Conselho de Segurança realizou reunião urgente para tratar da violência no Oriente Médio
Madrid,
19 de Outubro de 2015
(ZENIT.org)
O Conselho de Segurança da ONU realizou na última sexta-feira uma
reunião de emergência a pedido dos países árabes para avaliar os graves
acontecimentos de violência acontecidos nos territórios palestinianos
ocupados e em Jerusalém Oriental.
Ao apresentar um relatório, o subsecretário das Nações Unidas para
Assuntos Políticos, Tayé-Brook Zerihoun, condenou o ataque perpetrado
por um grupo palestino ao incendiar o túmulo de José em Nablus, na
Cisjordânia, e advertiu sobre as graves consequências do desrespeito aos
lugares sagrados de culto e da transformação dos conflitos políticos em
conflito religioso.
“O secretário geral condena energicamente este ato reprovável e
solicita que os responsáveis sejam julgados. Também acolhe a resposta do
presidente Abbas e seu anúncio de que os fatos serão investigados”,
dijo Zerihoun. Há séculos, o túmulo de José é venerado por cristãos,
judeus e muçulmanos.
O subsecretário geral informou ao Conselho que, desde 1º de outubro, a
violência provocou a morte de 7 israelitas e 32 palestinianos. Além
disso, 124 israelitas e 1.118 palestinianos foram feridos.
Zerihoun reforçou que a atual crise não pode ser resolvida com
medidas de segurança como a demolição das casas dos acusados de
terrorismo. A ocupação israelita e as cada vez menores perspectivas de
um Estado palestiniano contribuíram, segundo ele, para exacerbar a
situação.
Durante a sessão do Conselho, ouviram-se as recriminações mútuas dos
diplomatas da Palestina e de Israel. O novo embaixador israelita, Danny
Danon, responsabilizou o governo palestiniano de incitar à violência e
criticou a falta de resposta do presidente Abbas às solicitações do
primeiro-ministro Netanyahu para retomar as conversações de paz.
Por sua vez, o observador permanente palestiniano, Riyad Mansour, pediu a
intervenção do Conselho para dar fim à agressão contra o povo palestiniano
e seus lugares sagrados e destacou que Israel deve assumir a
responsabilidade pelas violações do direito internacional e humanitário
que comete diariamente.
(19 de Outubro de 2015) © Innovative Media Inc.
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