Luís e Maria cumpriram a sua missão conjugal e familiar, com a força do sacramento e penetrados pelo espírito de Cristo
Horizonte,
09 de Novembro de 2015
(ZENIT.org)
Fabiano Farias de Medeiros
“Estes cônjuges viveram, à luz do Evangelho e com grande
intensidade humana, o amor conjugal e o serviço à vida. Assumiram com
responsabilidade total a tarefa de colaborar com Deus na procriação,
dedicando-se generosamente aos filhos a fim de os educar, guiar e
orientar na descoberta do seu desígnio de amor”, narrou o Papa João
Paulo II durante a beatificação do casal Luis e Maria Beltrame. Luís
nasceu em Catania na Sicília em 12 de janeiro de 1880. Filho do casal
Carlo e Francesca, ele foi criado pelos tios Stefania e Luigi
Quattrocchi, mantendo sempre a relação com seus pais biológicos.
Proveniente de famílias muito católicas, desde cedo, Luis
foi educado nos princípios cristãos. Estudou em uma escola em Ancona e
no ano de 1890 mudou-se para Roma. Em 1898 matriculou-se na Faculdade de
Direito na Sapienza. Durante o período de estudos conheceu Maria Luisa
Corsini, filha do coronel Corsini, um grande amigo da família de Luis.
Casaram-se no dia 25 de novembro de 1905 na Basílica de Santa Maria
Maior.
No ano de 1913, o casal passou por um momento muito delicado, devido a
gestação complicada de Maria. Segundo os médicos, somente o aborto
poderia salvá-la, mas os dois permaneceram firmes no propósito da defesa
da vida e por providência divina, milagrosamente sobreviveram Maria e a
pequena Enrichetta, que mais tarde viria a constituir um lar aos moldes
dos pais. O casal teve ainda outros 3 filhos: Filippo, que sagrou-se
Monsenhor na diocese de Roma e Cesare, que é monge trapense, assim como
Stefania que ingressou na congregação dos beneditinos mas veio a
falecer. Os três filhos do casal estiveram na ocasião em que o Papa João
Paulo II beatificou o casal.
Assim ressaltou o Papa João Paulo II, no dia 21 de Outubro de 2001,
na beatificação do casal: “Na sua vida, como na de tantos outros casais
que todos os dias desempenham zelosamente as suas tarefas de pais,
podemos contemplar a revelação sacramental do amor pela Igreja. De fato,
os esposos "cumprindo a sua missão conjugal e familiar, com a força
deste sacramento, penetrados do espírito de Cristo, que impregna toda a
sua vida de fé, de esperança e de caridade, chegam gradualmente à sua
perfeição pessoal e à sua mútua santificação e, assim, em comum,
contribuem para a glória de Deus".
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