Universidade de Manchester. Através de uma análise com técnicas de imagens espectrais, conseguiu-se determinar que o texto devoto foi escrito no reverso de um documento comercial certificado pelo cobrador de impostos da vila de Tertembuthis, na zona rural da antiga cidade de Hermoupolis.
Segundo a Dra. Mazza, o autor da peça cortou uma parte do documento, escreveu no verso a oração e então "teria dobrado o papiro para conservá-lo num relicário ou pendente. Esta é a razão pela qual o recibo de impostos no exterior se danificou e desvaneceu". Para a especialista, este uso pode ser comum entre os crentes, aqueles que teriam adaptado à fé cristã o costume dos povos egípcios de transportar orações pagãs como protecção de diversos perigos.
Este documento combina de maneira criativa várias passagens do Novo e do Antigo Testamento em relação com o Sacramento da Eucaristia, a que chama "Maná do Céu" segundo o Salmo 23. Também faz referência ao relato da instituição da Eucaristia no capítulo 26 do Evangelho Segundo são Mateus e outros textos da Sagrada Escritura. O manuscrito também é uma mostra da apropriação e valorização dos textos sagrados por parte do comum da população, já que o autor parece ser um residente de uma vila sem aparente relação com o sacerdócio ou o estudo académico.
"É duplamente fascinante", comentou a investigadora ao referir-se ao autor do texto, "porque claramente conhecia a Bíblia, mas cometeu muitos erros: algumas palavras estão mal escritas e outras estão na ordem errada. Isto sugere que escrevia desde o seu coração no lugar de estar copiando-o". Isto oferece uma perspectiva nova sobre a extensão do cristianismo na época. "É bastante emocionante", expressou a Dra. Mazza. "Graças a este descobrimento, agora pensamos que o conhecimento da Bíblia estava mais arraigado no Egipto do século VI que o que pensávamos previamente".
Vários académicos da Universidade de Manchester celebraram a descoberta e destacaram o trabalho dos investigadores e a contribuição que as bibliotecas fazem na preservação do conhecimento em redor do mundo.
O texto completo do papiro é:
"Temão todos aqueles que dominam a terra. Conheçam as suas nações e povos que Cristo é nosso Deus. Porque Ele falou e eles chegaram a existir, Ele deu a ordem e foram criados; Ele pôs tudo debaixo dos nossos pés e nos salvou dos nossos inimigos. O nosso Deus preparou uma mesa sagrada no deserto para o povo e deu o maná da nova aliança para comer, o Corpo imortal do Senhor e o Sangue de Cristo derramado por nós para o perdão dos pecados".
Informação de Gaudium Press sobre informação da Universidade de Manchester.
O papiro foi achado pela investigadora enquanto examinava milhares de fragmentos de documentos históricos não publicados que se guardaram nas abóbodas da Biblioteca John Rylands, segundo informou a Universidade de Manchester. Através de uma análise com técnicas de imagens espectrais, conseguiu-se determinar que o texto devoto foi escrito no reverso de um documento comercial certificado pelo cobrador de impostos da vila de Tertembuthis, na zona rural da antiga cidade de Hermoupolis.
Segundo a Dra. Mazza, o autor da peça cortou uma parte do documento, escreveu no verso a oração e então "teria dobrado o papiro para conservá-lo num relicário ou pendente. Esta é a razão pela qual o recibo de impostos no exterior se danificou e desvaneceu". Para a especialista, este uso pode ser comum entre os crentes, aqueles que teriam adaptado à fé cristã o costume dos povos egípcios de transportar orações pagãs como protecção de diversos perigos.
Este documento combina de maneira criativa várias passagens do Novo e do Antigo Testamento em relação com o Sacramento da Eucaristia, a que chama "Maná do Céu" segundo o Salmo 23. Também faz referência ao relato da instituição da Eucaristia no capítulo 26 do Evangelho Segundo são Mateus e outros textos da Sagrada Escritura. O manuscrito também é uma mostra da apropriação e valorização dos textos sagrados por parte do comum da população, já que o autor parece ser um residente de uma vila sem aparente relação com o sacerdócio ou o estudo académico.
"É duplamente fascinante", comentou a investigadora ao referir-se ao autor do texto, "porque claramente conhecia a Bíblia, mas cometeu muitos erros: algumas palavras estão mal escritas e outras estão na ordem errada. Isto sugere que escrevia desde o seu coração no lugar de estar copiando-o". Isto oferece uma perspectiva nova sobre a extensão do cristianismo na época. "É bastante emocionante", expressou a Dra. Mazza. "Graças a este descobrimento, agora pensamos que o conhecimento da Bíblia estava mais arraigado no Egipto do século VI que o que pensávamos previamente".
Vários académicos da Universidade de Manchester celebraram a descoberta e destacaram o trabalho dos investigadores e a contribuição que as bibliotecas fazem na preservação do conhecimento em redor do mundo.
O texto completo do papiro é:
"Temão todos aqueles que dominam a terra. Conheçam as suas nações e povos que Cristo é nosso Deus. Porque Ele falou e eles chegaram a existir, Ele deu a ordem e foram criados; Ele pôs tudo debaixo dos nossos pés e nos salvou dos nossos inimigos. O nosso Deus preparou uma mesa sagrada no deserto para o povo e deu o maná da nova aliança para comer, o Corpo imortal do Senhor e o Sangue de Cristo derramado por nós para o perdão dos pecados".
Informação de Gaudium Press sobre informação da Universidade de Manchester.
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