Milhares de peregrinos presentes na Praça de São Pedro para a abertura da Porta Santa
Cidade do Vaticano,
08 de Dezembro de 2015
(ZENIT.org)
Sergio Mora
Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira, 8 de dezembro,
Festa da Imaculada Conceição, milhares de peregrinos de todo o mundo
reuniram-se na Praça de São Pedro para a cerimónia de abertura do Ano
Jubilar da Misericórdia, que começou com a Santa Missa presidida pelo
Papa Francisco.
Apesar do dia frio e chuvoso, os fiéis, cerca de 50.000, encheram a
praça, passando por um forte esquema de segurança. Centenas de
voluntários participaram de um serviço de recepção e assistência
especialmente na Rua da Conciliação e na Praça de São Pedro.
O Santo Padre usou paramentos de cor creme com verde e dourado, e o
pálio. Os cardeais, bispos e sacerdotes que o precederam na procissão
solene usavam vestes brancas. O coro da Capela Sistina acompanhou toda a
liturgia começando com o Kyrie e o Gloria (de Ángelis).
O Evangelho usado na celebração é uma verdadeira obra-prima: na capa,
uma reprodução em mosaico do símbolo do Jubileu, que foi colocado sobre
o púlpito utilizado durante todas as sessões do Concílio no altar da
Basílica de São Pedro.
"Daqui a pouco, terei a alegria de abrir a Porta Santa da
Misericórdia", disse o Papa no início da homilia, recordando que este
gesto “simples mas altamente simbólico, realizamo-lo à luz da Palavra de
Deus escutada que põe em evidência a primazia da graça".
“Também este Ano Extraordinário é dom de graça”, afirmou o Papa.
“Entrar por aquela Porta significa descobrir a profundidade da
misericórdia do Pai que a todos acolhe e vai pessoalmente ao encontro de
cada um. É Ele que nos procura, ´Ele que nos vem ao encontro. Neste
Ano, deveremos crescer na convicção da misericórdia". E citando Santo
Agostinho disse: “Que grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça,
quando se afirma, em primeiro lugar, que os pecados são punidos pelo seu
julgamento, sem antepor, diversamente, que são perdoados pela sua
misericórdia".
Francisco sublinhou que hoje, “ao cruzar a Porta Santa, queremos
também recordar outra porta que, há cinquenta anos, os Padres do
Concílio Vaticano II escancararam ao mundo”. Ele concluiu, reiterando
que “atravessar hoje a Porta Santa compromete-nos a adotar a
misericórdia do bom samaritano”.
A próxima etapa do Jubileu será domingo, 13 de dezembro, quando o
Papa abrirá a Porta Santa da catedral de Roma, São João de Latrão e,
pela primeira vez na história da Igreja, serão abertas as Portas Santas
em todas as catedrais do mundo, para que o Jubileu da Misericórdia seja
vivido especialmente nas Igrejas particulares.
(08 de Dezembro de 2015) © Innovative Media Inc.
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