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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

São Nicolau Tolentino

"Este sacerdote fala como quem traz mensagens do céu. Seus ouvintes suspiram emocionados e se arrependem de sua má vida passada".


Horizonte, 10 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


Nicolau nasceu por volta do ano 1245 na cidade de Sant'Angelo na Itália. Filho do casal Compagnonus de Guarutti e Amata de Guidiani, recebeu o nome agradecimento ao santo ao qual sua mãe rezou pedindo a graça de engravidar. Desde pequeno, Nicolau gostava de ausentar-se da sua comunidade e ir recolher-se em oração nas cavernas. Muito dedicado, o jovem nutriu profundo amor aos mais pobres e necessitados e profunda devoção.

Certo dia adentrou em um templo onde pregava o frade agostiniano Reginaldo e seu coração inflamou-se de amor e desejo de consagrar a vida. Aos quatorze anos foi admitido na comunidade dos agostinianos sob a orientação do Padre Reginaldo. Sua dedicação e perseverança levaram seus superiores a designá-lo para alimentar os pobres nas portas do mosteiro. Conta a tradição que certa vez teve uma visão de Nossa Senhora e Santo Agostinho lhe mandando comer um pão marcado pela cruz. Depois de comer ele distribuiu o pão aos pobres e muitos ficaram curados. Foi ordenado padre no ano de 1270. Deixando-se conduzir por Deus, foi enviado para a cidade de Tolentino no ano 1275 e teve papel determinante na vida do povo que vivia assolado pela ruína moral e social originadas pela guerra entre os güelfos e os gibelinos pelo controle da Itália. Diante deste fato acolheu e ajudou os prisioneiros e doentes.

Dedicou-se com afinco à pregação e confissão passando horas a fio auxiliando as pessoas através do sacramento e tornou-se um vigoroso apóstolo do confessionário. Santo Antonino dele falava: "Este sacerdote fala como quem traz mensagens do céu. Seus ouvintes suspiram emocionados e se arrependem de sua má vida passada".

Nicolau, faleceu no dia 10 de Setembro de 1305 e foi canonizado pelo Papa Eugénio IV em 1446 tornando-se o primeiro agostiniano a ser canonizado. Devido a sua piedade e orações pelas almas do Purgatório, foi proclamado como Patrono das Almas do Purgatório pelo Papa Leão XIII em 1884.

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