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terça-feira, 3 de maio de 2016

Papa Francisco: “Quando pecamos, pensamos que Deus se afasta de nós, mas, na verdade, somos nós que Lhe “damos as costas”

O Santo Padre pede às forças armadas e à polícia, no seu jubileu, que nos desafios de cada dia façam resplandecer a esperança cristã

  Papa Francisco
Audiencia Geral - CTV
Milhares de membros das forças armadas e da polícia de várias partes do mundo encheram, na manhã de hoje, a Praça de São Pedro, por ocasião do seu Jubileu. Assim, participaram na audiência geral que durante o ano jubilar se celebra em um sábado de cada mês.

Em seu resumo em português disse o Papa:

“A reconciliação é um aspecto importante da misericórdia de Deus, que não quer ninguém distante do seu amor. De fato, quando pecamos, pensamos que Deus se afasta de nós, mas, na verdade, somos nós que Lhe “damos as costas”, pois rejeitamos o seu amor, ficamos fechados em nós mesmos, iludidos por uma falsa promessa de mais liberdade e autonomia. Porém, Jesus, o Bom Pastor, não se cansa de vir atrás da ovelha perdida, oferecendo-nos a reconciliação com Deus: ao dar-nos a sua vida, Ele nos reconciliou com o Pai. Este Jubileu da Misericórdia é um tempo de reconciliação para todos. Hoje vivem-no de forma especial as forças de ordem, os militares e os policiais, cuja missão é garantir um ambiente seguro para todos, não só evitando conflitos, mas construindo pontes e semeando a paz. Todos nós somos convidados a experimentar a ternura e a proximidade de nosso Pai celestial, deixando-nos reconciliar e ajudando os outros a se reconciliarem”.

O Papa Francisco pronunciou uma mensagem especial para os militares e polícias de todo o mundo:

“Com alegria dou as boas-vindas aos representantes das forças armadas e das polícias, provenientes de tantas partes do mundo, vindos  em peregrinação a Roma por ocasião do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. As forças da ordem – militares e polícia – têm por missão garantir um ambiente seguro, por forma a que cada cidadão possa viver em paz e serenidade. Nas vossas famílias, nos vários âmbitos em que operais, sede instrumentos de reconciliação, construtores de pontes e semeadores de paz. Sede, com efeito, chamados não só a prevenir, gerir, ou pôr fim aos conflitos, mas também a contribuir para a construção de uma ordem fundada na verdade, na justiça, no amor e na liberdade, segundo a definição de paz de S. João XXIII na Encíclica Pacem in Terris.”

“A afirmação da paz não é empresa fácil, sobretudo por causa da guerra, que torna áridos os corações e junta violência e ódio. Exorto-vos a não desencorajar-vos. Prossigam o vosso caminho de fé e abri os vossos corações a Deus Pai misericordioso que não se cansa nunca de perdoar-nos. Perante os desafios de cada dia, fazei resplandecer a esperança cristã, que é certeza da vitória do amor sobre o ódio e da paz sobre a guerra.”

O Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa:

“Queridos peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! Saúdo-vos como membros desta família que é a Igreja, pedindo-vos que renoveis o vosso compromisso para que as vossas comunidades sejam lugares sempre mais acolhedores, onde se faz experiência da misericórdia e do perdão de Deus. Que Nossa Senhora proteja a cada um de vós, e o Senhor vos abençoe a todos!”

O Papa Francisco a todos deu a sua benção!


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