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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Natal 2015

Em mais uma época natalícia, recordo um poema sempre atual de João Coelho dos Santos “O mais belo poema de Natal”. 

“Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do perú, das rabanadas
-Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
-Está bem, eu sei!
-E as garrafas de vinho?
-Já vão a caminho!
-Oh mãe, estou pra ver
Que prendas vou ter-
Que prendas terei?
-Não sei, não sei…

Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
-Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?(…) ”

Que fácil cairmos nesta azáfama dos preparativos, presentes, listas de “to do” e esquecemos o que de verdade importa. Ter o Deus menino sempre presente e fazer tudo com base neste pensamento, lembrando quem de verdade é festejado.

O poema continua:

“ (..)Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz.
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!(…)

Não esqueçamos que mais do que reunir a família, há um Deus que se fez menino, indefeso, que veio à terra para nos salvar. Que bom que se pudesse reescrever este poema em todas as famílias mas com indicação de que à volta da mesa há sinal da cruz, há oração e reza. Que no ambiente eufórico de festa, a festa seja uma Santa Festa.

Um Santo Natal para todos.







Rita Parreira Anes de Oliveira


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