domingo, 10 de junho de 2018

Ninguém nasce com um género…

Em nota oficial publicada pelo Colégio Americano de Pediatria, os profissionais da saúde, educadores e legisladores são convidados a rejeitar toda a política ideológica que condicione as crianças a aceitar como normal uma vida de dependência química e cirúrgica que a mudança de sexo obriga.
A sexualidade humana é um traço biológico e objetivo: “XY” e “XX”. São marcadores genéticos para masculino e feminino, respectivamente, e não marcadores genéticos de algum distúrbio. A sexualidade humana é masculina ou feminina desde a concepção e a sua finalidade é a reprodução e multiplicação da espécie. Este princípio é evidente e os casos extremamente raros de distúrbios do desenvolvimento sexual (DSDs), consistem em desvios da norma sexual identificáveis pela perícia médica e são reconhecidos como distúrbios congénitos.
Ninguém nasce com um género. Todos nascemos com um sexo biológico. O género (a consciência e o sentido de que somos masculinos ou femininos) é um conceito sociológico e psicológico; não um conceito biológico objetivo. Ninguém nasce consciente de ser masculino ou feminino; esta consciência desenvolve-se com o tempo e, como todos os processos do desenvolvimento, pode sofrer interferência de percepções subjectivas, relações e experiências negativas da criança na infância. As pessoas que se identificam com o sexo oposto ou nalgum ponto entre os dois géneros não são um terceiro sexo, continuam a ser biologicamente homens ou biologicamente mulheres.
Quando um menino biológico e saudável acredita que é uma menina, ou uma menina biológica e saudável acredita que é um menino, há um problema psicológico objetivo que reside na mente e não no corpo, e que deve ser tratado como tal. Estas crianças padecem de disforia de género. A disforia de género (GD), é um distúrbio mental reconhecido na edição mais recente do Manual Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-V) 2013.
A puberdade não é uma doença e as hormonas bloqueadoras da puberdade podem ser perigosas. Reversíveis ou não, as hormonas bloqueadoras da puberdade induzem a um estado de doença, que é a ausência de puberdade, e inibem o crescimento e a fertilidade numa criança até então biologicamente saudável.
Crianças pré-púberes que usam bloqueadores de puberdade para imitar o sexo oposto necessitarão de terapia de compensação hormonal durante a adolescência. Esta combinação leva à esterilidade permanente. Estas crianças jamais poderão conceber filhos geneticamente relacionados, nem mesmo recorrendo à tecnologia de reprodução artificial. Além disso, a terapia de compensação hormonal (testosterona e estrogênio) está associada a riscos de saúde desencadeando doenças graves.
A taxa de suicídio é mais elevada entre adultos submetidos à terapia de reposição hormonal ou cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia que é um dos países mais permissivos.
Condicionar crianças a aceitar uma vida de dependência química e cirúrgica como algo normal e sadio, é abuso infantil. Apoiar a ideologia do género como normal através da educação pública e políticas legais confundirá as crianças e os seus pais, levando mais e mais crianças a submeterem-se à medicação bloqueadora da puberdade. Isto, por sua vez, fará com que elas escolham para toda a vida uma terapia hormonal carcinogénica e tóxica, ou até considerar, no início da vida adulta, uma desnecessária mutilação cirúrgica dos seus órgãos genitais saudáveis.
Manuel Maria de Vasconcelos




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