O papa recebeu nesta segunda-feira o presidente da instituição, Jim Yong Kim: desejo é encorajar o crescimento económico que investe na pessoa
Roma, 31 de Outubro de 2013
Nesta segunda-feira, 29 de outubro, o papa Francisco recebeu
o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, para uma conversa da qual
emergiu a vontade de trabalhar juntos a fim de reduzir o número de
pobres no mundo.
Kim, logo após a audiência, confirmou que o encontro de cerca de meia hora "não tratou de economia, mas de moral".
"Tivemos uma discussão maravilhosa sobre as coisas que podemos fazer
juntos", relatou o presidente do Banco Mundial, dizendo-se "tocado pelo
calor humano e pela bondade do papa", com quem conversou em espanhol.
Kim aprendeu a língua durante a sua longa experiência como médico na
América Latina, que lhe permitiu "conhecer muitos amigos do Santo Padre,
especialmente no Peru".
Kim afirmou ainda que "compartilha o que o Santo Padre chama de opção
preferencial pelos pobres" e conta que discutiu com o papa as maneiras
de trabalhar juntos. "Eu acho que poderíamos impulsionar um movimento
social que acelere o progresso. O papa é uma figura tão inspiradora que
pode dar força a este movimento: nós gostaríamos de recebê-lo numa
visita a Washington".
Para o Banco Mundial, prossegue Kim, "o crescimento é um elemento
crucial, mas eu acho que ele deve ser inclusivo. Sabemos que se existem
altos níveis de desigualdade, o crescimento perde força e fica
estancado". Ele reconhece que o “seu” banco tem sido repetidamente
apontado como um dos responsáveis pela desigualdade e pela distribuição
injusta dos recursos económicos no mundo. Kim disse ao papa que ele
próprio, no passado, protestou contra a instituição de Washington, mas
acrescentou que "o Banco Mundial mudou enormemente. [O banco]
acreditava, antes, que o crescimento por si só seria suficiente, mas
agora achamos que o crescimento tem que ser para as pessoas e para dar
emprego aos pobres. Não temos crescimento se não investimos nas
pessoas", enfatizou.
Sobre a luta contra a pobreza, Jim Yong Kim recorda a importância do
papel dos líderes das religiões mundiais. "O fato de que o papa
Francisco se expresse de forma tão clara sobre a questão da redução da
pobreza é fundamental, mas também queremos chegar aos líderes das outras
religiões". E é por isso que "estamos avaliando revitalizar o nosso comité consultivo intereligioso. Temos uma excelente relação de
trabalho com a Igreja católica e já trabalhamos com eles em várias
questões".
in
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