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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Ser maduro é ir contra a corrente

Hoje mais do que nunca, nesta sociedade individualista e light, onde o ‘usa e deita fora’ está perfeitamente enraizado numa cultura do descartável é importante, reflectir sobre o amadurecimento pessoal.

Amadurecer é um processo integrador do crescimento e do desenvolvimento de cada pessoa. Estes conceitos são diferentes mas, andam sempre de mãos dadas e devem progredir mais ou menos em paralelo. Por crescimento entende-se o aumento da altura ou tamanho corporal, falamos mais em termos físicos. Ao passo que, por desenvolvimento compreende-se como sendo uma mudança progressiva, que se prolonga por toda a vida. É aí que as funções se fazem diferentes e se tornam mais complexas e distintas, falamos de desenvolvimento biológico, psíquico e social.

Como facilmente se percebe, não nascemos maduros e também não amadurecemos num estalar de dedos. É necessário tempo e vontade. Amadurecer é uma tarefa e conquista de carácter individual. Quer isto dizer que cada pessoa tem de arregaçar as mangas e pôr-se ao trabalho. Deus deu-nos uma vida, mas não nos deu uma vida já feita, antes pelo contrário, cada um tem de a construir.

Nos primeiros anos da nossa vida os projectos são dados, por quem cuida de nós, na maioria dos casos, pelos nossos pais. Já na adolescência e depois na juventude, surge uma consciência mais precisa desta necessidade de ‘ir’, para algum lado. Por isso mesmo, surgem aquelas perguntas de ‘quem sou eu?’; ‘para onde vou?’ ou até mesmo ‘que sentido tem a minha vida?’. É também nesta etapa que nos apercebemos da existência do ‘outro’.

Uma coisa é certa, cada pessoa deseja correr atrás de algo que a realize e que a faça feliz. Por isso mesmo, tem de estabelecer prioridades, compromissos, que exijam responsabilidade e fidelidade. Deve-se definir uma direcção e caminhar nesse sentido.

O mal que existe na nossa sociedade contemporânea é que o compromisso se tornou banal, diria mesmo desprovido de valor e sentido. A vinculação consigo mesmo enquanto pessoa, com a família, o trabalho e consequentemente com a sociedade são uma constante fuga. Foge-se da estabilidade e da pertença.

Mas, tem maturidade quem de forma livre possui uma determinada forma de vida, um projecto, com o qual é fiel, mesmo que existam dificuldades pelo caminho.

O desafio que deixo é que sejamos um exemplo para os outros, que avancemos contra a corrente, sem medo. Que mostremos que ser uma pessoa madura é sermos coerentes nas nossas escolhas, atitudes e comportamentos. Que nos desinstalemos da zona de conforto e que assumamos os compromissos das nossas vidas. E que sejam vidas cheias e felizes!







Conceição Gigante Godinho da Silva
Blogger: educarcomtalento.wordpress.com





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