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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Bienal da Cidadania Ativa: dois dias de encontro em Catânia, na Itália

Setenta associações de acção social debaterão nos próximos dois dias


Wikimedia Commons
Acontece pela primeira vez, em Catânia, no sul da Itália, a Bienal da Cidadania Activa, um encontro de setenta associações locais que actuam no campo social para promover a cultura da legalidade, a inclusão social, as políticas de saúde e a valorização do património cultural, como sinal de identificação de uma cidadania activa e responsável.

O promotor do evento é Renato D’Amico, professor de Ciências da Administração Pública e coordenador do mestrado em Gestão Pública do Desenvolvimento Local na Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Catânia. Escreve ele: “O evento propõe desenvolver e difundir uma ideia da cidadania entendida como a condição não só do ‘ser’ cidadãos titulares de direitos e deveres, mas, acima de tudo, do ‘agir’ como cidadãos”.

O comité organizador, composto por algumas das associações participantes, vem promovendo o evento como “um farol de luz para a cidadania e para a cultura cívica”.

Nos três dias da iniciativa, que vai de 7 a 9 de Abril, haverá debates, oficinas, apresentações musicais e stands de exposição sobre as temáticas da legalidade, da marginalidade, da inclusão social, das políticas de saúde, do patrimônio cultural e turístico e do meio ambiente.

A cidadania activa, de fato, requer a participação consciente e responsável baseada no senso (e no orgulho) de pertencimento a uma comunidade e envolve a activação livre, deliberada e autónoma, por parte dos cidadãos, de acções destinadas a influenciar os procedimentos das instituições, a fim de se garantir mais prontamente o bem comum e a devida atenção às necessidades dos cidadãos.

A acção dos cidadãos que decidem de forma activa “assumir” o património comunitário não pode prescindir, no entanto, de um papel igualmente activo das instituições públicas, chamadas a recuperar o seu papel de “guardiãs” do bem comum.

O prof. D’Amico prossegue: “Nesta relação entre a cidadania activa e o papel das instituições, entre capital social e processos virtuosos de desenvolvimento local, contextualiza-se a Bienal da Cidadania Activa como lugar de encontro e intercâmbio de conhecimentos e ideias de cidadãos e grupos sociais, já estabelecidos ou em formação graças ao evento, juntamente com as instituições públicas e sociais locais”.

Participarão do evento, com destaque, associações de jovens e estudantes protagonistas na cultura da cidadania, que, segundo os organizadores, “se aprende na prática”.


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