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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Isis: 18 terroristas mortos em uma operação das forças de segurança iraquianas

Enquanto isso, foi reactivada a conta do Twitter do Comando Central dos Estados Unidos, depois do ataque hacker. Na França, amanhã, a nova edição do "Charlie Hebdo"


Roma, 13 de Janeiro de 2015 (Zenit.org)


Uma operação realizada por forças de segurança iraquianas ao norte de Bagdade matou hoje 18 terroristas do Estado Islâmico (Isis), ferindo sete pessoas. A notícia foi divulgada em sites iranianos pelo comandante Abdul-Amir al-Shamri, explicando que a operação foi concentrada na área de al-Nabaeh. "As forças iraquianas - disse - também destruíram um veículo blindado durante a operação."

Enquanto isso, nos Estados Unidos foi reactivado no Twitter a conta oficial do Comando Central dos EUA, depois que alguns hackers pertencentes ao ISIS se infiltraram para alterá-la. A conta @CENTCOM tinha sido substituída por 'Cybercaliphate', e publicada uma foto de um militante jihadista com Kefia branca e preta escondendo o rosto e as palavras "eu te amo Isis".

O comando anunciou ontem com um tweet: "Estamos de volta! O Centcom suspendeu temporariamente sua conta após um acto de cyber vandalismo!". Na conta, os terroristas também haviam postado frases como: "Soldados norte-americanos, estamos chegando". E depois: "O Isis já está aqui, estamos no seu PC, em todas as bases militares. Em nome de Allah, o Clemente, o Misericordioso, o Cyber-califado continua sua CyberJihad".

Um acidente que gerou embaraço para o Pentágono também porque hackers alteraram o perfil do YouTube Centcom e incluíram duas propagandas do Isis. O Comando Central dos EUA, que coordena as operações militares na coligação do Oriente Médio em seguida, afirmou em um comunicado que, apesar do ataque, “a rede operacional militar não foi comprometida e não há nenhum impacto operacional para o Centcom".

Da França, ainda abalada com o ataque terrorista de quarta-feira, 7 de Janeiro, vem a notícia do lançamento da nova edição da revista satírica "Charlie Hebdo". Notícia confirmada pelo editor Gerard Biar, que, após o massacre assumiu a revista no lugar de 'Charbe', vítima do massacre.

"Nós vamos fazer você rir, porque já choramos bastante", disse Biar, acrescentando: "Habemus a capa. Foi difícil, mas quando demanda tempo, o resultado é ainda melhor. O desenho surgiu de repente, mas rapidamente percebemos que era ele.”

A capa retrata Maomé, em um fundo verde, com uma lágrima, segurando um cartaz com a frase: "Je suis Charlie"; em sua cabeça, a frase: "Tout est pardonné (Tudo está perdoado)."

Esta semana, a revista terá uma tiragem de três milhões de cópias e será publicada em 16 idiomas.

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