domingo, 6 de agosto de 2017

Acanac: Bispos relembram o importante papel que cada um tem na melhoria do mundo


Quatro marcantes eucaristias encheram hoje os vários espaços do campo do 23.º Acanac. Desde a Arena do Futuro ao Porto de Abrigo, inundando ainda as arenas da 1.ª e da 2.ª secções, a Palavra de Deus transmitida pelos sucessores dos apóstolos convidados chegou aos cerca de 22.000 escuteiros presentes.


A Eucaristia da 1.ª secção foi presidida pelo Arcebispo de Évora, D. José Alves, que começou a celebração por mencionar o quão contente ficou com este convite. A cerimónia foi também um símbolo de inclusão, ao ser traduzida em linguagem gestual para os lobitos que pertencem ao campo dos Eco-heróis. O Arcebispo teve sempre o cuidado de falar numa linguagem percetível aos mais pequenos e explicou-lhes o Evangelho como se fosse uma história. Desafiou os lobitos a se “transfigurarem” como Jesus, tal como aconteceu com os pastorinhos depois das Aparições de Nossa Senhora em Fátima. Aproveitou também a oportunidade para os aconselhar a libertarem-se dos maus pensamentos e más ações “ouvindo a voz da Aquelá, ouvindo a voz de Jesus”, disse. Acrescentou ainda que “somos convidados a escutar a voz de Deus para que a nossa vida se transforme, com boas ações uns pelos outros, em mais bonita, melhor”.

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A Árvore da Vida foi palco da Eucaristia da 2.ª Secção, presidida pelo Bispo de Portalegre e Castelo-Branco, D. Antonino Dias, que deixou um apelo aos jovens para melhorar e salvar o mundo, hoje tão cheio de caminhos de tristeza, marcados por guerras, sofrimento e desrespeito entre povos. “Os nossos olhos e o nosso coração sentem-se tristes”, recordou D. Antonino Dias, referindo-se aos cenários de destruição atuais que se vivem no mundo, e acrescenta “por causa do descuido e da indiferença de todos nós, humanos”. Explica-nos que, aqui, estamos com a missão de cuidar este mundo, pois Deus confiou-nos a glória, o poder e o reino, esta nossa Casa Comum. “Não somos como os animais ou plantas, não vimos do mar e da terra, mas vimos do céu, de Deus, tal como Jesus veio. E a sua vida foi de serviço, respeito e amor a todos sem exceção. É assim que devemos cumprir a nossa missão, porque a lógica do coração do homem é oposto à crueldade das feras”, como remata D. Antonino. E, por isso, somos nós os responsáveis pela nossa casa. E só nós podemos abraçar o futuro dela.

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Para o mar azul que se instalou na Arena do Futuro, o cântico de entrada apelou desde logo a darmos aquilo que todos temos de melhor. A partir do altar criado conjuntamente por todas as comunidades da 3.ª Secção, o Bispo Auxiliar de Lisboa, D. José Traquina, saudou os pioneiros presentes e todos pediram “perdão por aquilo que cada um fez de menos bem nesta grande atividade”. Após a leitura do Evangelho da Festa da Transfiguração de Cristo, frisou que “somos convidados a escutar o filho de Deus como quem escuta a um amigo”, levando-nos assim a “fazer bons discernimentos, tomar boas decisões e a orientar”. Por fim, renegou à “ilusão, ao conformismo, às vidas inúteis e aos desequilíbrios sociais”, pedindo a “verdade, a sensibilidade, a justiça e a fraternidade”.

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Na margem da Barragem Marechal Craveiro Lopes, os Caminheiros escutaram um apelo a deixarem “um rasto de luz com a sua vida”. D. Joaquim Mendes lembra que só o conseguirão “se optarem por uma atitude marcada pela bondade, justiça e pela verdade”. O Presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família recordou aos escuteiros ali presentes, que “foram criados para a vida, para a ressurreição”, mas este projeto de vida só será possível se se deixarem transformar por Cristo”.

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Com o tema da mudança pessoal transversal às quatro Eucaristias campais, os presentes levaram consigo o relembrar do convite especial que, como escuteiros, lhes é feito todos os dias. O convite que Baden-Powell lançou a cada um de nós: deixar o mundo melhor que o encontramos.


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Texto: Ana Mano (com Ana Marcelo, Bruna Coelho e Henrique Matos)
 Fotos: Joana Moreira, Nuno Perestrelo e Diogo Marcelo



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