O testemunho de fé e caridade de São Josafá em favor da unidade dos cristãos foi vigoroso e essencial
Horizonte,
12 de Novembro de 2015
(ZENIT.org)
Fabiano Farias de Medeiros
"Jesus Cristo, Filho de Deus, tem misericórdia de mim, um pobre
pecador", repetia durante seus exercícios espirituais, Josafá Kuncewicz
que nasceu na cidade de Volodymyr na Lituânia em 1580 sob o nome de
João. Seus pais eram cristãos ortodoxos e seu nascimento aconteceu em
uma época de grandes desafios por conta da divisão da Igreja Católica
Bizantina Rutena entre uniatas e os que permaneceram no cisma.
Felizmente tudo foi unificado por meio da União de Brest a qual o Papa
João Paulo II se referiu com alegria e esperança na Carta Apostólica
“APROXIMA-SE”.
O pai de João, apesar de nobre, dedicou-se ao comércio e assumia a
função de vereador na cidade. Desde cedo João foi incentivado a
vivenciar a fé e piedade cristã. Estudou no colégio em Volodymyr e
destacou-se nos estudos de forma brilhante, principalmente no eslavo
eclesiástico e a partir daí foi se aprofundando e escrevendo uma
catequese religiosa, pois em sua época os padres raramente o faziam.
Seus pais passaram por adversidades financeiras e João ficou sob a
tutela de Papovic e Josyf Veliamyn que o encaminharam para o
conhecimento da Igreja Católica. No ano 1604 João ingressou no Mosteiro
da Trindade dos monges basilianos em Vilnius e adotou o nome de Josafá.
Sua piedade, conselhos e virtudes ganharam grande conhecimento e muitos
eram os que viam visitá-lo e a partir daí era suscitado novas vocações.
Foi ordenado diácono e posteriormente sacerdote. Em 12 de novembro de
1617 foi sagrado Bispo de Vitebsk. Tamanha foi sua atuação pastoral na
formação do clero, na doutrina eclesiástica e na conversão dos homens
que foi chamado de “raptor de almas”. Reuniu grandiosos esforços também
no processo de unificação dos cristãos combatendo também os esforços dos
cismáticos.
Josafá sucedeu o arcebispo de Polozk em 1618. Temendo a latinização
da Igreja Ortodoxa o monge Melécio investiu contra Josafá fazendo com
que o povo o perseguisse e aconteceu que no dia 12 de novembro de 1623
em meio a um ataque contra ele, foi atingido por uma bala e seu corpo
jogado ao rio. No ano de 1643 foi beatificado e canonizado em 29 de
junho de 1867 pelo Papa Pio IX. Sua festa litúrgica ficou definida no
dia 12 de novembro.
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