Festival Terras sem Sombra apresenta ópera de reflexão
sobre a Síria e recolhe lixo marítimo em Sines
Partimos para o segundo fim-de-semana do Festival, que
se realiza nos dias 11,
12 e 13 de Março em Sines, onde três criadores (que
ostentam os prémios nacionais espanhóis de Design, Composição e
Interpretação Musical) coincidem no que será, talvez, o espectáculo
mais inaudito do Terras sem Sombra deste ano: uma “ópera sem
vozes”,Sempre/Ainda, a partir de textos da obra Damasco Suite, de
Alberto Corazón, com música de Alfredo Aracil e interpretação ao
piano por Juan Carlos Garvayo. Na realização multimédia, inspirada
por pinturas de Alberto Corazón, colabora também Simón Escudero.
A “ópera sem vozes” Sempre/Ainda é um espectáculo singular em que a música para piano solo e as imagens projectadas num ecrã nos vão revelando, pouco a pouco, um texto; a sua matéria-prima resulta de umas anotações, tiradas dos seus cadernos de viagem, pelo autor do texto, durante uma transcendental estadia em Damasco antes da tragédia que a assola.
Esta criação estreou-se, em Outubro de 2015, no Museo Universidad de Navarra, em Pamplona, desenhado por Rafael Moneo. Vai ser possível vê-la e ouvi-la, no Centro das Artes de Sines, dia 12, sábado, às 21h30, ainda antes da sua apresentação em Madrid (Centro Reina Sofia de Arte Contemporáneo), o que constitui também uma forma de realçar a contemporaneidade deste projecto cultural. > A entrada é livre, até à lotação da sala.
Preparando a apresentação da ópera, realiza-se a 11 de Março, sexta-feira, às 21h30, na cafetaria do Centro das Artes, uma mesa-redonda com Alfredo Aracil, Juan Carlos Garvayo, Juan Ángel Vela del Campo – director artístico do FTSS –, Ruy Ventura – tradutor do libreto para português – e José António Falcão – director-geral do FTSS. A moderação corre a cargo de José Carlos Seabra Pereira, professor da Universidade de Coimbra e director do SNPC.
No domingo, dia 13, às 10h00 (saída do largo diante da Câmara Municipal), artistas, espectadores e membros das comunidades locais estarão presentes numa acção ao serviço da defesa da biodiversidade: Mãos à Obra em Sines: O Projecto Coastwatch e a Monitorização Voluntária da Beira-mar. Esta actividade tem a colaboração do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e do GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente e o apoio da Câmara Municipal de Sines e da Capitania do Porto do Sines.
Coastwatch é um inovador projecto, de âmbito europeu, que permite obter uma caracterização geral da faixa costeira, envolvendo inúmeros voluntários, a título individual ou em grupo. O seu grande objectivo prende-se com a caracterização, ao longo do litoral, de fenómenos-chave, relacionados com os seguintes aspectos: salvaguarda da biodiversidade; zonamento costeiro (zona entre marés, zona supratidal e zona interior contígua); erosão costeira; resíduos; contaminação; pressões antrópicas.
O Terras sem Sombra associa-se à iniciativa com a realização de várias unidades de monitorização na orla costeira de Sines. Paralelamente, será recolhido o lixo marinho encontrado ao longo dos percursos litorais. O mote vem da Encíclica Laudato Sí:
“Produzem-se anualmente centenas de milhões de toneladas de resíduos, muitos deles não biodegradáveis […]. A Terra, nossa casa, parece transformar-se cada vez mais num imenso depósito de lixo.” (Laudato Si’, 21)
De entrada livre, o Festival é organizado pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja prolonga-se até 2 de Julho, e segue para Santiago do Cacém, Ferreira do Alentejo, Odemira, Serpa, Castro Verde e Beja sob o título Torna-Viagem: o Brasil, a África e a Europa (Da Idade Média ao Século XX). Um hino ao Baixo Alentejo: à beleza dos seus espaços naturais e ao prazer da descoberta cultural ao alcance de quem o deseje.
Programa Sines
11 de Março
Centro das Artes
Mesa-Redonda Memória e Criação
Alfredo Aracil, Juan Carlos Garvayo, Juan Ángel Vela del Campo, Ruy Ventura e José António Falcão
Moderação: José Carlos Seabra Pereira
12 de Março de 2016 [21H30]
Centro das Artes
Sempre/Ainda: Ópera sem Vozes, de Alfredo Aracil
Textos e imagens Alberto Corazón
Música Alfredo Aracil
Realização multimédia Simón Escudero
Piano Juan Carlos Garvayo
13 de Março [10:00]
Mãos à Obra pelo Litoral de Sines: O Projecto Coastwatch e a Monitorização Voluntária da Beira-mar
Mais informações:
A “ópera sem vozes” Sempre/Ainda é um espectáculo singular em que a música para piano solo e as imagens projectadas num ecrã nos vão revelando, pouco a pouco, um texto; a sua matéria-prima resulta de umas anotações, tiradas dos seus cadernos de viagem, pelo autor do texto, durante uma transcendental estadia em Damasco antes da tragédia que a assola.
Esta criação estreou-se, em Outubro de 2015, no Museo Universidad de Navarra, em Pamplona, desenhado por Rafael Moneo. Vai ser possível vê-la e ouvi-la, no Centro das Artes de Sines, dia 12, sábado, às 21h30, ainda antes da sua apresentação em Madrid (Centro Reina Sofia de Arte Contemporáneo), o que constitui também uma forma de realçar a contemporaneidade deste projecto cultural. > A entrada é livre, até à lotação da sala.
Preparando a apresentação da ópera, realiza-se a 11 de Março, sexta-feira, às 21h30, na cafetaria do Centro das Artes, uma mesa-redonda com Alfredo Aracil, Juan Carlos Garvayo, Juan Ángel Vela del Campo – director artístico do FTSS –, Ruy Ventura – tradutor do libreto para português – e José António Falcão – director-geral do FTSS. A moderação corre a cargo de José Carlos Seabra Pereira, professor da Universidade de Coimbra e director do SNPC.
No domingo, dia 13, às 10h00 (saída do largo diante da Câmara Municipal), artistas, espectadores e membros das comunidades locais estarão presentes numa acção ao serviço da defesa da biodiversidade: Mãos à Obra em Sines: O Projecto Coastwatch e a Monitorização Voluntária da Beira-mar. Esta actividade tem a colaboração do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e do GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente e o apoio da Câmara Municipal de Sines e da Capitania do Porto do Sines.
Coastwatch é um inovador projecto, de âmbito europeu, que permite obter uma caracterização geral da faixa costeira, envolvendo inúmeros voluntários, a título individual ou em grupo. O seu grande objectivo prende-se com a caracterização, ao longo do litoral, de fenómenos-chave, relacionados com os seguintes aspectos: salvaguarda da biodiversidade; zonamento costeiro (zona entre marés, zona supratidal e zona interior contígua); erosão costeira; resíduos; contaminação; pressões antrópicas.
O Terras sem Sombra associa-se à iniciativa com a realização de várias unidades de monitorização na orla costeira de Sines. Paralelamente, será recolhido o lixo marinho encontrado ao longo dos percursos litorais. O mote vem da Encíclica Laudato Sí:
“Produzem-se anualmente centenas de milhões de toneladas de resíduos, muitos deles não biodegradáveis […]. A Terra, nossa casa, parece transformar-se cada vez mais num imenso depósito de lixo.” (Laudato Si’, 21)
De entrada livre, o Festival é organizado pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja prolonga-se até 2 de Julho, e segue para Santiago do Cacém, Ferreira do Alentejo, Odemira, Serpa, Castro Verde e Beja sob o título Torna-Viagem: o Brasil, a África e a Europa (Da Idade Média ao Século XX). Um hino ao Baixo Alentejo: à beleza dos seus espaços naturais e ao prazer da descoberta cultural ao alcance de quem o deseje.
Programa Sines
11 de Março
Centro das Artes
Mesa-Redonda Memória e Criação
Alfredo Aracil, Juan Carlos Garvayo, Juan Ángel Vela del Campo, Ruy Ventura e José António Falcão
Moderação: José Carlos Seabra Pereira
12 de Março de 2016 [21H30]
Centro das Artes
Sempre/Ainda: Ópera sem Vozes, de Alfredo Aracil
Textos e imagens Alberto Corazón
Música Alfredo Aracil
Realização multimédia Simón Escudero
Piano Juan Carlos Garvayo
13 de Março [10:00]
Mãos à Obra pelo Litoral de Sines: O Projecto Coastwatch e a Monitorização Voluntária da Beira-mar
Mais informações:
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