O Papa Francisco nomeou pela primeira vez sete mulheres para a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica (CIVCSVA), o organismo do Vaticano que tutela as ordens e congregações religiosas.
Entre os 23 novos membros designados por Francisco para aquela assembleia da Cúria romana encontram-se seis superioras de congregações e uma líder de um instituto secular): as irmãs Kathleen Appler (Estados Unidos), das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo; Françoise Massy (França), das Franciscanas Missionárias de Maria; Luigia Coccia (Itália), das Missionárias Combonianas; a também transalpina Simona Brambilla, das Missionárias da Consolata e que esteve durante um ano no norte de Moçambique; a espanhola Rita Calvo Sanz, da Companhia de Maria Nossa Senhora; e ainda duas da família salesiana: a francesa Yvonne Reungoat, das irmãs salesianas, e a leiga polaca Olga Krizova, presidente do Instituto Secular das Voluntárias de Dom Bosco.
A irmã Carmen Ros Nortes ocupava já, desde Fevereiro, o lugar de sub-secretária na CIVCSVA. Mas neste caso a entrada de superioras é a novidade, já que até aqui os membros da Congregação eram oriundos exclusivamente de institutos e congregações masculinas.
Uma linha de actuação do Papa
As escolhas recentes do Papa Francisco prosseguem a sua linha de crescente atribuição de responsabilidades e competências a mulheres em lugares de relevo nos organismos do Vaticano.
Em Abril deste ano, o Papa nomeara três mulheres (Linda Ghisoni, Michelina Tenacee Laetitia Calmeyn)como consultoras da Congregação para a Doutrina da Fé, um dos organismos mais importantes da Cúria Romana.
Já antes, Linda Ghisonie a professora de bioética Gabriella Gambino tinham sido indigitadas em Novembro de 2017 como subsecretárias do novo Dicastério para os Leigos, Família e Vida.
A presença feminina na cúpula da Igreja Católica inclui ainda outras mulheres com responsabilidades nos departamentos da Cúria Romana e nas áreas dos arquivos, história e comunicação social.
Os outros 16 membros nomeados de novo incluem o arcebispo de Valladolid (Espanha), Ricardo Blázquez Pérez, um dos quatro cardeais, a par de Angelo De Donatis, vigário do Papa para a diocese de Roma; Kevin Joseph Farrell, prefeito do dicastério para os Leigos, Família e Vida; e Luis Francisco Ladaria Ferrer, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
Entre os cinco bispos, estão o brasileiro Amilton Manoel da Silva, auxiliar de Curitiba, Paolo Bizzeti, vigário apostólico da Anatólia (Turquia), Sebastian Francis Shaw, de Lahore (Paquistão); Paskalis Bruno Syukur, de Bogor (Indonésia) e José de Jesús González Hernández, de Jesús María (México).
La española Rita Calvo Sanz es la superiora mundial de la Compañía de María -Lestonnac- y ahora es parte de la Congregación vaticana correspondiente
El Papa Francisco nombró este lunes 8 de julio a siete mujeres como miembros de la Congregación para los Institutos de Vida Consagrada y las Sociedades de Vida Apostólica en el Vaticano, que es la institución eclesial que supervisa los asuntos de congregaciones de religiosos y consagrados, incluyendo a la española Rita Calvo Sanz, superiora de las religiosas de Lestonnac (Compañía de María).
De esas 7 mujeres, 6 son superioras generales de su congregación y una (Olga Krizova) es una laica de un Instituto de Voluntariado.
En la Iglesia Católica a nivel mundial hay unas 660.000 religiosas profesas (Annuario Pontificio 2018), además de unos 52.000 hombres que no son sacerdotes y pertenecen a congregaciones religiosas.
Estas son las mujeres designadas por el Santo Padre:
- la española M. Rita Calvo Sanz, O.D.N., Superiora General de la Orden de la Compañía de María Nuestra Señora (Lestonnac)
- Kathleen Appler, F.d.C., Superiora General de las Hijas de la Caridad de San Vicente de Paúl,
- Yvonne Reungoat, F.M.A., Superiora General de las Hijas de María Auxiliadora (Salesianas de Don Bosco);
- Françoise Massy, F.M.M., Superiora General de las Hermanas Franciscanas Misioneras de María;
- Luigia Coccia, S.M.C., Superiora General de las Hermanas Misioneras Pías Madres de la Nigricia (Misioneras Combonianas);
- Simona Brambilla, M.C, Superiora General de las Hermanas Misioneras de la Consolata;
- Olga Krizova, Presidenta General del Instituto de Voluntariado Secular Don Bosco.
Muchas más personas con responsabilidades eclesiales han sido designados en esta hornada de nombramientos para la Congregación para los Institutos de Vida Consagrada y las Sociedades de Vida Apostólica en el Vaticano, incluyendo:
- el cardenal Angelo De Donatis, Vicario del Papa para la Diócesis de Roma;
- el cardenal Kevin Farrell, prefecto del dicasterio para los Laicos, la Familia y la Vida;
- el cardenal Luis Ladaria Ferrer, prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe;
- el cardenal Ricardo Blázquez Pérez, Arzobispo de Valladolid.
El Papa va aumentando el número de mujeres en congregaciones vaticanas. En 2014, por ejemplo, nombró a Irma Luzia Premoli, Superiora General las Misioneras Combonianas, como miembro de la Congregación para la Evangelización de los Pueblos, la primera vez que una superiora general formaba parte de una congregación vaticana.
O Papa critica a sociedade “cada vez mais elitista” e mais “cruel com os excluídos”, que rejeita o acolhimento de pessoas que fogem da guerra e da pobreza. Numa mensagem em vídeo divulgada terça-feira, a propósito do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado (que a Igreja Católica assinala a 29 de Setembro), Francisco diz: “Não se trata apenas de migrantes: é sobre não excluir ninguém. O mundo de hoje é cada vez mais elitista e todos os dias é mais cruel com os excluídos”.
O desenvolvimento desigual entre países e continentes é outra das reflexões deixadas pelo Papa. As nações em vias de desenvolvimento continuam “a esgotar os seus melhores recursos naturais e humanos em benefício de alguns mercados privilegiados”, refere. “O desenvolvimento autêntico é aquele que é inclusivo e visa incluir todos os homens e mulheres do mundo, promovendo o seu crescimento integral, e também preocupando-se com as gerações futuras. O verdadeiro desenvolvimento é inclusivo e fecundo, projectado para o futuro.”
A Igreja assinala o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados desde 1914. O tema escolhido pelo Papa este ano (“Não se trata apenas de migrantes”, é acompanhado por uma campanha multimédia de divulgação, da responsabilidade da secção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, do Vaticano.
No próximo dia 8 de Julho, o Papa celebra uma eucaristia em Roma com um grupo de migrantes e refugiados de várias nacionalidades, acompanhados por voluntários que trabalharam em missões de resgate, com o intuito de assinalar o sexto aniversário da visita que fez à ilha italiana de Lampedusa – que acaba de ser cenário de mais uma batalha entre o actual Governo italiano de direita xenófoba anti-migrantes e os activistas de organizações humanitárias que procuram salvar pessoas à deriva no Mediterrâneo.
Comentando a polémica, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou: “Penso que a vida humana deve ser salva, de qualquer maneira. Portanto, isso deve ser a estrela polar que nos guia, tudo o resto é secundário.”
“Maria levantou-se e partiu apressadamente” será o tema da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Lisboa, a realizar no Verão de 2022. O anúncio foi feito pelo Papa no sábado, no discurso aos jovens participantes no XI Fórum Internacional da Juventude dedicado à sequência do Sínodo dos Bispos sobre os jovens e a exortação apostólica Cristo Vive.
“A urgência evangélica é o cerne da questão: muitas vezes somos mais espectadores do que actores”, afirmou o cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, reagindo ao anúncio. O tema traduz também “a prontidão com que os jovens estão disponíveis para fazer da sua vida algo muito bonito, não só para si mas para todos”, porque “a caridade é isso mesmo: a prontidão para irmos ao encontro do outro”, acrescentou.
O Sínodo, a exortação do Papa, as jornadas da Juventude e as diferentes propostas de Francisco vão todas no mesmo sentido: a de afirmar que “a Igreja não existe para si mas para todos”, comentou ainda o patriarca de Lisboa, em declarações à agência Ecclesia. “Nada melhor e mais sugestivo do que esta ordem de nos levantarmos e fazermos com que todas as nossas realidades juvenis católicas ganhem mais sentido de missão, olhem mais à sua volta e vão ao encontro de todos aqueles que nos esperam.”
Notando que a recente JMJ, que decorreu no Panamá no final de Janeiro, tinha o tema “Eis-me aqui”, Manuel Clemente acrescentou que o tema de Lisboa é o “episódio seguinte” relativo à figura da mãe de Jesus na Bíblia: “Maria levanta-se e vai apressadamente ao encontro de Isabel”, para cuidar da prima, que entretanto ficara grávida.
No caminho preparatório, o Papa indicou que serão tomadas outras duas frases bíblicas como referência temática: a 5 de Abril de 2020, o tema é “Jovem, eu te digo, levanta-te!”, frase referida por Jesus na história da ressurreição do único filho de uma viúva; em 28 de Março de 2021, o título será a frase do texto bíblico do livro dos Actos dos Apóstolos sobre a conversão de São Paulo: “Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!” Em ambos os casos, a Jornada da Juventude será, nesses anos, celebrada em cada diocese.
“Desejo que haja uma grande sintonia entre o itinerário para a JMJ de Lisboa e o caminho pós-sinodal. Não ignorem a voz de Deus, que impele a levantar e seguir os caminhos que Ele preparou para vocês. Como Maria, e junto com ela, sejam portadores da sua alegria e do seu amor, todos os dias”, disse o Papa.
A confirmação da realização da JMJ em Lisboa foi feita no Panamá, no final da jornada que ali decorreu, em 27 de Janeiro, depois de ter sido adiantada em primeira mão pelo 7MARGENS/RELIGIONLINE a 1 de Dezembro último.
A JMJ terá os seus actos centrais no Parque do Tejo e do Trancão, entre Lisboa e Loures, conforme também foi antecipado pelo 7MARGENS.
De todas las realidades de la Iglesia Católica, probablemente la más caótica y fluida es la Renovación Carismática.También la más numerosa. Nació en un retiro con unos 20 estudiantes el fin de semana del 17 al 19 de febrero de 1967, en la casa de ejercicios El Arca y la Paloma, cerca de Pittsburgh (EEUU). Hoy se calcula que entre 100 y 130 millones de católicos de todo el mundo se definirían como carismáticos o dirían que su espiritualidad se ha nutrido en grupos carismáticos. Pertenecen a distintas corrientes y fórmulas canónicas, y el Papa Francisco está intentando que tengan más unidad entre ellos. Desde este Domingo de Pentecostés de 2019 entra en vigor para ellos un organismo mundial de servicio y comunión llamado Charis, con oficinas en el Palacio San Calixto de Roma.
Hay al menos 150.000 grupos de oración de Renovación Carismática y al menos 45 millones de personas (¡o quizá el doble!) acuden con frecuencia a sus actividades. No hay forma de contarlo: en Asia, en India, en África, en Indonesia, en Latinoamérica se multiplican sus grupos. Es un caos, pero devoto, porque los grupos son grupos de oración, y su función básica es alabar a Dios, invocar al Espíritu Santo y dejar que el Espíritu transforme almas y vidas. Se hace siempre con mucha alegría y música.
A la izquierda de la foto, la inglesa Michelle Moran, durante años
una figura importante en el ICCRS, entidad que desaparece desde
este Pentecostés; a la derecha, Patty Mansfield, que en 1967 era
una de las estudiantes con las que nació la Renovación Carismática
¿Quién es "carismático"?
Son carismáticos los católicos que han recibido la "efusión del Espíritu", una invocación especial en la que se pide al Espíritu Santo que avive la fe y los carismas del fiel y lo llene con su poder, haciéndolo dócil a Dios. Millones de personas han declarado que con la efusión del Espíritu ha cambiado su vida espiritual, han adquirido amor por la Palabra de Dios, ganas de rezar, libertad en la oración, capacidad para alabar a Dios en voz alta, de manera espontánea, confianza para rezar con fe expectante, capacidad para perdonar, visión para ver a Dios en lo cotidiano, y que viven los frutos del Espíritu: gozo, paz, paciencia, mansedumbre, fidelidad... Dicen siempre: "ha sido un antes y un después".
Oración carismática en Suiza (que no es el país más expresivo del mundo); es posible y frecuente ser de la Renovación Carismática y de alguna congregación o fraternidad religiosa
La Renovación no tiene fundadores. En distintos países y momentos han surgido grupos carismáticos que adoptaban fórmulas canónicas distintas. Lo más frecuente en todo el mundo son los grupos de oración y alabanza: cada uno puede tener entre 5 y 300 miembros, o más. Estos grupos suelen votar cada tres o cuatro años a sus responsables de grupo, que a su vez suelen votar coordinares diocesanos, que votan a coordinadores regionales, que votan a una coordinación nacional. Estos grupos y sus coordinadoras suelen tener una estructura mínima. A nivel internacional estaban representados ante el Vaticano por una oficina en el Palacio San Calixto llamada ICCRS, una coordinadora de servicio que "mandaba poco", pero a la que los Papas podían acudir para tratar con la Renovación.
Pero también hay grupos carismáticos que generan estatutos, votos y compromisos, pagan diezmos, suscitan vocaciones consagradas, y con sus diezmos pueden adquirir inmuebles, recursos, crear seminarios bajo la tutela de obispos locales, financiar misioneros y obras apostólicas... No reúnen a tanta gente, pero cuentan con más personas consagradas y más recursos y un liderazgo más estable. En Roma les representaba la Fraternidad Católica de Comunidades de Alianza.
El Papa Francisco habla a sacerdotes acerca de la época en la que estaba en contra de la Renovación pensando que "tenían algo mal en la cabeza"
Charis, para fomentar la comunión en diversidad
En 2015 el Papa Francisco pidió al ICCRS y a la Fraternidad de Comunidades que buscaran la fórmula para unificar, o al menos coordinar en un servicio, a las distintas realidades carismáticas. Era un reto: más unidad y comunión, manteniendo la diversidad. Se creó una fórmula que empieza a funcionar este Domingo de Pentecostés, llamada Charis, que en griego significa "gracia" (en griego se pronunciaría "járis", es la raíz de la palabra "charisma") y es el acrónimo inglés de Catholic Charismatic Renewal International Service (Servicio Internacional para la Renovación Carismática Católica).
Desde este domingo la Fraternidad Católica e ICCRS dejan de existir y sus funciones las hereda Charis, un servicio erigido canónicamente por la Santa Sede, por medio del Dicasterio para los Laicos, la Familia y la Vida. Será un "servicio de comunión, no de gobierno", insisten desde Charis. También avisan que en sus estatutos se enfatizan tres dimensiones por petición del Papa: que se difunda la Efusión del Espíritu Santo, se trabaje por la unidad de los cristianos (también los no católicos) y por el servicio a los pobres, todo al servicio de la evangelización.
Los responsables de Charis (y, de alguna manera, los interlocutores de la Renovación mundial con Roma) son un moderador asistido con 18 personas de distintos continentes y ambientes carismáticos. El primer moderador es Jean-Luc Moens, un laico matemático, casado y padre de familia, miembro de la Comunidad del Emmanuel, la más grande y establecida comunidad carismática francesa. Tendrá como asistente eclesiástico, por deseo del Santo Padre, al capuchino italiano Raniero Cantalamessa, Predicador de la Casa Pontificia y carismático desde hace muchos años.
Jean Luc Moens, matemático y padre de familia, de la Comunidad de Emmanuel, coordinará Charis, el nuevo órgano internacional que intenta generar comunión entre todas las realidades de la Renovación Carismática
Pero la cosa no queda solo en Roma: cada país debe tener su propio Servicio Nacional de Comunión "que reúna en la mayor medida posible a todas las realidades carismáticas del país, sin que ninguna de ellas tenga un predominio sobre las demás", explica en News.va el padre Alexandre Awi Mello, Secretario del Dicasterio para los Laicos. Ningún grupo del país está obligado a incorporarse al Servicio, pero todos están invitados.
El caso de España: juntar a entidades distintas en su estructura
En España, en enero de 2019 se organizó ya un primer encuentro para crear este Servicio Nacional (un "Charis España"). Y en la reunión se encontraron entidades bastante distintas sociológica y canónicamente:
- 4 comunidades de tamaño pequeño y mediano, con estatutos y compromisos de distinto tipo (Comunidad Israel; Fe y Vida; Siervos de Cristo Vivo; Comunidade Caná)
- 1 Escuela de Evangelización con presencia en muchos países: San Andrés
- 1 Fraternidad de familias: Familias Invencibles
- la Renovación Carismática Católica en España (RCCE), que coordina a muchos grupos de todo el país, con unos Estatutos
- la Renovación Carismática Católica en el Espíritu (RCCeE), que coordina también a bastantes grupos, pero sin Estatutos
En cuanto los miembros de las distintas entidades carismáticas españolas empezaron a rezar todos juntos al estilo carismático, quedó claro que la espiritualidad era la misma. Las formas de coordinarse en comunión se irán concretando poco a poco. Ninguna de estas comunidades o plataformas desaparece ni cambia: simplemente, buscan mayor comunión y coordinación.
Representantes de distintas realidades de Renovación Carismática en España se reunieron en enero, oraron y firmaron para coordinarse en comunión en el nuevo servicio Charis (Fotos de Miguel Castaño)
En la vida de un grupo carismático cualquiera de España o Hispanoamérica a lo mejor no se ven muchos cambios al principio. Pero desde Charis (la Charis de Roma y la de cada país) van a animar una y otra vez a "probar cosas nuevas" y a invitar más a hermanos, predicadores, músicos, servicios de otros grupos, a evitar que cada comunidad o grupo tienda a cerrarse sólo en su propio estilo.
Conozca más sobre la Renovación y sus particularidades e historia en este reportaje
Escenas en el Vaticano de los delegados de la nueva coordinadora Charis
En esta última jornada en Rumania el Santo Padre emprendió el vuelo que lo condujo a la ciudad de Sibiu, donde viven poco más de ciento cincuenta mil habitantes en esta región de Transilvania. En el Campo de la Libertad, situado en la parte oriental de Blaj ha tenido lugar esta mañana la divina liturgia con la beatificación de siete Obispos mártires greco-católicos mártires durante la época comunista. Se trata de: monseñor Iuliu Hossu, monseñor Vasile Aftenie, monseñor Ioan Bălan, monseñor Valeriu Traian Frențiu, monseñor Ioan Suciu, monseñor Tit Liviu Chinezu y monseñor Alexandru Rusu.
El Campo de la Libertad es un sitio especialmente significativo para Rumaría: situado en la zona oriental de la ciudad de Blaj, cerca del Seminario Teológico Greco-Católico, en mayo del año 1848, más de cuarenta mil personas se reunían para afirmar su conciencia nacional y pedir el reconocimiento del pueblo rumano como nación, la libertad y la igualdad de derechos civiles. Blaj también es el memorial del testimonio de los mártires católicos durante la dictadura comunista.
Los mártires, herencia de libertad y misericordia
Ante la presencia de, al menos, sesenta mil personas, entre los cuales se encontraba el presidente de Rumanía y la Primera Ministra, tras la solemne fórmula de beatificación, pronunciada en latín, y festejada por el tañido de las campana de la ciudad, en el transcurso de la divina liturgia, el Papa Francisco afirmó en su homilía que estos nuevos beatos “ante la feroz opresión del régimen, ellos manifestaron una fe y un amor ejemplar hacia su pueblo”, y que con gran valentía y fortaleza interior, aceptaron ser sometidos a un encarcelamiento severo y a todo tipo de ultrajes, con tal de no negar su pertenencia a su amada Iglesia. Estos pastores, mártires de la fe, han recuperado y dejado al pueblo rumano una preciosa herencia que podemos resumir en dos palabras: libertad y misericordia”.
Luchar contra las nuevas ideologías
El Santo Padre animó a los fieles “a llevar la luz del Evangelio a nuestros contemporáneos y aseguir luchando, como estos beatos, contra estas nuevas ideologías que surgen”. Y les deseó que sean “testigos de libertad y de misericordia, haciendo prevalecer la fraternidad y el diálogo ante las divisiones, incrementando la fraternidad de la sangre, que encuentra su origen en el período de sufrimiento en el que los cristianos, dispersos a lo largo de la historia, se han sentido cercanos y solidarios”. “Que los acompañen en su camino –concluyó Francisco– la materna protección de la Virgen María y la intercesión de los nuevos beatos”.
Los nuevos beatos
La mayoría de ellos sufrieron cárcel y tortura en los años previos a que Nicolás Ceasucescu se convirtiera en el máximo responsable del país, cargo que asumió en 1967 hasta que fue ejecutado en 1989. Previamente, entre 1965 y 1989, había sido secretario general del Partido Comunista rumano. Cuando en 1945 finalizó la II Guerra Mundial, comenzó una durísima persecución contra los greco-católicos.
El cardenal "in pectore", Iuliu Hossu
Iuliu Hossu
Nació el 30 de enero de 1885 en Milas, hijo de sus padres Ioan, sacerdote, y Victoria. En 1904 comenzó sus estudios teológicos en el Colegio de Propaganda Fide de Roma. En 1906 y 1908 se doctoró en filosofía y teología respectivamente. El 27 de marzo de 1910 fue ordenado sacerdote por el obispo Vasile Hossu. En Lugoj ocupó los cargos de protocolista, archivero, bibliotecario y finalmente vicario y secretario episcopal. El 3 de marzo de 1917 fue nombrado obispo de la eparquía greco-católica de Gerla en Transilvania, que quedó vacante, mientras ejercía el ministerio de capellán militar. El 1 de diciembre de 1918, proclamó la Declaración de la Unidad de Rumanía en la llanura de Blaj, que sancionaba la separación de Transilvania del Imperio Austro-Húngaro y la unificación con Moldavia y Valaquia en el naciente estado rumano.
En 1930 la eparquía de Gherla cambió su nombre a Cluj-Gherla, trasladando su centro a la ciudad de Cluj Napoca. Aquí hubo un período de ocupación entre 1940 y 1944. El 28 de octubre de 1948, el obispo Hossu fue arrestado por el gobierno comunista y llevado a Dragoslavele. Posteriormente fue trasladado al Monasterio Ortodoxo de Caldarusani y en 1950 a la Penitenciaría de Sighetul Marmatiei. En 1955 llegó a Curtea de Arges, en 1956 al monasterio de Ciorogarla y finalmente de nuevo a Caldarusani.
Así escribía en agosto de 1961, mientras estaba encerrado a la fuerza, en las primeras páginas de sus memorias: "Tu amor, Señor, no he podido quitármelo; el me basta: te pido perdón por todos mis pecados y te doy gracias con todo mi ser por todo lo que me has dado, tu siervo indigno". Iuliu Hossu fue privado de toda libertad hasta su muerte el 28 de mayo de 1970 en el Hospital Colentina de Bucarest, donde sus últimas palabras fueron: "Mi batalla ha terminado, la vuestra continúa". El Papa Pablo VI le creó cardenal "in pectore" en 1969, el primero de nacionalidad rumana, y luego hizo público su nombramiento en 1973, tres años después de la muerte del pastor.
Monseñor Aftenie, murió en 1950 después sufrir incluso mutilaciones
Vasile Aftenie
Nació el 14 de junio de 1899 en Lodroman, hijo de Petru y Agafia. En 1919 se matriculó en la Facultad de Teología y fue enviado a estudiar al Colegio Griego de San Atanasio en Roma. En 1925 obtuvo un doctorado en filosofía y teología tras el cual regresó a casa. El 1 de enero de 1926 fue ordenado sacerdote por el Metropolitano Vasile Suciu. Después de un mes fue nombrado profesor de la Academia de Teología Blaj.
El 1 de octubre de 1939 fue nombrado rector de la mencionada Academia Teológica. En abril de 1940 fue elegido obispo titular de Ulpiana, recibiendo el cargo de auxiliar del metropolita Alexandru Nicolescu, obispo de Fagaras y Alba Julia. La consagración episcopal tuvo lugar el 5 de junio de 1940 en la catedral de Blaj. Regresó a Bucarest como Vicario Obispo.
Tras varios intentos frustrados de comprometerlo, fue finalmente arrestado el 28 de octubre de 1948 por el régimen comunista. Junto con otros cinco obispos greco-católicos fue llevado a Dragoslavele y luego al Monasterio Ortodoxo de Caldarusani, transformado en un campo de concentración. En mayo de 1949 fue trasladado y aislado en el Ministerio del Interior, donde sufrió terribles torturas. Mutilado y con la barba arrancada, fue encerrado en la prisión de Vacaresti, donde murió el 10 de mayo de 1950. Fue enterrado en el cementerio católico de Belu con un rito religioso oficiado por un sacerdote católico romano.
Monseñor Balan fue encarcelado directamente, ni si quiera juzgado. Entre sus delitos no pasarse a la religión Ortodoxa
Ioan Balan
Nació en Teius el 11 de febrero de 1880. Realizó estudios de teología en el seminario central de Budapest. En 1903 fue ordenado sacerdote y continuó sus estudios en Viena. En 1909 se trasladó a Bucarest, donde necesitaban un confesor greco-católico. En 1919 regresó a Blaj convirtiéndose de nuevo en su canónigo metropolitano y dos años más tarde en rector de la Academia de Teología. En 1929 fue nombrado miembro de la Comisión Vaticana que debía redactar el nuevo Código de Derecho Canónico de las Iglesias Orientales.
En noviembre de 1936 fue consagrado obispo de Lugoj, tras el nombramiento del obispo Alexandru Nicolescu como Metropolitano. Se negó a trasladarse a la ortodoxia, compartió la suerte de otros obispos greco-católicos y fue detenido el 28 de octubre de 1948 a las 15 horas. Fue llevado al Palacio Patriarcal de Dragoslavele y luego al Monasterio de Caldarusani en febrero de 1949.
De allí fue trasladado de nuevo a la penitenciaría de Sighetul Marmatiei en mayo de 1950. Cinco años más tarde se vio obligado a vivir en el Monasterio de Curtea de Arges. En 1956 fue trasladado al Monasterio de Ciorogarla, cerca de Bucarest, donde permaneció aislado hasta el final de su vida terrenal. Estaba gravemente enfermo, murió en un hospital de Bucarest el 4 de agosto de 1959 y fue enterrado en el cementerio católico de Belu. Nunca fue juzgado y, en consecuencia, nunca fue condenado.
Tras su encarcelamiento, monseñor Frentiu murió en la "cárcel" por las torturas
Valeriu Traian Frentiu
Nació el 25 de abril de 1875 en Resita, de su padre Ioachim, sacerdote, y de su madre Rozalia. Estudió teología en Budapest entre 1894 y 1898, y fue ordenado sacerdote el 28 de septiembre de 1898. En 1902 obtuvo su doctorado. Trabajó en la Eparquía de Lugoj como canciller, párroco y vicario, hasta el 4 de noviembre de 1912, a la edad de sólo 37 años, cuando fue nombrado obispo. El 25 de febrero de 1922 fue trasladado a la sede episcopal de Oradea, donde el 3 de mayo del mismo año tomó posesión de la diócesis.
Después de la muerte del metropolita Alexandru Nicolescu en 1941, Mons. Frentiu fue transferido de nuevo, como Administrador Apostólico, a la Arquidiócesis de Alba Iulia y Fagaras, que gobernó durante todo el período de la Segunda Guerra Mundial. En 1947 regresó a Oradea, donde fue detenido el 28 de octubre de 1948. Fue llevado primero al campo de concentración de Dragoslavele y luego, en febrero de 1949, al Monasterio de Caldarusani.
En 1950 terminó en la penitenciaría de Sighetul Marmatiei, donde no pudo soportar la crueldad perpetrada por el régimen y murió el 11 de julio de 1952. Al igual que otros obispos que murieron en Sighet, Valeriu Traian Frentiu también fue enterrado de noche, sin ataúd, en la fosa común del Cementerio de los Pobres, para evitar peregrinaciones a las tumbas de los mártires asesinados en Sighet.
"No os dejéis engañar por palabras vanas, por comités, por promesas, por mentiras, sino que permanezcáis firmes en la fe por la que vuestros padres", dijo monseñor Suciu a sus fieles antes de morir
Ioan Suciu
Nació el 4 de diciembre de 1907 en Blaj en el seno de una familia de sacerdotes greco-católicos. Buen amigo de Tit Liviu Chinezu, estudiaron teología juntos en Roma, en el Colegio Griego. Después de obtener su doctorado en teología, después de seis años de estudio en el Instituto Angelicum, fue ordenado sacerdote el 29 de noviembre de 1931. Luego regresó a Blaj para ser profesor en la Academia de Teología.
El 6 de mayo de 1940 fue nombrado obispo auxiliar de Oradea Mare, con el título de Moglena-Slatina en Bulgaria, como asistente de Mons. Valeriu Traian Frentiu. La ordenación episcopal tuvo lugar el 22 de julio de 1940. El 29 de agosto de 1941, el futuro cardenal Iuliu Hossu, del que Iaon Suciu seguía siendo auxiliar, hizo su entrada como nuevo obispo de Oradea. Mons. Valeriu Traian Frentiu volvió a Oradea en 1947, pero Ioan Suciu fue destinado a la archidiócesis de Alba-Iulia y Fagaras como administrador apostólico. El Obispo Suciu dio una serie de conferencias en las principales ciudades del país, declarando la imposibilidad de un acuerdo entre el cristianismo y el materialismo ateo. Arrestado el 28 de octubre de 1948, fue llevado a Dragoslavele y luego al Monasterio de Caldarusani.
En mayo de 1950 fue llevado al Ministerio del Interior y en octubre del mismo año a la prisión de Sighetul Marmatiei, donde sufrió hambre, frío, enfermedades y numerosas torturas. Allí murió el 27 de junio de 1953 en la celda número 44. Fue enterrado en el cementerio de los pobres, y hasta la fecha no hemos sabido el lugar exacto donde descansan sus restos mortales.
En dos cartas dirigidas a sus fieles en octubre de 1948 decía: "Para la Iglesia Rumana Unida llegó el Viernes Santo. Ahora, queridos fieles, tenemos la oportunidad de mostrar si pertenecemos a Cristo o si estamos del lado de Judas, el traidor... No os dejéis engañar por palabras vanas, por comités, por promesas, por mentiras, sino que permanezcáis firmes en la fe por la que vuestros padres y vuestros antepasados han derramado su sangre... No podemos vender a Cristo ni a la Iglesia... Si toman sus Iglesias, oren al Señor, como lo hicieron los primeros cristianos, cuando los emperadores paganos destruyeron sus lugares de oración y quemaron sus libros sagrados". Estas palabras suyas también resonaron en el Coliseo el 7 de mayo de 2000 con ocasión de la Conmemoración Ecuménica de los Testigos de la Fe del siglo XX, presidida por Juan Pablo II.
Monseñor Chinezu, tras las torturas, fue llevado a un lugar donde murió literalmente congelado
Tit Liviu Chinezu
Nació en 1904 en Huduc, hoy Maioresti. Su padre era un sacerdote greco-católico. En 1925 comenzó sus estudios teológicos en Roma, en el Colegio de San Atanasio. Después de obtener su doctorado en filosofía y teología, fue ordenado sacerdote el 31 de enero de 1930. En 1931 regresó a Blaj y fue nombrado profesor en la Escuela Normal de Profesores de Primaria. En 1937 fue transferido a la Academia Teológica y en 1947 a Bucarest como prototipo.
El 28 de octubre, fue arrestado y llevado al Monasterio de Neamt, junto con otros 25 sacerdotes greco-católicos. Luego fue transferido a Caldarusani, el 3 de diciembre de 1949 recibió la ordenación episcopal de otros obispos cautivos. A pesar de todas las precauciones tomadas para que el régimen no se enterara del suceso, la noticia se difundió por igual y el nuevo obispo Tit Liviu Chinezu fue trasladado a la penitenciaría de Sighetul Marmatiei.
Debido al trabajo forzoso, el hambre y el frío Tit Liviu Chinezu cayó gravemente enfermo. Avisados los enfermeros de la prisión de su situación - con la excusa de llevarlo a la enfermería - lo trasladaron a una celda sin calefacción más grande, donde después de sólo dos días, el 15 de enero de 1955, murió literalmente congelado por el frío. Fue enterrado de noche, sin ataúd, en un lugar no especificado del llamado Cementerio de los Pobres. Nunca había sido juzgado y, en consecuencia, nunca había sido condenado.
Tras pasar por cuatro "cárceles", fue condenado a 25 años de prisión. Murió en 1963
Alexandru Rusu
Nació el 22 de noviembre de 1884 en Sãulia de Câmpie, de sus padres Vasile, sacerdote, y Rozalia. En 1903 se trasladó a Budapest para realizar estudios teológicos. Siete años más tarde obtuvo el doctorado en teología y el 20 de julio de 1910 fue ordenado sacerdote. Fue nombrado profesor y luego profesor titular de Teología Dogmática en la Academia Teológica Blaj.
En 1920 fue nombrado Secretario Metropolitano y en 1923 Canónigo del Capítulo Metropolitano. El 30 de enero de 1931 fue consagrado obispo de Maramureș en Blaj por el metropolita Vasile Suciu y el 2 de febrero entró en Baia-Mare. En marzo de 1946, el Sínodo Metropolitano eligió al Obispo Alexandru Rusu como Metropolitano, elección reconocida por la Santa Sede, pero no por el entonces gobierno dictatorial.
Detenido el 28 de octubre de 1948, fue llevado a Dragoslavele, en el Monasterio de Caldarusani, y luego a Sighetul Marmatiei. También sobrevivió en esta última penitenciaría y fue trasladado de nuevo a Curtea de Arges y luego aislado en el Monasterio de Cocos. En 1957 fue condenado a 25 años de prisión por instigación y alta traición. En 1963 enfermó y murió el 9 de mayo del mismo año en Gherla. Fue enterrado en el cementerio de la prisión sin ningún rito religioso.
A continuación puede ver la misa de beatificación en el siguiente vídeo: