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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

São Bernardo de Corleone

O humilde exemplo deste Capuchinho constitui um encorajamento a nunca nos cansarmos de rezar


Horizonte, 12 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


“Dele todos se admiravam e perguntavam como um frade leigo podia discorrer tão altamente acerca do mistério da Santíssima Trindade”, falava São João Paulo II na canonização de Bernardo, que nasceu na cidade de Corleone na Itália, no dia 06 de Fevereiro de 1605. Foi baptizado com o nome de Filipe Latino e foi educado sob rígidos critérios cristãos e morais juntamente com seus irmãos.

Desde cedo criou gosto pelas armas e seu temperamento forte o levou a envolver-se por diversas vezes em duelos. Após a morte de seu pai entrou para o exército e tornou-se especialista em esgrima. Chegou a ser conhecido como a “lâmina mais fina da Silícia”. Certa vez, tomado de ira, arrancou com a espada, o braço de um oponente. Foi tomado de profundo arrependimento e temendo mais violência buscou ajuda com os Padres Capuchinhos. Os frades, conhecedores da conduta de Filipe e diante de sua manifestação de arrependimento, entraram em consenso e no dia 13 de Dezembro de 1632 o jovem ingressou no noviciado do convento de Caltanissetta em Palermo e adoptou o nome de Bernardo de Corleone.

Seu temperamento forte e seus impulsos foram canalizados para a oração, penitência e trabalho. Trabalhou como cozinheiro no mosteiro e mortificava-se com profundo rigor. Dedicou-se com afinco ao cuidado e acolhimento dos pobres, e profundo era seu amor pela Eucaristia e por Nossa Senhora. Os sofrimentos também ajudaram a forjar a santidade de Bernardo, pois certa vez em uma viajem a Messina foi preso, espancado e vendido como escravo. Ao retornar para a Itália, deparou-se com a peste que dizimava a cidade de Castelnuovo e juntamente com outros companheiros foram em socorro do povo atingido.

Bernardo adoeceu e veio a falecer no dia 12 de Janeiro de 1667 na cidade de Palermo. Foi beatificado pelo Papa Clemente XIII no ano de 1768 e canonizado pelo Papa João Paulo II em 10 de Junho de 2001. Dele falava o Papa: “O humilde exemplo deste Capuchinho constitui um encorajamento a nunca nos cansarmos de rezar, sendo precisamente a oração e a escuta de Deus a alma da santidade autêntica”.

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