A Igreja da Coreia do Sul poderá enviar
à Coreia do Norte, a partir da Páscoa de 2016, sacerdotes para celebrar
as eucaristias nas principais festas litúrgicas da Igreja católica e
para levar ajuda humanitária.
Roma,
08 de Dezembro de 2015
(ZENIT.org)
Concluiu-se na sexta-feira, 4 de novembro, a visita realizada à
Coreia do Norte de uma delegação da Igreja na Coreia do Sul formada por
17 pessoas, iniciada em primeiro de dezembro.
Um dos frutos dessa visita é que a Igreja da Coreia do Sul poderá
enviar à Coreia do Norte, a partir da Páscoa de 2016, sacerdotes para
celebrar as eucaristias nas principais festas litúrgicas da Igreja
católica e para levar ajuda humanitária.
Os participantes, tanto na ida quanto na volta, fizeram escala na
China. A delegação, que incluía 4 bispos que guiam dioceses coreanas,
incluindo o arcebispo Hyginus Kim Hee-joong, presidente da Conferência
Episcopal sul-coreana, e o Abade Simon Peter Ri Hyeong-u, da Abadia
beneditina de Waegan, junto com sacerdotes e representantes de Comissões
eclesiais para a reconciliação do povo coreano, foi oficialmente
convidada pela Associação Católica da Coreia, organismo que responde ao
regime norte-coreano.
Durante a visita, os bispos e sacerdotes da delegação procuraram
obter notícias sobre a consistência real das comunidades católicas que
estariam ainda presentes na Coreia do Norte, depois de décadas passadas
sem sacerdotes para celebrar a missa e confessar.
Na conversa falou-se também sobre a reconstrução de uma Igreja em
Pyeongyang. Os membros da delegação também tiveram um encontro de
diálogo com Kim Yong Dae, vice-presidente da Suprema Assembleia do Povo
da Coreia do Norte, sobre a modalidade de melhoramento das relações
entre as duas Coreias.
No passado, outros bispos sul-coreanos visitaram a Coreia do Norte,
mas desde os tempos da divisão, esta é a primeira vez que uma delegação
eclesial sul-coreana tão numerosa e de alto perfil visita o norte da
península.
A viagem oficial além-fronteiras da delegação sul-coreana assume
valor principalmente à luz do papel cada vez mais intenso que a Igreja
sul-coreana quer desempenhar no campo da reconciliação nacional e da
possível reunificação das duas Coreias.
(08 de Dezembro de 2015) © Innovative Media Inc.
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