É com grande júbilo que anuncio aos diocesanos de Beja que o Santo Padre acaba de me dar um Bispo Coadjutor e à diocese o seu futuro bispo diocesano. Como Nossa Senhora também eu exclamo: Magnificat, a minha alma louva o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Entre os diversos nomes indicados ao Santo Padre, o Papa Francisco, a sua escolha caiu sobre o Cónego José João dos Santos Marcos, conhecido como Padre João Marcos, presbítero do Patriarcado de Lisboa, actualmente membro do Cabido da Sé Patriarcal e Director Espiritual dos Seminários dos Olivais e do Redemptoris Mater de Lisboa.
Conheci-o na Alemanha, no final da década de 1960, quando os seminaristas dos Olivais aproveitavam as férias para trabalhar nas fábricas desse país. Aos fins de semana frequentava a Missão Católica Portuguesa de Mogúncia (Mainz) e aí pintava lindas telas, que me traziam à lembrança os ícones orientais. A sua veia de artista e uma piedade profunda são apanágio da sua vida, com rastos em muitas igrejas e comunidades do Patriarcado.
Como bispo auxiliar do Patriarcado, entre 1996 e 1999, passei por várias comunidades profundamente marcadas pelo Padre João Marcos, agora D. João Marcos para todos nós. Em todas elas constatei não apenas uma amizade ao seu pastor, mas uma adesão radical a Jesus Cristo e ao Evangelho e um compromisso missionário com a Igreja. Esta é a finalidade da missão da Igreja e por isso todos seremos enriquecidos com o seu ministério episcopal.
Obrigado Santo Padre e Patriarcado de Lisboa por este dom e bem-vindo a Beja e para Beja, D. João Marcos.
† António Vitalino, Bispo de Beja
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