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terça-feira, 9 de setembro de 2014

O Patriarca Aphrem II dá voz ao drama sírio

O chefe da Igreja sírio ortodoxa se pronuncia na liturgia ecuménica durante encontro internacional organizado pela Comunidade de Santo Egídio em Antuérpia


Roma, 08 de Setembro de 2014 (Zenit.org)


"Deus está presente no meio de nós, irmãos e irmãs, quando vemos a esperança nos olhos de uma criança forçada a deixar sua casa e sua cidade, Mosul, no Iraque, para um destino desconhecido. [...] Deus está presente no meio de nós, quando vemos um pai que perdeu a família inteira - pai, mãe, esposa e dois filhos - por causa dos bárbaros atos homicidas em Sadad, na Síria - e ainda é capaz de sorrir serenamente e se submeter alegremente a vontade de Deus, que ele sabe estar perto, na sua angústia": foi o que disse sua Santidade Mor Ignatius Aphrem II, Patriarca de Antioquia e de todo o Oriente e Chefe Supremo da Igreja sírio ortodoxa universal em sua homilia no culto ecumênico que abriu o encontro organizado pela Comunidade de Santo Egídio Peace is the future, Future, Religion and Cultures in Dialogue 100 Years after World War I, que acontece em Antuérpia de 7 a 9 de Setembro.

O culto ecuménico, que foi realizado na antiga catedral da cidade, Onze-Lieve-Vrouwekathedraal, teve a participação de várias delegações das Igrejas orientais e das reformadas.

 Dom Johan Bonny, bispo de Antuérpia, em sua homilia, disse: "O nosso desejo é de dialogar uns com os outros em um clima de fraternidade e de reconciliação. Queremos também comunicar uma ideia para a nossa sociedade e para a comunidade mundial. Como religiosos, precisamos urgentemente de um mundo mais pacífico e estamos prontos para trabalhar para isso."

Recordando o aniversário de 100 anos desde a eclosão da Primeira Guerra Mundial, ele acrescentou: "Nestes dias celebramos devotadamente todas as vítimas da Primeira Guerra Mundial. Mas não só eles. Estamos próximos de todas as vítimas da guerra e da violência dos nossos tempos, através de tantas linhas de frente espalhadas em todo o mundo."

No final da celebração todos os líderes das diversas comunidades cristãs foram para a praça e o Patriarca Mor Inácio Aphrem II foi saudado por muitos cidadãos do Oriente Médio refugiados na Bélgica, depois da guerra, preocupados com o destino da própria cidade e da própria terra.

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