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terça-feira, 14 de maio de 2013

Mercedes Aroz, ex-senadora socialista e católica convertida, lança ForoCultura21.org

Vida, feminismo e direitos humanos

Ex ateia, ex-trotskista... E única parlamentar espanhol que se demitiu por razões éticas. Aroz defende agora um feminismo humano.

Actualizado 6 de Maio de 2013

P. J. G. / ReL


Mercedes Aroz é um caso único: de juventude ateia e trotskista, logo deputada e senadora socialista, em certo momento da sua vida questionou os seus valores e chegou à fé cristã.

Convencida da bondade de servir à sociedade desde a política e a vida pública, tentou fazer compatível a sua fé católica recém-adquirida com a sua militância no PSOE, escrevendo ao novo presidente Rodríguez Zapatero para pedir-lhe que não desenvolvesse projectos anti família e anti-vida como a redefinição do matrimónio em 2005 e depois a nova lei do aborto.

Quando se convenceu de que desde dentro do partido não tinha margem para uma acção cristã coerente, deixou-o. Algo que ninguém mais fez no arco parlamentar espanhol, como assinalava o ex-político Josep Miró ao denunciar a ineficácia de outros políticos cristãos em outros partidos.

Mas desde fora dos partidos, também se pode fazer política, e por isso Mercedes Aroz apresentou em 30 de Abril uma associação de pensamento feminista humano, não confrontacional, chamada Foro Cultura21 Novo Feminismo e Direitos Humanos (www.forocultura21.org).

A associação, segundo explica um comunicado, "procura a promoção da igualdade efectiva da mulher desde o respeito da sua natureza e identidade, e o reconhecimento da transcendência pessoal e social da maternidade, e do valor da paternidade".

O primeiro objectivo da Foro Cultura21 é promover o pleno reconhecimento da dignidade e do direito à vida de cada individuo desde o princípio da sua existência, e assegurar a protecção efectiva destes direitos fundamentais na União Europeia.

Segundo Aroz, “na actual etapa histórica chegou-se a uma consciência social baseada numa ética dos direitos humanos; os Estados vão comprometendo-se a proibir a pena capital e os instrumentos legais internacionais protegem os presos das torturas, tudo isso supõe um grande progresso ético”.

“Sem dúvida – considera -, também há que assinalar o grave retrocesso produzido no direito à vida na etapa pré-natal com a liberalização do aborto nas sociedades ocidentais, pelo que há que prosseguir o combate pelos direitos humanos para conseguir o reconhecimento jurídico do direito legítimo à vida do ser humano desde o seu início, e, ao mesmo tempo, desenvolver a norma de tutela dos direitos fundamentais a fim de resolver o conflito actual entre o direito da liberdade individual e o direito à vida”.

A associação foi registada em Fevereiro de 2012 e tem a sua sede em Barcelona. Para mais informação:  www.forocultura21.org


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