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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Passeando pela história

Visitar em família lugares de tradição cultural é uma importante contribuição ao desenvolvimento da identidade e do compromisso com o mundo


Madrid, 09 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


Reproduzimos um texto da espanhola Carmen Francisco M.

Embora as novas tecnologias nos facilitem a visita virtual a museus e templos históricos, visitá-los presencialmente e em família causa um impacto positivo diferente.

Crianças e jovens recebem de nós, adultos, uma história de família e de fé. Todos juntos, como família, nos vinculamos mais claramente a tradições culturais históricas legadas pelas gerações que nos antecederam.

Com as ideias de consumismo e imediatismo que interferem hoje na escolha das actividades familiares, visitar monumentos históricos talvez não nos pareça a opção mais sedutora. No entanto, sabendo que o benefício é o desenvolvimento mais integral de todos, podemos nos preparar para ser tenazes e entusiastas promotores de visitas familiares a esse tipo de lugar.

Eu, pessoalmente, considero que o gosto por esses passeios pode ir sendo “treinado”. Em dado momento, ficamos surpresos ao perceber que cada integrante da família já vai identificando a sua “especialidade” e dando a sua contribuição original.

Alguns aspectos a levar em consideração:
  • A idade das crianças e dos jovens e as suas diferentes etapas de amadurecimento.
  • A informação prévia sobre o lugar: dados curiosos que possam chamar a atenção.
  • Refletir sobre como esta informação nos afeta em nossa história familiar.
Do ponto de vista da fé, toda a realidade é um grande presente de Deus. Participamos como humanidade com erros e acertos. É nesse caminho que a história nos oferece uma herança e um horizonte do qual podemos participar todos os dias. Ver nos monumentos da história a presença de Deus é o dom mais precioso que podemos legar aos nossos filhos nessas visitas.

A comunicação é percebida por cada um de maneira diferente. Alguns vão querer fazer perguntas incansavelmente; outros vão preferir fazer a visita em silêncio. Alguns darão a mão e outros vão querer se perder de vista. A nossa atitude aberta e acolhedora é crucial para acompanhá-los.

O comportamento e o tom de voz dos mais velhos são importantes para dar exemplo de respeito às normas: não tocar, guardar silêncio, não tirar fotografias, não ultrapassar limites etc. As normas devem ser vistas como um ato de cuidado do património comum.

Podemos caminhar em família desta forma, como pedras vivas da história, em dias oportunos de férias ou em alguns fins de semana.

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