quarta-feira, 27 de novembro de 2019

«Destapar a panela»

A expressão é do Papa Francisco, que nesta manhã, nos chega no término da sua viagem ao Japão:
“É a primeira vez no Vaticano que a panela é destampada a partir de dentro, não de fora. De fora tantas vezes… Isso foi-nos dito tantas vezes e nós com tanta vergonha…”, afirmou sobre os escândalos de corrupção envolvendo as Finanças da Santa Sé.
Francisco precisou que a denúncia sobre corrupção ligada à compra de imóveis em Londres, com dinheiro do chamado ‘Óbolo de São Pedro’ (donativos de organismos episcopais e católicos de todo o mundo) partiu dos próprios responsáveis pela supervisão financeira da Santa Sé, a quem sugeriu que fizessem a denúncia junto das autoridades judiciais do Estado da Cidade do Vaticano. A investigação foi realizada em cinco escritórios e, apesar da presunção de inocência, indicou o Papa, “existem capitais que não são bem administrados, também com corrupção”.
Na viagem de regresso ao Vaticano, Francisco manifestou ainda a sua preocupação com crises políticas em Hong Kong e na América Latina, apelando à pacificação destes territórios.
O Papa sublinhou que se vive um clima “geral” de instabilidade, dos “coletes amarelos” na França à Nicarágua, passando pelo Chile.
“O que faz a Santa Sé face a isto? Apela ao diálogo, à paz, mas não é só Hong Kong, há várias situações com problemas que não sou capaz de avaliar neste momento. Eu respeito a paz e peço paz para todos estes países que têm problemas, incluindo a Espanha”, acrescentou.
O dia ficou ainda marcado pela intenção do Papa em consagrar a proibição de uso e pose de armas nucleares no Catecismo da Igreja Católica.
“O uso das armas nucleares é imoral, por isso deve ser introduzido no Catecismo da Igreja Católica; e não somente o uso, mas também a posse, porque um acidente, ou a loucura de algum governante, a loucura de um só pode destruir a humanidade”, referiu aos jornalistas, no voo entre Tóquio e Roma, após uma viagem de sete dias à Ásia, com passagens pela Tailândia e o Japão.
Por cá a Comissão Nacional Justiça e Paz antecipa o Dia Internacional Contra a Corrupção, que se assinala a 9 de dezembro, e pediu às pessoas a sua recusa perante “qualquer colaboração” em atividades ilícitas.
“Aos cidadãos em geral cabe um papel de recusa de qualquer colaboração na corrupção, de denúncia do fenómeno e, sobretudo, de difusão de uma cultura de honestidade e de serviço ao bem comum”, lê-se na nota enviada hoje à Agência ECCLESIA.
Mas há mais para ler, ouvir e ver no portal de noticias da Agência Ecclesia. Encontramo-nos lá?




terça-feira, 26 de novembro de 2019

Beja: Diocese inicia programa espiritual e comemorativo para os 250 anos da sua restauração (c/vídeo)

«Somos Igreja Celebrante» é o lema pastoral mobilizador para as comunidades do Baixo Alentejo
Lisboa, 01 dez 2019 (Ecclesia) –  A Diocese de Beja vai assinalar a partir de hoje os 250 anos da sua restauração com programa de celebrações, de cunho pastoral.
“Quisemos que as comunidades vivessem espiritualmente este acontecimento, procuramos que cada paróquia assumisse em três dias do ano, à escolha, um momento de oração pela diocese, pelo bispo, e pela própria comunidade local”, exemplificou o cónego Domingos Pereira, vigário episcopal para a Pastoral.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, o sacerdote de Beja afirmou que quiseram “acordar as comunidades cristãs” para os 250 da restauração da diocese, que vão assinalar em 2020, e um dos sinais exteriores é um painel com o ícone de Cristo, um desenho do bispo diocesano D. João Marcos, que vai na fachada da igreja para informar sobre “o que está a acontecer”.

O vigário episcopal para a Pastoral da Diocese de Beja refere também que vão ter uma exposição, a partir de março do próximo ano, com os quatro períodos desta Igreja local, desde o seu início: “531 é a primeira nota que temos com o bispo que inaugura a época visigótica dos bispos de Beja, o povo canonizou-o como santo Apríngio”.
Atualmente, a Diocese de Beja, a segunda maior de Portugal em território, tem 119 paróquias, e pouco clero, “50 padres disponíveis para o trabalho pastoral”, 13 diáconos permanentes, contabiliza o cónego Domingos Pereira dando como exemplo que no Concelho de Mértola “há uma paróquia que dista de outra 72 quilómetros”.
Segundo o sacerdote existe também uma aposta nos leigos que vão a muitos locais onde “o padre só pode ir de 15 em 15 dias, ou de mês a mês, para a celebração da Palavra”.
O regadio proporcionado pelo Alqueva alterou a paisagem alentejana refere o entrevistado, assinalando que, “hoje, são quilómetros e quilómetros de oliveiras, amendoeiras, pomares, produtos hortícolas” e existem também “muitos migrantes das mais diversas partes”.
Neste contexto, o vigário episcopal para a Pastoral de Beja adianta que com a celebração dos 250 anos da restauração desta diocese pretendem “ir acordando as comunidades para esta novidade” de existir “outra gente no interior das comunidades” e “se são ou não capazes de dialogar”.
As comemorações/celebrações oficiais dos 250 anos da restauração da Diocese de Beja começam este domingo, 1 de dezembro, e vão estar em destaque no programa ECCLESIA, a partir das 06h07, na Antena 1 da rádio pública, e no ‘70×7’, às 07h30, na RTP 2.
HM/CB


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O grito forte dos que já cá não estão…

“Ficaram todos unidos por um mesmo destino, numa hora tremenda que marcou para sempre não só a história deste país, mas também o rosto da humanidade”. Francisco evocava em Hiroxima a memória dos que perderam a vida, vítimas do ataque nuclear às cidades japonesas.
No Memorial da Paz de Hiroxima, o Papa referiu-se a um momento que “marcou para sempre” a história da humanidade, que “nunca mais” deve recorrer a armas nucleares.
De Koji Hosokawa, sobrevivente do ataque, foi lida uma mensagem escrita: “Penso que todos devem compreender que as bombas atómicas não foram apenas lançadas sobre Hiroxima e Nagasáqui, mas sobre toda a humanidade”.
Francisco rejeitou a “intimidação bélica nuclear” como forma de prevenção de conflitos, afirmando que “a verdadeira paz só pode ser uma paz desarmada”.
Perante 900 pessoas reunidas na Catedral da Imaculada Conceição, em Tóquio, Francisco lembrou que as atrocidades da história adquirem hoje novos rostos e contornos. Podem não arrasar cidades, mas ferem o espírito e destroem a autoestima. O Papa falava do Bullying de que tantos jovens são vítimas, num momento da vida em que a pessoa atingida, mais precisa de “força” para se aceitar. Paradoxalmente, recordou o Papa “os molestadores é que são frágeis de verdade, pois pensam que podem afirmar a sua identidade fazendo mal aos outros. Devemos unir-nos contra esta cultura do bullying e aprender a dizer: Basta!”
ECOntros: economia, ecologia e humanização. É hoje, em Ponta Delgada. Uma iniciativa que junta o Serviço da Pastoral da Cultura da Diocese de Angra, em parceria com a Universidade dos Açores. “Pretende-se que, para além da abordagem a cada um dos temas, se faça uma avaliação da situação em que se encontra a Região Autónoma dos Açores, analisando algumas das suas fragilidades e propondo soluções possíveis” sublinha a organização em nota informativa.
Mais logo, pelas 17h45, a «Católica-Lisbon School of Business & Economics» da Universidade Católica Portuguesa, vai “Escutar o Impacto”. É a resposta da Universidade Católica ao convite que o Papa Francisco lançou aos jovens economistas, empreendedores, e agentes de mudança para que estudem e pratiquem  uma economia diferente, “que dá vida e não mata, que inclui e não exclui, e que humaniza e não desumaniza”. Assim, o desafio da UCP é para “todos os jovens que querem fazer parte de uma economia mais inclusiva e sustentável a virem «tomar o pulso» da economia de impacto em Portugal no evento «Escutar o Impacto», como refere a nota enviada à Agência ECCLESIA.
Na RTP2, o programa Ecclesia vai hoje abordar esta iniciativa da UCP com a presença de Rita Paiva e Pona.
Mais tarde, pelas 22h45, a edição rádio do programa Ecclesia passa na Antena1.
Tenha um grande dia
Henrique Matos


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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Paz desarmada

A verdadeira paz só pode ser uma paz desarmada
A verdadeira paz só pode ser uma paz desarmada
A verdadeira paz só pode ser uma paz desarmada
A verdadeira paz só pode ser uma paz desarmada
A verdadeira paz só pode ser uma paz desarmada
A verdadeira paz só pode ser uma paz desarmada
A verdadeira paz só pode ser uma paz desarmada
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A afirmação é do Papa Francisco. E mesmo que se repita vezes sem fim e em todas as latitudes, dificilmente vai convencer os lideranças políticas, económicas e sobretudo da indústria do armamento. Foi dita este domingo, em Hiroxima, onde Francisco quis estar como “peregrino da paz”.
“Vim como um peregrino da paz, para chorar em solidariedade com todos os que foram feridos e mortos naquele dia terrível na história desta terra. Rezo para que o Deus da vida converta os corações à paz, reconciliação e amor fraterno”.
(Mensagem do Papa no Livro de Honra - Memorial da Paz de Hiroxima)
Em Nagasáqui, a mesma insistência no desarmamento e nas consequências catastróficas dos ataques nucleares e a homenagem às vítimas do bombardeamento atómico, em agosto de 1945.
Vale a pena acompanhar esta visita do Papa, agora ao Japão, na Agência ECCLESIA, e fixar as mensagens que diz com firmeza e insistência. Porque a construção da paz desarmada é desafio para os líderes das nações, mas não só! A experiência de que "a verdadeira paz só pode ser uma paz desarmada" faz-se no quotidiano, no ambiente familiar, no trabalho, nos encontros esporádicos de cada dia e naqueles que se consolidam dia a após dia...
De facto, "a verdadeira paz só pode ser uma paz desarmada"!
Votos de uma ótima semana!
Paulo Rocha



domingo, 24 de novembro de 2019

Nova constituição: Cúria Romana mais simples e descentralizada

Estátua representando São Paulo, da autoria do escultor Adamo Tadolini, na Basílica de São Pedro do Vaticano: a missão da Cúria Romana passa a estar centrada na evangelização e no anúncio do Evangelho. Foto © AngMoKio/Wikimedia Commons

(Este texto substitui uma versão anterior que, por razões técnicas, não estava acessível)
A futura constituição apostólica sobre a organização da Cúria Romana prevê a fusão de vários departamentos, contempla uma maior presença de leigos e de mulheres à frente de órgãos do Vaticano, que deverá passar a ter uma organização mais descentralizada e uma lógica mais sinodal (participação de todos) no seu funcionamento.
Um esboço preliminar do documento Praedicate Evangelium, obtido e divulgado pelo site de informação Crux confirma alguns elementos já avançados pela Vida Nueva em Abril e sintetizados no 7MARGENS.
Depois de enviado aos responsáveis dos vários serviços do Vaticano, conferências de bispos, núncios e institutos de direito, o elevado número de comentários recebidos sobre o documento levou a adiar a sua publicação para nunca antes de Setembro, depois de ter estado inicialmente prevista para final de Junho. O tom geral da nova constituição incide numa “descentralização saudável” da estrutura da Santa Sé e coloca o foco na evangelização.
Esta reforma pretende pôr em prática uma maior racionalização no funcionamento da Cúria, ao reduzir o número de departamentos e simultaneamente evitar a repetição de competências e assim torná-la mais eficiente e economizadora.
O texto preliminar está dividido em nove grandes áreas: as três primeiras são dedicadas à explicação do conceito, função e normas gerais da Cúria Romana, as seguintes abordam a estrutura, as competências e actividades dos diferentes serviços, que passarão a designar-se dicastérios.
Segundo a primeira parte do Praedicate Evangelium, a constituição “visa colocar em prática de forma mais radical o trabalho da Cúria no presente, em virtude das mudanças que acontecem no interior da Igreja e que estão no coração deste novo passo na evangelização que somos chamados a viver”, cita o Crux.
A importância da sinodalidade
A vida de comunhão na Igreja “tem a face da sinodalidade”, que deve ser expressa em todos os níveis – com o próprio povo de Deus, com os bispos e com o Papa, refere o esboço. As conferências episcopais, inclusive os grupos continentais, “estão entre as formas mais significativas de expressar e servir a comunhão eclesial em várias regiões com o pontífice romano, garante da unidade”, continua o documento.
Como missão prioritária, a Cúria ficará encarregada de compartilhar a experiência da Igreja na forma de melhores práticas, sugestões criativas e ideias sobre como corrigir problemas, agindo assim como “uma plataforma ou fórum de comunicação” entre as igrejas locais e as conferências de bispos. “A Cúria não fica entre o Papa e as conferências episcopais, mas está ao serviço de ambos”, lê-se no documento.
Nesta nova reforma, o papel das conferências de bispos será reforçado, uma vez que a nova constituição exigirá uma maior consulta aos organismos nacionais ou regionais de bispos, por parte da Cúria, antes de tomar decisões importantes que os afectem. Os documentos que tratam de uma área ou região específica passarão mesmo a ter de “ser apresentados à conferência de bispos interessados ​​antes de serem publicados pela Cúria”.
A proposta vai no mesmo sentido da decisão tomada em 2015 pelo Papa Francisco, de descentralizar processos de anulação de matrimónios, permitindo através das normas simplificadas, que os bispos fossem os juízes dos casos em suas próprias dioceses, em vez de terem de enviar os casos à diocese metropolita mais próxima ou directamente para Roma.
Secretaria de Estado e Evangelização com papéis reforçados
Praedicate Evangelium define, nesta versão provisória, um papel mais relevante na estrutura católica para os leigos e para as mulheres, não apenas na presidência dos serviços da Cúria Romana, mas na liderança em áreas da família e da vida, da promoção da paz e da justiça, da economia e do cuidado da criação.
O aprofundamento da reflexão sobre as relações entre homens e mulheres “de acordo com sua reciprocidade, complementaridade e igual dignidade” deve ser um dos desígnios primordiais para o Dicastério dos Leigos, Família e Vida. Este departamento deverá igualmente reunir e propor modelos para acompanhamento pastoral, formação e acompanhamento para pessoas divorciadas e casais que voltaram a casar, assim como em relações de poligamia, em determinadas culturas.
A Secretaria de Estado no Vaticano terá o seu papel reforçado naquela que é uma das mudanças mais significativas na proposta, como também já tinha dado conta a revista espanhola Vida Nueva, em Abril passado.
Depois de já ter tido um papel minimizado por alguns papas, a Secretaria de Estado – responsável pelo pessoal diplomático – aparece em primeiro lugar no novo organigrama dos dicastérios da Cúria, seguida por aquele que será um novo mega-departamento para a evangelização, que resultará da fusão da Congregação para a Evangelização dos Povos (encarregada de orientar os “territórios missionários”) com o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização (vocacionado para propor novos caminhos perante a crescente secularização dos países ocidentais.
Um novo dicastério para “serviços de caridade”, directamente dependente do Papa, será também criado, substituindo o actual Gabinete do Esmoler Papal, cujos fundos vêm de doações feitas ao Papa bem como ao Instituto para as Obras da Religião, o “banco” do Vaticano.
A nova constituição perspectiva ainda a junção da Congregação para a Educação Católica e do Conselho Pontifício para a Cultura num novo dicastério para “educação e cultura”. A Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores na Cúria, organismo consultivo do Papa, manterá a sua autonomia e passará a estar integrada na estrutura da Cútia Romana. A sua principal tarefa será trabalhar com as conferências episcopais e os superiores religiosos na aplicação de directrizes locais para garantir a salvaguarda de menores e adultos vulneráveis.
As novidades surgem como continuação das reformas já postas em marcha pelo Papa Francisco, como a fusão dos diferentes média vaticanos no Dicastério para Comunicações; a fusão da maioria dos conselhos pontifícios em duas mega-estruturas – o Dicastério para Leigos, Família e Vida e o Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral; e a criação da Secretaria da Economia e do Conselho para a Economia.


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Papa Francisco nomeia pela primeira vez mulheres para congregação até aqui masculina

Ilustração © Sara Naves

O Papa Francisco nomeou pela primeira vez sete mulheres para a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica (CIVCSVA), o organismo do Vaticano que tutela as ordens e congregações religiosas.
Entre os 23 novos membros designados por Francisco para aquela assembleia da Cúria romana encontram-se seis superioras de congregações e uma líder de um instituto secular): as irmãs Kathleen Appler (Estados Unidos), das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo; Françoise Massy (França), das Franciscanas Missionárias de Maria; Luigia Coccia (Itália), das Missionárias Combonianas; a também transalpina Simona Brambilla, das Missionárias da Consolata e que esteve durante um ano no norte de Moçambique; a espanhola Rita Calvo Sanz, da Companhia de Maria Nossa Senhora; e ainda duas da família salesiana: a francesa Yvonne Reungoat, das irmãs salesianas, e a leiga polaca Olga Krizova, presidente do Instituto Secular das Voluntárias de Dom Bosco.
A irmã Carmen Ros Nortes ocupava já, desde Fevereiro, o lugar de sub-secretária na CIVCSVA. Mas neste caso a entrada de superioras é a novidade, já que até aqui os membros da Congregação eram oriundos exclusivamente de institutos e congregações masculinas.
Uma linha de actuação do Papa
As escolhas recentes do Papa Francisco prosseguem a sua linha de crescente atribuição de responsabilidades e competências a mulheres em lugares de relevo nos organismos do Vaticano.
Em Abril deste ano, o Papa nomeara três mulheres (Linda Ghisoni, Michelina Tenacee Laetitia Calmeyn)como consultoras da Congregação para a Doutrina da Fé, um dos organismos mais importantes da Cúria Romana.
Já antes, Linda Ghisonie a professora de bioética Gabriella Gambino tinham sido indigitadas em Novembro de 2017 como subsecretárias do novo Dicastério para os Leigos, Família e Vida.
A presença feminina na cúpula da Igreja Católica inclui ainda outras mulheres com responsabilidades nos departamentos da Cúria Romana e nas áreas dos arquivos, história e comunicação social.
Os outros 16 membros nomeados de novo incluem o arcebispo de Valladolid (Espanha), Ricardo Blázquez Pérez, um dos quatro cardeais, a par de Angelo De Donatis, vigário do Papa para a diocese de Roma; Kevin Joseph Farrell, prefeito do dicastério para os Leigos, Família e Vida; e Luis Francisco Ladaria Ferrer, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
Entre os cinco bispos, estão o brasileiro Amilton Manoel da Silva, auxiliar de Curitiba, Paolo Bizzeti, vigário apostólico da Anatólia (Turquia), Sebastian Francis Shaw, de Lahore (Paquistão); Paskalis Bruno Syukur, de Bogor (Indonésia) e José de Jesús González Hernández, de Jesús María (México).

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«Cadena de bondades», el rap incitante de Grilex y Not From This World para OMP y los misioneros




Un momento del rodaje urbano y rapero pero
lleno de esperanza y luz de Cadena de Bondades
El grupo rapero Not From This World (NFTW) y el rapero Grilex han unido fuerzas en "Cadena de bondades", un vídeo y una canción rap que pretende mostrar que cada persona, no importa lo pobre o pequeña que se sienta, puede colaborar a transformar el mundo, algo que los misioneros viven cada día y animan a que vivan otras personas.
Un muchacho (cameo de Grilex) ayuda a un mendigo, que a su vez ayudará a una mujer, que a su vez ayudará a otra persona... el bien, como la verdad y la belleza, tiende a expandirse, a contagiarse, a llegar a más personas. Al final, es el espectador el que puede dar el paso, puede desear hacer también algo, contemplando como lo hacen los misioneros en su día a día.
Es un rap incitante porque incita a ayudar a las misiones.
Los raperos Grilex y Not From This World ponen letra a la campaña del Mes Misionero Extraordinario, que tendrá lugar este próximo mes de octubre y que, según indicaciones del Papa Francisco, estará dedicado a las misiones y a la importancia de implicarse y colaborar con ellas.
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La monetización generada por las escuchas y los visionados será donada a las misiones. De esta forma, cada vez que alguien la escuche, además de contagiarse del mensaje misionero, estará haciendo un pequeño donativo a la OMP y formando parte así de la Cadena de Bondades.
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Chinchachoma, el religioso español que ha sido el «padre» de miles de niños de la calle en México

Se cumplen 20 años de la muerte del apóstol de la «providencia»


El padre Chinchachoma llegó a México desde España y desde el principio vio que estaba llamado a salvar a los niños de la calle




Este lunes se han cumplido veinte años del fallecimiento del conocido por miles de niños como el “padre Chinchachoma”, un escolapio español que llegó a México en 1971 y que rescató a miles de pequeños de la calle dándoles un futuro que les había sido robado.
Y le llamaban padre no sólo porque fuera sacerdote, sino porque para los que salvó era como un verdadero padre. Hasta 18 albergues para niños llegó a crear Chinchachoma.
De Barcelona a México
Su nombre real era Alejandro García-Durán de Lara y nació en Barcelona en 1935. En México fue donde el Señor le mostró definitivamente su vocación dentro de su vocación: dedicar su vida a los más olvidados. Se fue a convivir con estos niños de la calle hasta que se ganó su confianza y un día le pidieron que los llevara con él.
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En un reportaje en el semanario Desde la Fe de la Archidiócesis de México se cuenta la vida de este religioso español de nacimiento pero mexicano de adopción. Alejandro quería ser médico hasta que una noche frente al mar en Barcelona, sentado junto a la chica que le gustaba, sintió que Dios le llamaba al sacerdocio.
Su hermano Adolfo, también escolapio y actualmente responsable del santuario de San Pompilio María Pirrotti (Italia), explica que “sintió que sólo Dios podía llenar su vida”.
"Ocuparme de los niños pobres"
“Me dijo: ‘quisiera hacerme escolapio y ocuparme de los niños pobres, ¿qué dices?’. Yo le dije: ‘hazte escolapio y pídele mucho a Dios que te deje dedicarte a los niños pobres’”. Y finalmente pudo cumplir el deseo que ansiaba su corazón.
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En 1962 tras ordenarse fue destinado al barrio de Las Arenes, en Tarrasa (Barcelona). Este lugar había quedado arrasado por unas inundaciones y su población tenía muchas necesidades materiales. Su trabajo en este lugar es a día de hoy todavía recordado e incluso tiene una plaza con su nombre.
El hermano Ferrán Sans, que trabajó con el padre Alejandro en aquella época, recuerda que en este barrio era visto “casi como el fundador, el padre de todos”.
Los niños sin hogar que cambiaron su vida
En 1972 llegó a México para trabajar en las escuelas que los escolapios tenían en el país. Primero estuvo en Tlaxcala, luego en Veracruz y más tarde en Puebla. En uno de los viajes a Ciudad de México conoció a un grupo de niños sin hogar, y se los llevó temporalmente a vivir con él. Él no tenía medios para mantenerlos pero confiaba en la providencia de Dios.
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Fue en ese momento cuando los niños le pusieron el apodo de Chinchachoma (sin pelo). Pero ante la situación que se iba generando los superiores enviaron en 1975 a este religioso de vuelta a España porque la orden se dedicaba entonces  a la educación y no los niños sin hogar.
Recuerda su hermano que “en el fondo la preocupación era económica (…) como no tienes dinero, ni medios para realizar tu proyecto, te pedimos obediencia en España”. Alejandro obedeció y volvió a Les Arenes. 
Allí volvió a encontrarse con Ferrán. “Ese ‘hombre de Dios’ cuando regresó de México por primera vez era ya un hombre ‘poseído por Dios’”, recuerda sobre el padre Alejandro.
"Él me lo ha pedido"
Pero una noche, este sacerdote despertó a Ferrán y le dijo: “Me voy a México. Él me lo ha pedido. Los niños me necesitan”.  Aunque no tenía permiso de sus superiores, “la Providencia hizo –cuenta Ferrán- que ese día un amigo suyo, adinerado, viajara a México. Le pagó el billete y se fueron juntos”.
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Aunque su obra en México ya había comenzado en su primera estancia, los Hogares Providencia por lo que es ahora recordado empezaron a funcionar en 1979. Recibió para esta gran obra el apoyo de muchas personas, entre ellos muchos sacerdotes y numerosos jóvenes voluntarios.
Los escolapios acabaron también reconociendo el gran bien que hacía este sacerdote y en 1983, bajo la orientación del padre Alejandro, fundaron los Hogares Calasanz, un total de diez casas en Ciudad de México, Puebla, Veracruz, Tijuana y Mexicali.
Un apóstol de la "providencia"
Gracias a este empeño de Chinchachoma y su radical confianza en la Providencia miles de niños pudieron salir adelante. Son muchas las anécdotas que recuerdan sus “hijos” sobre aquellos momentos.
Desde la Fe recoge algunas de ellas. Cuando no había qué comer a veces se llevaba a los niños a un restaurante aunque no tenía dinero para pagar la cuenta, pero de repente a la hora de pedirla el dueño le informaba que alguien ya la había abonado.
En otras ocasiones, cuando faltaban los medios o no se podía pagar a los trabajadores siempre aparecía algún bienhechor y ofrecía un donativo que cubría todos esos gastos. El padre Luis Manuel Acosta, recuerda a Chinchachoma como “un conducto de la providencia” pues siempre conseguía los recursos necesarios para los niños necesitados de sus casas.
Muy vivo 20 años después de su muerte
“Nunca trabajé con él en sus casas, lo que yo hacía era visitar a los ‘chavos’ en las zonas de Observatorio, Tacubaya y Candelaria, y se los llevaba al Chincha”, recuerda este religioso, que confiesa que conocerle le cambió su vida tanto que ahora es el responsable de la pastoral de jóvenes en situaciones críticas de la diócesis de Nezanhualcóyotl.
Además, afirma que “todavía, cuando tengo alguna bronca con mis jóvenes, temas como suicidios y otras situaciones que no sé cómo abordar, pasó a visitarlo en su iglesia, donde está enterrado”.

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Jornal A Irmã dos Pobres





Religião está a perder importância nos países árabes

Muçulmanos na oração que marca o final do mês de Ramadão, em Casablanca, Marrocos, um dos países analisados no inquérito. Foto © Mustapha Ennaimi/Wikimedia Commons

O número de pessoas que se afirmam não religiosas tem vindo a aumentar nos últimos cinco anos em onze países do Médio Oriente e norte de África, segundo conclui o Barómetro Árabe, elaborado para o serviço árabe de notícias da BBC.
O inquérito, realizado entre os últimos meses de 2018 e a Primavera deste ano, recolheu as opiniões de mais de 25 mil pessoas de 11 nações predominantemente muçulmanas (Argélia, Egipto, Iémen, Iraque, Jordânia, Líbano, Líbia, Marrocos, Palestina, Sudão e Tunísia).
Na Tunísia, cerca de 30 por cento dos inquiridos afirmou não ser religioso e, na Líbia, esse sentimento foi manifestado aproximadamente por um em cada quatro pessoas. Em ambos os países, essa expressão duplicou no espaço de cinco anos e a tendência é mais notória nas faixas etárias até aos 30 anos.
Os valores mais elevados de religiosidade foram declarados no Iémen, Iraque e Jordânia, com percentagens de não-religiosos inferiores a dez por cento.
Em cada um dos países, pelo menos um em cada cinco inquiridos pondera emigrar, sendo que no Sudão cerca de metade pensa fazê-lo, embora essa intenção tenha descido relativamente há cinco anos atrás. A Europa é o principal destino desejado, essencialmente em vários países do Norte de África – argelinos (66%), marroquinos (64%) e tunisinos (57%). Mais abaixo nesse destino estão os palestinianos (39%), líbios (38%) e iraquianos (37%). No Egipto, Sudão e Iémen, a região do Golfo Pérsico é a preferida para emigrar, enquanto a América do Norte é a região mais apontada na Jordânia e no Líbano.
Os libaneses e os marroquinos são os mais favoráveis a verem o cargo de presidente ou primeiro-ministro do seu país ocupado por uma mulher. Por outro lado, pouco mais de um quarto (27%) dos argelinos auscultados pelo estudo aceitam os assassínios de honra.No Líbano, Territórios Palestinianos e Tunísia é onde essa prática é menos aceite (8%).
A homossexualidade é tolerada sobretudo por argelinos e marroquinos (26% e 21%, respectivamente), enquanto na Palestina (5%) e Líbano (6%) se verificam os números mais baixos de aceitação.
Os Estados Unidos são percepcionados como a sua principal ameaça pelos tunisinos, mas Israel é quem verdadeiramente preocupa libaneses, palestinianos, egípcios, jordanos e sudaneses.

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