Internet: onde estão os jovens
Usar Facebook ou Twitter para o apostolado juvenil não é difícil, não é coisa de informáticos nem de «nativos digitais».
Actualizado 20 de Junho de 2013
P. J. G./ReL
O padre Matthew P. Schneider, da Legião de Cristo, admite que leva pouco tempo no Twitter e Facebook, mas depois de uns meses de experiência e de falar com veteranos, e de muitos anos de trabalho evangelizador entre jovens, animou-se a elaborar uma lista de "7 segredos" que funcionam nas redes sociais, inclusive com novatos nelas.
Pensa que como "recém-chegado" pode dar testemunho, precisamente, de que é possível para uma pessoa mais velha e nova entrar no mundo das redes sociais e evangelizar com jovens, que não é algo arcano e misterioso.
Para começar, distingue entre dois tipos de pessoas chamadas ao "serviço online aos jovens católicos". Por simplicidade os chama "paróquias" e "freelances".
"Paróquias": são aqueles grupos de 50 a 100 jovens ligados a uma paróquia, grupo local ou escola. As mensagens no Facebook ou Twitter complementam um tracto que se dá fora da internet, avisam de eventos locais, e servem para entrar ou reafirmar o contacto com amigos e pais dos jovens.
"Freelances": são aqueles que querem chegar ao público jovem de todo o país ou todo o mundo; procuram que a sua mensagem chegue ao máximo de pessoas.
Os 7 "segredos"
1º: Sê tu mesmo
"Se sabes ajudar os jovens ou adolescentes fora da Internet, também saberás fazê-lo na Internet". Não há que fingir ser o que não és, não há que tentar actuar de formas raras "para gostar". Schneider considera que os "freelances" (cujos leitores não os conhecem fora da Internet) tem mais risco de tentar fingir algo que não são.
2º: Anunciar-te não é pecado
Todo o mundo nas redes vê como algo normal que anuncies no Twitter ou Facebook os teus artigos, os teus eventos, algo que divulgaste no teu blogue, o que faz o teu grupo... De facto, se não o anuncias, ninguém lerá o teu blogue, web, crónicas, fotos, etc... O critério é o mesmo que fora da internet: não ser pesado. Fora da Internet, os amigos se avisam de quando joga a sua equipa preferida, mas chateiam-se um bocado se o repete 16 vezes. Nas redes sociais passa-se o mesmo.
3º: Há que dedicar algum tempo
Nas redes há que interactuar: ler os outros, responder, tratar-se... É importante ter muitas pessoas conectadas, mas que realmente estejam conectadas contigo. Tem de saber que estás aí, que manténs o contacto. Isso requer algum tempo, para revisar e responder.
4º: Mostra que aprecias os teus conectados
Fora da Internet, quando nos falam sorrimos, mostramos interesse com a cara, os gestos... Na Internet isto deve expressar-se com breves respostas: "Bem dito", "Gosto", etc... No Facebook para isso está o "Gosto". Quem serve nas "paróquias" deve ler e comentar o que colocam os seus jovens nas redes. "Se conectas com eles, eles conectarão contigo".
5º: Separa a tua conta pessoal e a conta do teu apostolado juvenil
Há que ser cristão sem dobrar, mas os teus amigos de 30 ou 40 anos não estão interessados nas fotos adolescentes do teu ministério ou apostolado juvenil. E os adolescentes não querem ver as tuas fotos de família com os avôs. Os teus primos na outra ponta do país querem ver fotos dos teus filhos que vão crescendo, não convocatórias para actividades da tua paróquia a que nunca poderão vir. Por isso, é bom ter uma conta pessoal e outra para o apostolado juvenil que desenvolves.
6º: No te importes de repetir os anúncios (sem exagerar)
Anunciar uma coisa (uma ligação a uma página, um artigo, um evento) só uma vez não é suficiente, perde-se na saturação de mensagens. É correcto recordá-lo várias vezes, mas de diferentes formas e em distintos momentos: podes usar diferentes palavras, imagens, vídeos, etc... Além disso, se o teu anúncio é breve e simples, os jovens o reenviarão aos seus amigos. Eles serão mais convincentes ao convidar os seus contactos do que tu.
7º: Não digas nas redes o que não dirias na vida real
É aplicável a muitas coisas, mas especialmente ao tracto com adolescentes e menores de idade. "Se não dirias algo a um adolescente em pessoa, num grupo juvenil na paróquia, tampouco o faças na Internet". Há que ter permissão dos pais para acrescentar menores a listas ou grupos em redes digitais. É bom, por exemplo, que no Facebook toda a comunicação seja pública.
Mais truques do padre Schneider (em inglês) em:
http://22catholic.sharedby.co/share/gxJE6c
Usar Facebook ou Twitter para o apostolado juvenil não é difícil, não é coisa de informáticos nem de «nativos digitais».
Actualizado 20 de Junho de 2013
P. J. G./ReL
O padre Matthew P. Schneider, da Legião de Cristo, admite que leva pouco tempo no Twitter e Facebook, mas depois de uns meses de experiência e de falar com veteranos, e de muitos anos de trabalho evangelizador entre jovens, animou-se a elaborar uma lista de "7 segredos" que funcionam nas redes sociais, inclusive com novatos nelas.
Pensa que como "recém-chegado" pode dar testemunho, precisamente, de que é possível para uma pessoa mais velha e nova entrar no mundo das redes sociais e evangelizar com jovens, que não é algo arcano e misterioso.
Para começar, distingue entre dois tipos de pessoas chamadas ao "serviço online aos jovens católicos". Por simplicidade os chama "paróquias" e "freelances".
"Paróquias": são aqueles grupos de 50 a 100 jovens ligados a uma paróquia, grupo local ou escola. As mensagens no Facebook ou Twitter complementam um tracto que se dá fora da internet, avisam de eventos locais, e servem para entrar ou reafirmar o contacto com amigos e pais dos jovens.
"Freelances": são aqueles que querem chegar ao público jovem de todo o país ou todo o mundo; procuram que a sua mensagem chegue ao máximo de pessoas.
Os 7 "segredos"
1º: Sê tu mesmo
"Se sabes ajudar os jovens ou adolescentes fora da Internet, também saberás fazê-lo na Internet". Não há que fingir ser o que não és, não há que tentar actuar de formas raras "para gostar". Schneider considera que os "freelances" (cujos leitores não os conhecem fora da Internet) tem mais risco de tentar fingir algo que não são.
2º: Anunciar-te não é pecado
Todo o mundo nas redes vê como algo normal que anuncies no Twitter ou Facebook os teus artigos, os teus eventos, algo que divulgaste no teu blogue, o que faz o teu grupo... De facto, se não o anuncias, ninguém lerá o teu blogue, web, crónicas, fotos, etc... O critério é o mesmo que fora da internet: não ser pesado. Fora da Internet, os amigos se avisam de quando joga a sua equipa preferida, mas chateiam-se um bocado se o repete 16 vezes. Nas redes sociais passa-se o mesmo.
3º: Há que dedicar algum tempo
Nas redes há que interactuar: ler os outros, responder, tratar-se... É importante ter muitas pessoas conectadas, mas que realmente estejam conectadas contigo. Tem de saber que estás aí, que manténs o contacto. Isso requer algum tempo, para revisar e responder.
4º: Mostra que aprecias os teus conectados
Fora da Internet, quando nos falam sorrimos, mostramos interesse com a cara, os gestos... Na Internet isto deve expressar-se com breves respostas: "Bem dito", "Gosto", etc... No Facebook para isso está o "Gosto". Quem serve nas "paróquias" deve ler e comentar o que colocam os seus jovens nas redes. "Se conectas com eles, eles conectarão contigo".
5º: Separa a tua conta pessoal e a conta do teu apostolado juvenil
Há que ser cristão sem dobrar, mas os teus amigos de 30 ou 40 anos não estão interessados nas fotos adolescentes do teu ministério ou apostolado juvenil. E os adolescentes não querem ver as tuas fotos de família com os avôs. Os teus primos na outra ponta do país querem ver fotos dos teus filhos que vão crescendo, não convocatórias para actividades da tua paróquia a que nunca poderão vir. Por isso, é bom ter uma conta pessoal e outra para o apostolado juvenil que desenvolves.
6º: No te importes de repetir os anúncios (sem exagerar)
Anunciar uma coisa (uma ligação a uma página, um artigo, um evento) só uma vez não é suficiente, perde-se na saturação de mensagens. É correcto recordá-lo várias vezes, mas de diferentes formas e em distintos momentos: podes usar diferentes palavras, imagens, vídeos, etc... Além disso, se o teu anúncio é breve e simples, os jovens o reenviarão aos seus amigos. Eles serão mais convincentes ao convidar os seus contactos do que tu.
7º: Não digas nas redes o que não dirias na vida real
É aplicável a muitas coisas, mas especialmente ao tracto com adolescentes e menores de idade. "Se não dirias algo a um adolescente em pessoa, num grupo juvenil na paróquia, tampouco o faças na Internet". Há que ter permissão dos pais para acrescentar menores a listas ou grupos em redes digitais. É bom, por exemplo, que no Facebook toda a comunicação seja pública.
Mais truques do padre Schneider (em inglês) em:
http://22catholic.sharedby.co/share/gxJE6c
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