terça-feira, 31 de julho de 2018

Balanço mortal


Foi em 2002 que a Eutanásia foi legalizada na Bélgica. A partir de então tem subido o número de doentes que têm recorrido a esta modalidade de morte. A maioria tinha doenças do foro cancerígeno, porém muitos foram “eliminados” pelos médicos porque sofriam de polipatologias, quer dizer, tinham várias doenças, como cegueira, surdez, incontinência, etc., que embora não fossem mortais, nem graves, os pacientes foram “animados a pedir o fim da vida”, vulgo ser morto pelo médico.

Na realidade não se morre de tais patologias, mas neste país, vulgarizou-se este procedimento, mesmo sem haver uma razão plausível, nem um sofrimento insuportável.

Temos efectivamente de reconhecer que a morte por ali até é barata. De acordo com o Diário belga La Libre, nos casos em que o doente elege ser morto em casa, as autoridades médicas cobram 50 euros, sendo 25 para o material usado e os outros 25 para a visita do médico. Para os hospitalizados há que suprir os gastos inerentes ao internamento, pelo que fica um pouco mais caro, consoante o local e respectivo preçário.

Para que o leitor possa fazer a sua apreciação acrescenta-se que em 2002 foram praticadas 24 mortes e em 2017 o número subiu para 2.309. Não obstante a Eutanásia na Bélgica, ser uma morte barata, cómoda e asséptica, para a qual já nem exige justificação especial, um facto é que assusta doentes, familiares, médicos e também, alguns defensores da sua prática, porque reconhecem que não conseguem controlar a lei e constatam o assustador aumento de casos desde a sua legalização.

Ana Maria d´Oliveira





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