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terça-feira, 5 de junho de 2018

Cultura de morte, uma nova ordem social imposta


Esta forte tendência, que se tem introduzido em todo o mundo, de implementar uma cultura de morte não é algo de ingénuo ou acidental, mas uma planificação científica e sistematicamente aplicada em todos os sectores mais vulneráveis da sociedade.

Promovida por fortes correntes culturais, económicas e políticas, defendendo uma sociedade assente na eficiência e no lucro, serve-se de todos os meios para se descartar de quem não está apto, segundo os seus critérios, a servir os seus objectivos, tornando-se numa guerra declarada do mais forte contra o mais fraco, desde os idosos, aos doentes, aos nascituros, aos jovens com problemas, enfim, a todos os que não lhes interessa que vivam.

De permeio arrasam a família, os seus valores e afectos tradicionais, porque estes se apresentam como um obstáculo a esta “engenharia genética”, minando-os com conceitos pré-fabricados, duvidosos ou mesmo perversamente manipulados para confundir em jeito de modernidade.

As acções propostas por esta guerra ideológica adquiriram protagonismo aquando das conferências da ONU de 1994 (Cairo) e 1995 (Pequim), cujos temas relacionados com as mulheres, foram propostos por ONGs feministas, financiadas por poderosos lobbies. Da sua agenda constava a implementação do aborto como direito humano, baseando-se em argumentos de que as mulheres não podem aceitar a sua biologia, mostrando desejar uma acção a nível mundial com o fim de influenciar uma mudança do papel feminino da mulher, como esposa e mãe.

A cultura de morte é uma imposição que quer formar uma nova ordem social a partir da desconstrução da cultura cristã, como construtora da civilização ocidental. Patrocinada por grandes fundações internacionais que querem um novo modelo de ser humano, actua na modificação de todos os conceitos de vida e família, através dos mass media, infiltrando-se na educação, na saúde e recorrendo a financiamentos aos respectivos governos dos países em que querem implementar os seus objectivos, para atingirem o fim que desejam: controlo de natalidade, legalização do aborto, eutanásia, ideologia de género, sexualização de crianças e mudança de sexo, entre outros.

Considerando que a afirmação de Durkheim “a erosão das estruturas primárias da sociedade, em especial a família, tornam o suicídio banal, normal” não é de estranhar que a família natural tenha sido o alvo predilecto desta guerra ideológica, económica e politica.

Afinal, assim como as árvores sem raízes, as pessoas sem identidade podem ser controladas com bem menos esforço, pois são alvos mais vulneráveis. E este é, seguramente, o objetivo dos promotores da cultura da morte que se abateu sobre o mundo nas últimas décadas.

Ana Maria d´Oliveira



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