O congresso A Paz é o Futuro, organizado pela Comunidade de Santo Egídio, aponta que o grupo terrorista viola os valores do islão
Roma, 09 de Setembro de 2014 (Zenit.org)
O grande mufti do Egipto, Shawki Ibrahim Abdel-Karim Allam,
máximo líder muçulmano do país, condenou as atrocidades das milícias do
Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque.
Allam se pronunciou ao participar de um encontro internacional
organizado na Bélgica pela Comunidade de Santo Egídio, o congresso “A
Paz é o Futuro: Religião e Diálogo, Cem Anos Depois da Primeira Guerra
Mundial”.
O líder religioso qualificou o EI como organização “corrupta e
extremista”, cuja eliminação exige a cooperação internacional e
multilateral. Allam declarou ainda que “o EI é um perigo para o islão” e
defendeu que os milicianos sejam entregues à justiça.
Máxima autoridade muçulmana do seu país, Allam deu aulas durante
muitos anos na Universidade de Al-Azhar, no Cairo. Ele foi eleito Grande
Mufti do Egipto em 2013. Desde 2012, o título não é mais de competência
do governo, mas electivo. Allam foi eleito pelo Conselho dos Ulemás.
“É um erro tremendo chamar esse grupo terrorista de ‘estado
islâmico’, porque ele viola todos os valores islâmicos, os objectivos
mais elevados da lei islâmica e os valores universais compartilhados por
toda a humanidade”.
Pouco mais de um mês atrás, o EI anunciou o estabelecimento de um
califado e nomeou seu líder Abu Bakr al-Bagdadi como califa, ou seja,
“chefe dos muçulmanos de todas as partes” do mundo.
Depois de Março de 2011, quando começou o conflito armado na Síria,
foram se unindo muitos bandos armados que combatem o governo de Damasco.
Esse movimento deu mais força ao grupo hoje auto-denominado Estado
Islâmico ou “califado”.
Organizações regionais e internacionais condenaram as atrocidades
cometidas pelo EI no Iraque e na Síria e exigiram cooperação
internacional para combater o grupo terrorista.
(09 de Setembro de 2014) © Innovative Media Inc.
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