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quinta-feira, 17 de março de 2016

Música nas Férias da Páscoa, 18, 19, 20 MAR - OSP no CCB, 20 MAR - A Flowering Tree no CCB, 6 e 8 de abril


 
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O Teatro Nacional de São Carlos associa-se às Comemorações do Centenário do Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, no dia em que perfaz 100 anos da publicação oficial da respetiva fundação, no então Diário de Governo de Portugal (16 de março de 1916). Celebrando a efeméride, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos interpreta Requiem, de Gabriel Fauré, na Sé de Viseu, esta quarta-feira, 16 de março, às 21 horas.



Requiem, op. 48, de Gabriel Fauré



Soprano
Angélica Neto

Barítono
Carlos Pedro Santos

Piano
Nuno Margarido Lopes

Direção musical
Giovanni Andreoli

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
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Adquira antecipadamente os bilhetes para Música nas Férias da Páscoa:
para o dia 20 de março às 11 horas restam 2 bilhetes disponíveis e
para as demais datas e horas deve atingir-se hoje lotação máxima;
garanta os seus bilhetes tão depressa quanto possível.
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Em 1932, Manuel Rosenthal compôs Canções do Senhor Azul, um ciclo musical de 12 poemas da autoria de Nino, pseudónimo do poeta francês Michel Véber. Rosenthal, o único discípulo de Maurice Ravel, inspirou-se na personalidade e no comportamento das crianças, pois, segundo palavras suas, elas “fazem aquilo que os adultos não fazem; olham, escutam e têm opinião formada a partir do que viram e ouviram”. Os poemas de Michel Véber são tão extravagantes e nostálgicos quanto divertida, terna e colorida é a música de Manuel Rosenthal.

História de Babar, o pequeno elefante, de Francis Poulenc, obra escrita em 1940 e baseada num conto de Jean de Brunhoff, conta-nos a divertida aventura de um pequeno elefante que, após ter visitado a cidade, regressa à selva levando consigo a civilização.
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Aconselhamos a aquisição antecipada dos seus bilhetes para o concerto
da Orquestra Sinfónica Portuguesa com Jessica Rivera no CCB.

 
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Orquestra Sinfónica Portuguesa interpreta Brahms, Respighi e R. Strauss, acompanhada pela soprano Jessica Rivera e sob direção de Johannes Stert.

Jessica Rivera, soprano internacionalmente reconhecida que protagonizará a próxima ópera da temporada lírica de São Carlos, interpreta seis canções de Richard Strauss, complementadas por um programa sinfónico com obras de Johannes Brahms e de Ottorino Respighi (a partir de uma peça para órgão de Johann Sebastian Bach). 20 de março às 17h, no Centro Cultural de Belém.

O programa inicia-se com o arranjo para orquestra da Passacaglia e Fuga em Dó menor, BWV 582, de J. S. Bach (1685-1750), realizado pelo compositor italiano Ottorino Respighi (1879-1936), concluído em 1930. A transcrição de Respighi é especialmente rica no modo como interpreta a partitura original para órgão.

Sobre a obra original de Bach sabe-se que foi composta, possivelmente, no início da sua carreira, antes de ter assumido funções em Weimar. Várias fontes analisadas situam a data provável de composição entre 1706 e 1713, quando se encontrava em Arnstadt.

Na senda dos grandes orquestradores pós-românticos, Richard Strauss (1864-1949) distingue-se como uma das figuras de proa, tendo explorado as possibilidades expressivas da orquestra em diferentes géneros, desde a Sinfonia, Poema Sinfónico, Lied e Ópera. De entre os vários géneros a que se dedicou, destacam-se os Lieder, que compôs ao longo de toda a sua vida, procurando inovar nas dimensões dramática, lírica e instrumental. Das 4 canções op. 27, compostas em 1894, pouco antes do seu casamento com o soprano Pauline de Ahna e oferecidas como prenda à sua amada, constam 3 neste programa. Meinem Kinde op. 37, n.º 3 (escrita em 1897) integra um conjunto de seis canções, compostas na ocasião do nascimento do seu filho Franz Alexander Strauss. As canções para piano de Richard Strauss, orquestradas pelo próprio — escritas entre 1885 (Zueignung) e 1898 (Meinem Kinde) são exemplos sublimes da arte vocal tão cara a Strauss.

No campo da produção sinfónica, Johannes Brahms (1833-1897) destaca-se como uma das mais importantes figuras do seu tempo. O interesse pelo género sinfónico, em particular a admiração pelas sinfonias de Beethoven, foi relevante para o modo como o compositor iniciou o esboço do que seria a sua Sinfonia n.º 1, op. 68, no início de 1850.

Brahms levaria quase 16 anos a concluir a Sinfonia n.º 1, estreada a 4 de novembro de 1876, sob a batuta de Otto Dessoff, em Karlsruhe, à época Grão Ducado de Baden. As críticas foram positivas e realçaram o intimismo da textura orquestral, quase camerístico, assim como a relação com o legado de Beethoven.

—                                                  

Soprano
Jessica Rivera

Direção musical
Johannes Stert


Orquestra Sinfónica Portuguesa



Johann Sebastian Bach / Ottorino Respighi
Passacaglia em Dó menor, BWV 582

Richard Strauss

- Zueignung, op. 10, n.º 1
- Meinem Kinde, op. 37, n.º 3
- Wiegenlied, op. 41, n.º 1
- Ruhe, meine Seele! op. 27, n.º 1
- Morgen! op. 27, n.º 4
- Cäcilie, op. 27, n.º 2

Johannes Brahms
Sinfonia n.º 1 em Dó menor, op. 68



Co-produção
CCB/Orquestra Sinfónica Portuguesa
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Em breve:
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Aconselhamos a aquisição antecipada dos seus bilhetes para A Flowering Tree:
intensifica-se a procura de bilhetes para esta ópera de John Adams, a ser apresentada
 com os corpos artísticos de São Carlos dirigidos por Joana Carneiro, em abril, no CCB;
para obter os melhores lugares aconselhamos que garanta, desde já, os seus bilhetes.
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Joana Carneiro dirige a ópera de John Adams A Flowering Tree,
no Centro Cultural de Belém, dez anos após a sua estreia absoluta.

Com música de John Adams e libreto de John Adams e Peter Sellars, a Temporada Lírica do Teatro Nacional de São Carlos prossegue agora no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, com a apresentação de uma das óperas do compositor John Adams (n. 1947).

Kumudha, uma jovem e bela rapariga engendra um plano para ajudar a sua família pobre: transforma-se em árvore, da qual ela e sua irmã colhem as flores perfumadas e entretecem-nas em grinaldas para depois as venderem no mercado local. Começa assim a história de A Flowering Tree, inspirada num conto tradicional indiano e traduzido pelo escritor A. K. Ramujan onde Kumudha e um príncipe são submetidos a vários rituais e provações destinadas a demonstrar o poder transfigurador do amor.

O prodigioso imaginário de A Flowering Tree parece imitar o de A Flauta Mágica; paralelismo não despropositado pois A Flowering Tree foi uma encomenda de Peter Sellars encenador e diretor New Crowned Festival de Viena ao seu amigo e compositor norte-americano John Adams para celebrar os 250 anos do nascimento de Mozart. Segundo as suas palavras, “tal como em A Flauta Mágica, A Flowering Tree trata o tema da redenção através da transformação individual e da emergência de uma consciência moral”.

A ópera, em dois atos, teve estreia mundial em Viena, em novembro de 2006 e a sua primeira representação em Portugal, no Auditório Calouste Gulbenkian, em setembro de 2010 (versão de semi-encenada).

Numa co-produção da Göteborg Opera, Teatro Comunale di Bolzano e Chicago Opera Theatre com encenação de Nicola Raab, e direção musical de Joana Carneiro, A Flowering Tree apresenta-se desta vez no CCB a 6 e 8 de abril, pelas 20 horas.

O elenco reduz-se apenas três vozes solistas: a rapariga, anónima na história original e a quem Adams dá o nome tâmil de Kumudha, o Príncipe, e o Narrador, este uma invenção de Adams a quem se refere como “um barítono-narrador, omnisciente, e para todo o serviço”.

Todos os outros papéis desta história são desempenhados por bailarinos e, por vezes, pelo coro, quanto canta as linhas das várias personagens.

À exceção da Oratória de Natal El Niño, todas as incursões de John Adams na ópera e no teatro musical têm tratado temas contemporâneos: Nixon in China, The Death of Klinghoffer, I Was Looking at the Ceiling and Then I Saw the Sky, e Doctor Atomic.

É a primeira vez que John Adams e Peter Sellars se aventuram no passado distante — o que reconhecem no velho conto tradicional indiano é que ele nos remete para o nosso tempo de forma tão urgente como qualquer outro assunto contemporâneo.

Para esta ópera — a sexta colaboração entre Adams e Sellars, e a terceira para a qual criaram um libreto — escolheram poemas e contos tradicionais da literatura canaresa traduzidos pelo poeta, tradutor e académico sul indiano, A. K. Ramanujan.




Críticas:


“A partitura é opulenta, onírica, ferozmente lírica, por vezes tintada de sombras escuras e estranhas – nada comparável ao que o compositor de 59 anos de idade tenha escrito até hoje…”
The New Yorker


“ alguns dos mais belos momentos musicais que Adams já compôs…(Ele) continua a progredir e a surpreender – algo como se, ele mesmo, fosse o desabrochar outonal de uma árvore."
Daily Telegraph


“…uma explosão luminosa de beleza orquestral. Uma partitura fértil em música encantadora, alguma dela a mais puramente deslumbrante escrita nos últimos anos…Adams tornou-se possivelmente o nosso maior compositor vivo. Na sua composição nunca recorre a elementos que não sejam estritamente apropriados, uma marca da beleza e da elegância desta partitura.” 
Audiophile Audition


“…a partitura de Adams mais sensual, mais generosa e evocativa, com uma instrumentação colorida e delicada que evoca world music, ritmos primitivos que ecoam Stravinsky e cantos místicos para coro.”
 
Janelle Gelfand
Cincinnati Enquirer




A FLOWERING TREE
de John Adams

Ópera em 2 atos

Libreto de John Adams e Petter Sellars, baseado num conto homónimo do folclore indiano traduzido por A. K. Ramanujan.

Direção musical | Joana Carneiro
Encenação | Nicola Raab
Cenografia e figurinos | George Souglides
Desenho de luz | Aaron Black
Coreografia | Renato Zanella
Kumudha | Jessica Rivera
O Príncipe| Shawn Mathey
Narrador | Luís Rodrigues

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular | Giovanni Andreoli
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestrina titular | Joana Carneiro

Cenários e figurinos
em co-produção Teatro Comunale di Bolzano /Chicago Opera Theatre

Co-produção CCB/TNSC
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