O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso e o Royal Institute for Inter-Faith Studies condenam todo tipo de violência e observam que família e escola são fundamentais para a educação de crianças e jovens
Roma, 14 de Maio de 2014 (Zenit.org)
O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, com a
presença do cardeal Jean-Louis Tauran, e o Royal Institute for
Inter-Faith Studies, de Amã, com o príncipe da Jordânia Hassan bin
Talal, emitiram um comunicado com as conclusões do seu Terceiro
Colóquio, realizado na capital jordana nos dias 13 e 14 de maio de
2014. O tema discutido girou em torno dos "Desafios Actuais através da
Educação", às vésperas da visita do papa Francisco à Terra Santa.
De acordo com o comunicado facilitado pelo Vaticano, os
participantes condenaram energicamente todas as formas de violência, com
destaque para o recente sequestro das 200 alunas da Nigéria, de quem
pediram a libertação imediata a fim de que elas voltem para junto das
suas famílias e para a sua escola. O evento advogou ainda pela solução
pacífica de todos os conflitos em andamento no mundo.
Os participantes do encontro se mostraram de acordo em diversos
temas, reafirmando, primeiramente, que "as instituições fundamentais
para a educação de crianças e jovens são a família e a escola", além de
ressaltarem a "importância da educação religiosa adequada, em particular
para a transmissão dos valores religiosos e morais".
Também foi enfatizada "a necessária consideração da dignidade da
pessoa humana, especialmente nas instituições educativas". Destacou-se a
"inobservância das disposições internacionais destinadas a garantir o
respeito efectivo dos direitos humanos fundamentais, em particular o da
liberdade religiosa".
Por outro lado, reconheceu-se que "os desafios mais urgentes incluem a
resolução pacífica dos conflitos actuais, a erradicação da pobreza e a
promoção da dimensão espiritual e moral da vida", bem como "a convicção
de que a religião não é a causa dos conflitos, que se devem, antes, à
desumanidade e à ignorância; a educação integral, em consequência, é
essencial". Finalmente, observou-se que "as religiões, entendida correctamente a sua prática, não são causas da divisão e dos conflitos,
mas factor necessário para a reconciliação e para a paz".
Por último, o comunicado convida: "Como o futuro da humanidade está
nas mãos das gerações jovens, propõe-se o seguinte decálogo cultural
para todos os envolvidos na educação":
- Nunca renunciar à curiosidade intelectual.
- Ter coragem intelectual em vez de covardia intelectual.
- Ser humilde e não intelectualmente arrogante.
- Praticar a empatia intelectual em vez de uma mentalidade fechada.
- Levar em conta a integridade intelectual.
- Manter a autonomia intelectual.
- Perseverar diante da superficialidade circundante.
- Confiar na razão.
- Ser imparcial e não intelectualmente injusto.
- Considerar o pluralismo como uma riqueza, não como uma ameaça.
(14 de Maio de 2014) © Innovative Media Inc.
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