Edição do Charlie Hebdo desta semana já esgotou três milhões de cópias
Roma, 14 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) Sergio Mora
A Universidade de Al-Azhar, no Cairo, é o centro teológico
mais respeitado do islamismo sunita e a segunda universidade mais antiga
do mundo com funcionamento ininterrupto. Nesta quarta-feira, a
instituição pediu que os muçulmanos ignorem as novas caricaturas do
profeta Maomé publicadas pelo semanário satírico francês Charlie Hebdo:
"A Al-Azhar pede a todos os muçulmanos que ignorem este ódio frívolo".
Em 6 de Janeiro, a redacção da revista francesa foi atacada em Paris
por dois terroristas encapuzados e armados com Kalashnikov. Eles
assassinaram 12 pessoas a sangue frio, 8 das quais eram cartunistas e
jornalistas. A primeira edição do Charlie Hebdo após o ataque foi
publicada hoje, com três milhões de exemplares que se esgotaram
rapidamente.
O comunicado da Al-Azhar declara: “A misericórdia do profeta é maior e
mais nobre que qualquer tentativa de desenhar caricaturas que não
respeitam nenhuma norma moral ou de civilização". Na noite de
terça-feira, os centros de pesquisa da universidade registaram que a
publicação de novas caricaturas "que insultam o profeta" implicaria
"fomentar o ódio".
A Liga Árabe e a Al-Azhar estiveram entre as primeiras entidades a
condenar o ataque contra o semanário francês. Os ortodoxos sérvios
também condenaram o “crime odioso” de Paris, mas pediram que “os
sentimentos religiosos de todos sejam respeitados” e qualificaram as
caricaturas blasfemas dos meios locais de comunicação como “violência
espiritual”.
(14 de Janeiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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