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domingo, 15 de novembro de 2015

Últimas Verdades

...E no fim desta jornada,

Quem se salva, soube tudo

Quem não, não soube nada!

Porque a ciência consumada é que esta vida acabe bem, diz o autor desta estrofe, que não consegui ainda identificar...

Perante as últimas realidades de todo o ser humano, tão evidentes algumas, e que aqui enumeramos – morte, seguida do julgamento pessoal (o chamado ‘juízo particular’), feito por um Deus que nos ama, é Pai, é infinitamente justo e misericordioso, e depois, uma eternidade de inferno ou de paraíso, conforme as nossas obras por cá. Antes do acesso ao Céu, como sabemos, podemos ter de passar pelo purgatório (a purificação total para o abraço de Deus infinitamente puro, belo) – perante estas 5 realidades, dizia, é saudável a conversa com Deus sobre cada uma delas, sempre mas particularmente nesta época, em que rezamos mais pelos nossos e por todos os fiéis defuntos.

Trata-se nada menos que do objetivo de toda esta nossa vida terrena. Aliás, ela própria ganha todo o seu sentido como preparação, remota e próxima, para uma vida eterna de felicidade, aquela que a santidade dá, que corresponde ao máximo do AMOR, à alegre plenitude para que fomos criados.

Para tal conversa-oração talvez não seja preciso estudar Tratados da Escatologia… O Catecismo da Igreja Católica - e o seu Compêndio também - explicam cada uma delas num dos últimos Artigos do ‘Credo’, e não só. Basta procurar no índice temático. E muitos outros livros o fazem (Salvos na esperança, de Bento XVI, por exemplo) ajudando-nos a reorientar a bússola da nossa vida, a de cada dia, de modo a que valha a pena, de modo a que aprendamos a amar cada vez mais a Deus – 1º Mandamento – e a cada um dos que nos rodeiam, começando pela família, amigos, colegas, etc.. Porque a essa luta se resume tudo, ao fim e ao cabo…

Voltando à estrofe que me serve de abertura a esta reflexão, e que me tem vindo à mente repetidamente, a Sabedoria consiste em salvar-se e não em condenar-se, que seria escolher a ausência de Deus, o ódio para sempre. Ora sendo isto assim, quando alguém ao nosso lado se prepara para nos deixar, pela idade, por doença, por acidente, ou pelo que seja, a ajuda mais importante e prioritária não será, além da assistência médica natural, cuidar também da sobrenatural? Podemos e devemos sempre diligenciar, chamar um padre e pedir-lhe o Sacramento da Confissão, ou o da Santa Unção, que garante a melhor preparação para a entrada na Vida com maiúscula. Esta é sem dúvida a opção mais inteligente e a maior solidariedade – ‘supra-social’, dizia alguém - que podemos ter com outro ser humano.

Mas esta sociedade ocidental anda um tanto confusa nas prioridades e faz tabu do que não deve, porque é decisivo, imprescindível:  a nossa espiritualidade bem orientada, o fim para que fomos criados, todos, sem exceção… Sempre é oportuno implementá-la, procurar a formação adequada para melhorar a nossa relação com Deus e com os outros, mas este mês de novembro é especialmente favorável.

Sejamos sábios e não tontos, deixando-nos iludir por luzes e brilhos fátuos, preconceitos que não vão ao fundo da questão, à ciência consumada para o fim desta jornada que é a vida humana.

Vale a pena ser coerente, lutar contra o egoísmo, talvez mais fácil, para conquistar uma eternidade FELIZ!

Para sempre, para sempre, dizia Santa Teresa de Ávila ainda criança ao seu irmão. Esse é o ‘timing’ que conta!







M. Albuquerque
Tradutora


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