Cáritas tenta alojar 400 famílias
Actualizado 12 de Março de 2013
Zenit/ReL
São 400 as famílias cristãs que ficaram sem nada, depois de que ataques de integristas islâmicos pegaram fogo a duas igrejas, 178 casas e uma dezena de negócios deixando mais de 2.500 pessoas aterrorizadas.
É o resultado dos ataques de sexta-feira e sábado passado, na Joseph Colony de Lahore, depois de uma luta entre dois amigos ébrios, um muçulmano e o outro cristão, Sawan Masih, a quem acusaram de ter insultado o profeta Maomé.
A caçada ao alegado blasfemo - inocente segundo muitos testemunhos – iniciou-se na sexta-feira quando mais de três mil muçulmanos foram à zona cristã da Joseph Colony, em que vivia Masih, no bairro Badami Bagh.
O sucedido levou milhares de paquistaneses a protestar ontem nas principais cidades do país, entre as quais Karachi, Lahore, Rawalpindi e Islamabad, pedindo às autoridades que se acabe com o uso abusivo da lei anti blasfémia.
Indica-o o italiano Serviço de Informação Religiosa (SIR), recolhendo dados da Cáritas Paquistão enviados à fundação católica Ajuda à Igreja Necessitada (AIN) na sua página italiana: http://acs-italia.org
A pressão da multidão à polícia induziu a formalizar a acusação ao jovem cristão com base no artigo 295c (a chamada "Lei da Blasfémia") do código penal, que prevê a prisão perpétua e em casos extremos a pena capital para quem ultraje o profeta.
Apesar de que Masih foi detido, a ira dos vândalos não se deteve e deu fogo, no sábado, a todo o bairro cristão, afortunadamente sem deixar vítimas mortais, indica o artigo.
As autoridades do Paquistão asseguraram que os culpados serão castigados e as detenções foram 163.
A Cáritas procura um alojamento para as 400 famílias cristãs, metade das quais são católicas.
A população agredida recebeu a visita do administrador apostólico de Lahore, monsenhor Francis Shaw que convidou a conservar a fé apesar de tudo, e do arcebispo de Karachi, Joseph Coutts.
Actualizado 12 de Março de 2013
Zenit/ReL
São 400 as famílias cristãs que ficaram sem nada, depois de que ataques de integristas islâmicos pegaram fogo a duas igrejas, 178 casas e uma dezena de negócios deixando mais de 2.500 pessoas aterrorizadas.
É o resultado dos ataques de sexta-feira e sábado passado, na Joseph Colony de Lahore, depois de uma luta entre dois amigos ébrios, um muçulmano e o outro cristão, Sawan Masih, a quem acusaram de ter insultado o profeta Maomé.
A caçada ao alegado blasfemo - inocente segundo muitos testemunhos – iniciou-se na sexta-feira quando mais de três mil muçulmanos foram à zona cristã da Joseph Colony, em que vivia Masih, no bairro Badami Bagh.
O sucedido levou milhares de paquistaneses a protestar ontem nas principais cidades do país, entre as quais Karachi, Lahore, Rawalpindi e Islamabad, pedindo às autoridades que se acabe com o uso abusivo da lei anti blasfémia.
Indica-o o italiano Serviço de Informação Religiosa (SIR), recolhendo dados da Cáritas Paquistão enviados à fundação católica Ajuda à Igreja Necessitada (AIN) na sua página italiana: http://acs-italia.org
A pressão da multidão à polícia induziu a formalizar a acusação ao jovem cristão com base no artigo 295c (a chamada "Lei da Blasfémia") do código penal, que prevê a prisão perpétua e em casos extremos a pena capital para quem ultraje o profeta.
Apesar de que Masih foi detido, a ira dos vândalos não se deteve e deu fogo, no sábado, a todo o bairro cristão, afortunadamente sem deixar vítimas mortais, indica o artigo.
As autoridades do Paquistão asseguraram que os culpados serão castigados e as detenções foram 163.
A Cáritas procura um alojamento para as 400 famílias cristãs, metade das quais são católicas.
A população agredida recebeu a visita do administrador apostólico de Lahore, monsenhor Francis Shaw que convidou a conservar a fé apesar de tudo, e do arcebispo de Karachi, Joseph Coutts.
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