quinta-feira, 31 de agosto de 2017

1 de Setembro, uma data a não esquecer

O Papa Francisco instituiu o dia mundial de oração pelo cuidado da criação, que se celebra a 1 de Setembro, em concomitância com o análogo dia da Igreja ortodoxa.

Esta data «oferecerá a cada fiel e comunidade a preciosa oportunidade de renovar a adesão pessoal à própria vocação de guardiães da criação, elevando a Deus acções de graça pela obra maravilhosa que Ele confiou aos nossos cuidados, invocando a sua ajuda pela protecção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo no qual vivemos».

«Como cristãos queremos oferecer a nossa contribuição à superação da crise ecológica que a humanidade está a viver. Por isto devemos, antes de tudo, procurar no nosso rico património espiritual as motivações que alimentam a paixão pelo cuidado da criação, recordando sempre os que creem em Jesus Cristo, Verbo de Deus que se fez homem por nós».

A coincidência com a data na qual também os ortodoxos rezam pela criação será «uma ocasião profícua para testemunhar a nossa comunhão crescente», num tempo em que «todos os cristãos enfrentam idênticos e importantes desafios, aos quais, para resultar mais críveis e eficazes, devemos dar respostas conjuntas». Eis então os votos para que a celebração «possa envolver, de qualquer forma, também outras igrejas e comunidades eclesiais».

Em mais um ano de terror causado pelos muitos incêndios que devastaram o nosso país, ceifaram inúmeras vidas e deixaram um rasto de cinzento e tristeza no horizonte, é caso para perguntar se é o Santo Padre que anda contra-corrente, ou se é o mundo que está possesso do maligno à força de tanto afastar Deus de tudo e de todos os lugares, das leis e do coração dos homens.

Que todos os responsáveis implicados neste flagelo que se repete há algumas décadas sejam alertados, sensibilizados e responsabilizados por estes crimes que destroem, empobrecem e denigrem a nossa imagem e a do nosso país.

Um mundo criado por Deus e destruído pelo homem, que na sua arrogância, desprezo e materialismo compulsivo não cessa de semear o mal e corroer a beleza e a harmonia da natureza. Mas é bom não esquecer que o mal nunca tem a última palavra…


Diz-se que são poucos os que rezam e que os que rezam, rezam pouco. Pois bem, talvez que esta efeméride criada há dois anos propicie um despertar nos homens para acompanhar o Papa na sua militância e persistência em salvar toda a humanidade na Pessoa de Jesus Cristo.

Maria Susana Mexia



«Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação»

Em Agosto de 2015, o Papa Francisco instituiu na Igreja Católica o “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação”, que se vem realizando anualmente em 1 de Setembro, iniciativa com sentido ecuménico porque, a mesma data, é comemorada pela Igreja Ortodoxa.

Com esta iniciativa, o Papa oferece-nos um momento importante para renovar a nossa participação na vocação pessoal de cuidadores da criação, elevando a Deus o nosso agradecimento pelas obras maravilhosas que Ele confiou aos nossos cuidados, pedindo ajuda ao Deus Criador para a proteção da criação e a sua misericórdia diante dos pecados sociais cometidos contra o mundo em que vivemos.

A preciosa Encíclica ecológica do Papa Francisco “Laudato si” recorda que a terra “se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma mãe, que nos acolhe nos seus braços”. Mas sabemos que a terra está a ser maltratada e saqueada e os seus gemidos unem-se aos clamores de todos os abandonados do mundo. Com esta Encíclica, o Papa convida-nos a ouvir esses gemidos e clamores, exortando a todos a uma “conversão ecológica”, a “mudar de rumo”, assumindo a responsabilidade de um compromisso para o “cuidado da casa comum”. E, consequentemente, o cuidado com a criação.

Enfrentamos atualmente muitos desafios, como as mudanças climáticas, a questão da água, a crise ecológica e as mudanças nos estilos de vida. Por isso, o Papa convoca-nos para uma ecologia integral como um novo modo de justiça, ou seja, uma ecologia “que integre o lugar específico que o ser humano ocupa neste mundo e as suas relações com a realidade que o circunda”. A crise ecológica é um apelo para uma profunda conversão interior.
      
Deste modo, com simplicidade, podem ser realizadas pequenas iniciativas sobre educação ambiental; como a valorização e o cuidado com a água; como fazer a reciclagem do que é considerado lixo; evitar o desperdício da alimentação; o plantio de árvores e tantas outras atividades que podem tornar-se verdadeiras e eficientes campanhas. Cabe, de modo primordial, aos pais e educadores, multiplicar iniciativas de reflexão e partilha no sentido da consciencialização de que a natureza antes de mais, é um presente que recebemos do Criador, e como todo o “dom” traz em si uma tarefa: é necessário preservar a obra de Deus. O problema é que só nos lembramos disso quando algo de errado acontece. Por exemplo, quando nos deparamos com a seca em algumas regiões é que pensamos em ter mais cuidado com o uso da água.

Por outro lado, precisamos de tomar consciência de que o planeta nos pertence, assumindo atitudes de verdadeiros guardiões diante dos seus recursos que muitas vezes se revelam escassos…

O Papa Francisco, falando da Criação do mundo durante uma das suas celebrações, afirmou que preservar a criação e ter zelo pela natureza é tarefa dos cristãos e não somente dos ecologistas: “Quando ouvimos falar que as pessoas se reúnem para pensar em como proteger a Criação, podemos dizer: `Mas são ecologistas?` Não, não são ecologistas! Isso é ser Cristão! Um cristão que não preserva a Criação, que não a faz crescer, é um cristão que não se importa com o trabalho de Deus, aquele trabalho que nasceu do Seu amor por nós”.

Portanto, defender a natureza e agir com responsabilidade na preservação dos seus recursos vai além do papel dos ecologistas. Também é missão da Igreja e dever de todos nós… Não podemos esquecer que, para vivermos bem, é preciso que a natureza também viva, e cuidar dos recursos que ela oferece é uma forma de agradecermos a Deus, que pensou em cada um de nós e nos deu de presente toda a criação.

Quando o Papa em 2015 instituiu o Dia Mundial da Oração e Cuidado da Criação, ano do lançamento da Encíclica Laudato Sí, o Santo Padre explicou o porquê deste dia: “Para oferecer a cada fiel e às comunidades, a preciosa oportunidade de renovar a adesão pessoal à sua vocação de guardiões da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos.

Nova obra de misericórdia: Ao concluir a mensagem, numa ótica global da vida humana que inclui o cuidado da Casa Comum, o Papa Francisco diz: ” Tomo a liberdade de propor um complemento aos dois elencos de sete obras de misericórdia, acrescentando a cada um o cuidado da Casa Comum”.

E explica: “Como obra de misericórdia espiritual, o cuidado da Casa Comum requer `a grata contemplação do mundo`, que nos permite descobrir qualquer ensinamento que Deus nos quer transmitir por meio de cada coisa`. Como obra de misericórdia corporal, o cuidado da Casa Comum requer aqueles ` simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo ` e se manifesta o amor `em todas as ações que procuram construir um mundo melhor”!...

Maria Helena Marques
Prof.ª Ensino Secundário



O azul e o cor-de-rosa

Gosto do azul, mais escuro, menos escuro, “inglês”… Embirro com o chamado “azul cueca”. O azul faz parte integrante do arco-íris. E eu gosto. Sobretudo, eu gosto! Não gosto do cor-de-rosa. Embirro, solenemente, com o mais claro. E no arco-íris não está esta cor. Das minhas opções acima indicadas ninguém tem o direito de impor mudanças de critério. Mas tenho outro critério de cores, do azul e do cor-de-rosa.

Também aqui não permito que alguém se meta nas minhas preferências, se arme em tutor das minhas opções. Na nossa cultura, em vias de destruição acelerada, o azul sempre foi associado aos meninos e o cor-de-rosa às meninas. De facto, os meninos e as meninas não são iguais e é urgente gritar bem alto esta afirmação. Diferem sob muitos pontos de vista: genético, morfológico ou psicológico. Basta olhar, mesmo com pouca atenção, o seu aspecto morfológico (com ou sem “pirilau”, por exemplo e não menor!) ou analisando os seus cromossomas. Elas XX e eles XY. 

Quem, minimamente atento, nunca deu conta de que os miúdos são mais agressivos e “bulhentos“ uns com os outros. E que elas são mais bisbilhoteiras e atentas, por exemplo, às questões de moda e de roupa em particular. São, porém, RIGOROSAMENTE iguais em dignidade. Não é de admitir qualquer tipo de discriminação que promova a desigualdade da dignidade. Mas será de promover a potenciação das diferenças próprias, levando a uma capacitação individual possível, aproveitando as naturais diferenças. 

Assim, esta determinação ESTÚPIDA, de fazer guerra aos livros de um excelente Editora de livros escolares, guerra que faz parte de um ataque cerrado e feroz à nossa cultura e que tem por base não uma lei cientificamente comprovada, mas… uma teoria que hoje está na moda. 

Uma teoria. A propósito de teorias, recordo-me de Lisenko, o célebre “cientista” ao serviço da ideologia marxista, da defunta União Soviética, e o modo fraudulento como quis impor o chamado “Neo-lamarckismo”, uma tentativa de ressuscitar a teoria de Lamarck (uma teoria!) sobre a origem das espécies, o que daria muito jeito aos ideólogos que sonhavam (e sonham) fazer um “ homem novo”. 

Os ideólogos que dominam o pensamento social contemporâneo também defendem e impõem uma teoria, chamado do Género, que também sonham fazer um “homem/ mulher” novos.  E o que é muito grave é que dominam cabeças que estão ou são candidatas ao Poder. Estão em todos os Partidos (ou quase) e mandam. É ouvi-los, todos, dizer: senhores/senhoras; candidatos (as), os /as em tudo, indo contra a identidade da nossa própria língua. 

Um desaforo, chegando ao cúmulo de criar discursos insuportáveis de se ouvirem. Mas mais grave é que os seus defensores fizeram leis que nos podem levar à cadeia!… Por discriminação de género! A ditadura do género está aí. 

A DITADURA DO PENSAMENTO ÚNICO. 
Não seremos capazes de acordar? Temos de quebrar estas investidas contra a Liberdade e contra o bom senso. Viva o azul para os meninos! Viva o cor-de-rosa para as meninas! Vivam os meninos com bolas (além das deles!) e as meninas com bonecas (todas são umas lindas bonecas!).

(O autor não escreve de acordo com o chamado AO) 

CARLOS AGUIAR GOMES
31.08.17 / QUINTA-FEIRA / DIÁRIO DO MINHO 17



La Custodia celebra el 800 aniversario de la presencia franciscana en Tierra Santa

31 agosto 2017


El año en el que estamos, el 2017, es para los franciscanos especialmente significativo porque hace exactamente 800 años, en el Capítulo de Pentecostés celebrado en Santa María de los Ángeles en la Porciúncula en Asís, la Orden se abrió a la dimensión misionera y universal. Con tal ocasión, se decidió enviar frailes por todo el mundo entonces conocido, como testigos de fraternidad y de paz. Fue entonces cuando un grupo de frailes fueron enviados “ultramar”, conducidos por fray Elías de Cortona, a fundar una provincia franciscana, que en sus inicios se llamó, precisamente, de Ultramar o de Siria.

Para esta celebración, la periodista Beatrice Guarrera, en la web de la Custodia en Tierra Santa, explica cuáles son algunas de las celebraciones que se están llevando durante este año justamente en Tierra Santa. Entre ellas, colocar carteles informativos sobre tan importante ocasión. “Hemos preparado pancartas en diferentes idiomas en función de su destino y las hemos mandado a todas las comisarías de Tierra Santa y a todos los conventos de Líbano, Siria, Jordania, Egipto, Rodas, Chipre, Washington, Italia y España”. Lo explica fray Narcyz Klimas, archivero de la Custodia y presidente del comité organizador. “Ya desde el comienzo del año empezamos a pensar cómo celebrar este importante aniversario –afirma– y también la gente empezó a preguntar e interesarse”.



Peregrinación a Acre
El fraile cuenta que “queríamos comenzar el 14 de mayo (fecha del capítulo de Pentecostés en el que fueron creadas las primeras provincias franciscanas, entre ellas la de Tierra Santa), pero después se decidió inaugurar las celebraciones con una peregrinación en otra fecha”. El 11 de junio comenzaron los eventos en Acre. La santa misa, presidida por el padre Custodio, fue la primera cita de la mañana para continuar más tarde, tras el almuerzo ofrecido por los hermanos, con una visita guiada por el padre Eugenio Alliata a los barrios de Acco donde se encontraba el primer alojamiento de los frailes que llegaron allí.

Celebraciones en octubre
La culminación de las celebraciones será a mediados de octubre con tres jornadas especiales de conferencias y conciertos a los que asistirán el cardenal Sandri, Prefecto de la Congregación para las Iglesias Orientales, el padre Michel Perry, ministro general de la Orden de los Frailes Menores, fray Julio César Bunader, vicario general de la Orden y otras personalidades del mundo universitario y religioso.

El 16 de octubre la conferencia estará dedicada a las organizaciones e instituciones que apoyan las múltiples actividades de la Custodia, mientras que por la tarde en San Salvador, en Jerusalén, una ceremonia litúrgica, presidida por el padre general de la Orden, abrirá las celebraciones del aniversario.

En el mismo lugar, la mañana del 17 de octubre, el cardenal Sandri oficiará la misa y continuará después en el salón de la Inmaculada con una conferencia sobre el tema: “El papel de los franciscanos en Tierra Santa”. Seguirán otras conferencias, incluyendo una dedicada a la llegada de los primeros frailes a Acre, una sobre “Acre cruzada” y otra sobre las reliquias franciscanas encontradas en el primer convento del Monte Sion.

El tercer día, miércoles 18 de octubre, el tema de la reunión será el significado de los frescos de la basílica superior de San Francisco en Asís, seguida por una breve intervención sobre los primeros conventos franciscanos en Oriente Medio. Para la clausura, por la tarde, está prevista una misa con el vicario general de la Orden, a la que seguirá un concierto preparado por el Instituto Musical de la Custodia Magnificat.

Otras iniciativas de festejos
En el programa de las celebraciones se incluyen también conciertos del Terra Santa Organ Festival de nivel internacional, que tienen como protagonista al húngaro Robert Kovács, organista de la Filarmónica de Viena. Kovács incluirá en el programa musical algunas piezas relacionadas con episodios de la vida de San Francisco representados en la basílica superior de San Francisco en Asís, cuya copia se expondrá en la entrada de la Curia Custodial. El programa de los conciertos será:

– 17 octubre: Tel Aviv-Jaffa, Iglesia de San Pedro – 18:00
– 18 octubre: Nazaret, Basílica de la Anunciación – 18:00
– 19 octubre: Jerusalén, Iglesia de San Salvador – 18:00
– 20 octubre: Belén, Iglesia de Santa Catalina en la Natividad – 18:00

“Con el Christian Media Center –el órgano de comunicación de la Custodia dedicado al vídeo y la TV– estamos intentando realizar un documental acompañado de imágenes de ficción, para construir una narración diferente a partir de los lugares simbólicos: el Santo Sepulcro, Acre y el Cenáculo”, afirma fray Narcyz. También las revistas de la Custodia, que se editan en seis idiomas, cubrirán la efeméride con un número especial o con reportajes que serán publicados de manera continua durante todo el año.

“Ahora esperamos alguna iniciativa por parte de los párrocos para que impliquen a la gente con misas especiales o eventos dedicados”, añade el fraile. Mientras tanto, continúan los preparativos y el trabajo del comité organizador: “Estamos esperando tener todo el programa confirmado y después mandaremos las invitaciones para las conferencias también a las universidades locales. Tenemos intención de proporcionar traducción simultánea en inglés”. Santuarios, escuelas, parroquias, revistas, todos involucrados para festejar el octavo centenario de los franciscanos en Tierra Santa.

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Era ateo militante, pero tras leer el diario espiritual de su mujer se convirtió y se hizo dominico

Su mujer, Elisabeth Arrighi, está en proceso de canonización


31 agosto 2017


Elisabeth Arrighi Leseur (16 de octubre de 1866 – 3 de mayo de 1914) fue una mística francesa conocida por su diario espiritual y por la conversión de su marido, Félix Leseur (1861-1950), un médico y conocido líder del movimiento anticlerical y ateo francés. Su causa para su beatificación se inició en 1934, tal y como señala la web Aleteia.

Elisabeth nació en París en una adinerada familia francesa de origen corso. Cuando era pequeña tuvo hepatitis, enfermedad que volvió a lo largo de su vida con ataques de gravedad variable.


En 1887, conoció al médico Félix Leseur (1861-1950), también nacido en una rica familia católica. Poco antes de casarse el 31 de julio de 1889, Elisabeth descubrió que Félix había dejado de ser católico practicante. El Dr. Félix Leseur se hizo conocido más tarde como materialista y colaborador de periódicos anticlericales en París.

Rica por su nacimiento y por su matrimonio, Elisabeth formaba parte de un grupo social cultivado, educado y generalmente antirreligioso. El vínculo matrimonial era fuerte, aunque oscurecido por la falta de hijos y por su desacuerdo religioso creciente.

Luchando contra la fe
El Dr. Leseur hizo todo lo que pudo para extinguir la fe de su esposa; la impulsaba a leer obras de autores racionalistas como ‘Los orígenes del cristianismo’ y ‘La vida de Jesús’, de Ernest Renan.

Sin embargo, Elisabeth percibió la fragilidad de las hipótesis de Renan y quiso confrontar la validez de sus argumentos dedicándose intensamente al estudio de la religión, del Evangelio y de santo Tomás de Aquino.

De una religiosidad convencional en su juventud, Elisabeth Leseur fue motivada por los ataques de su marido contra el cristianismo y la religión a sondear más profundamente su fe. Así, tuvo una conversión religiosa a los 32 años de edad.


Rezando por la conversión del marido
De ese momento en adelante, consideró su principal tarea rezar por la conversión de su marido, permaneciendo paciente ante los constantes ataques sobre su fe.

Cuando podía, trabajaba en proyectos de caridad para las familias pobres y fundó algunas actividades caritativas. Su marido desconoció su vasta correspondencia espiritual durante muchos años. Ella se preocupaba por los “pobres”, pero su salud que se deterioraba restringía su capacidad de responder a esta preocupación.

En 1907 su salud se deterioró de tal forma que se vio forzada a llevar una vida sedentaria, recibiendo a visitantes y dirigiendo su casa desde un sillón. En 1911 sufrió una cirugía y radioterapia a causa de un tumor maligno, del que se recuperó y después tuvo que permanecer en cama hasta julio de 1913. Murió de un cáncer generalizado el 3 de mayo de 1914.

Espiritualidad
Desde el principio, organizó su vida espiritual en torno a un patrón de disciplina de oración, meditación, lectura, práctica sacramental y escrita. La caridad era el principio organizador de su ascetismo. En su abordaje de la mortificación, ella seguía a san Francisco de Sales, que recomendaba moderación y estrategias internas ocultas en lugar de prácticas externas.

Legado
Después de su muerte, su marido encontró una nota dirigida a él en la que ella profetizaba sobre su conversión y que se convertiría en sacerdote.


Para librarse de esas “supersticiones”, el Dr. Félix fue al santuario de Lourdes queriendo exponer los relatos de las curaciones allí como falsos. En la gruta de Lourdes, sin embargo, pasó por una conversión religiosa.

Posteriormente, el Dr. Félix publicó el diario de su esposa, Journal et pensées pour chaque jour (Diario y pensamientos para cada día). Debido a su recepción favorable, un año más tarde publicó algunas de las cartas de su esposa bajo el título Lettres sur la Souffrance (Cartas sobre el sufrimiento) y La Vie Spirituelle (La vida espiritual), en París en 1918; y finalmente Lettres à des Incroyants (Cartas a los incrédulos), tres años después.

En otoño de 1919 se convirtió en novicio dominico, y fue ordenado sacerdote en 1923. El Padre Leseur pasó la mayor parte de sus restantes 27 años de vida hablando públicamente sobre los escritos espirituales de su esposa. Él colaboró en la apertura de la causa de beatificación de Elisabeth en 1934.

Muchos han sido los que han seguido la estele del padre Leseur, y entre ellos uno de excepción que hizo un retiro con él en 1924, Fulton J. Sheen, quien más tarde se convertiría en arzobispo y una figura popular de la televisión y la radio americanas.



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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Así beben los jóvenes en España: ingesta muy violenta e intensa en poco tiempo

30 agosto 2017


Siete de cada diez adolescentes de entre 14 y 18 años ha bebido en el último mes, el 30 % hasta emborracharse, y el consumo compulsivo hasta los 16 años se ha disparado del 14 % al 37 %, lo que sitúa al alcohol como la sustancia preferida por los jóvenes, según se desprende de la encuesta del Plan Nacional Sobre Drogas 2014-2015, informa Rosalina Moreno, de La Gaceta.

Ante estas alarmantes cifras entidades de padres y madres Ceapa y Concapa; del sector educativo Escuelas Católicas, Fedadi y Mejora tu Escuela Pública, y de prevención FAD, Socidrogalcohol y UNAD se han movilizado para tratar de concienciar sobre este problema y combatirlo.

Representantes de los tres ámbitos han lanzado un manifiesto común en el que se comprometen a combatir unidos este problema que, resaltan, es de “toda la ciudadanía”, y han desgranado sus propuestas para combatir esta situación.

Educar en valores, ofrecer alternativas de ocio, incrementar los precios de las bebidas alcohólicas y velar por que no se vendan a los jóvenes son algunas de sus medidas para luchar contra las drogas y alcanzar el objetivo “de cero consumo de alcohol” en menores.


Según ha explicado este martes el director general de la FAD, Ignacio Calderón, en una de las ponencias, el problema radica en que España es un país “muy relacionado culturalmente con el alcohol, de fiestas constantes, buena climatología y un ocio juvenil que ha capturado la noche como un momento de socialización al margen del mundo adulto”.

Este equipo de trabajo, denominado Movilización Alcohol y Menores, ha informado también de que se ha pasado de un patrón de consumo “mediterráneo” a uno “nórdico”, basado en una “ingesta muy violenta e intensa en un corto periodo de tiempo”.

El presidente de la FAD, Ignacio Bayón, ha apostado por legislar para impedir el fácil acceso de los menores a esta sustancia, aunque no todo debe ser “una ley que prohíbe”, ya que sobre todo hay que “educar en valores” y no “criminalizar” a los adolescentes que beben alcohol.

Los expertos contra las drogas defienden medidas que vayan más allá de la “alarma social y vecinal” que genera en ocasiones este fenómeno. Por ejemplo, apuestan por mantener en los 18 años el límite de edad para consumir, velar por el cumplimiento de la regulación publicitaria de bebidas alcohólicas o una actitud “responsable” del sector hotelero.

Desde el sector de las familias, la presidenta de Ceapa, Leticia Cardenal, ha reconocido que han “fallado”, especialmente los padres, convertidos en “cómplices del daño a la salud de nuestros jóvenes”, pero ha reclamado mayor formación e información para poder explicar a los hijos las graves consecuencias derivadas del alcohol.

Proponen subir el precio de las bebidas, controlar exhaustivamente a los locales que las vendan y sancionar o incluso clausurar a los que las suministran a menores; también programas de trabajos en favor de la comunidad para los jóvenes reincidentes y alternativas de ocio “para que no tengan la necesidad de estar tirados en una plaza bebiendo”.

También reclaman potenciar el papel de las asociaciones de padres y madres de alumnos (AMPAS) para lograr el objetivo de “cero consumo de alcohol antes de los 18 años”, ha resaltado el presidente de Concapa, Pedro José Caballero.




En representación de los educadores, Carmen Perdices, presidenta de la Asociación Mejora tu Escuela Pública, ha destacado el papel de estos profesionales para “informar y, sobre todo, formar” a padres e hijos, fijar en los adolescentes “metas ilusionantes y positivas” como practicar deporte o voluntariado.

Por su parte, José María Alvira, secretario general de Escuelas Católicas, no cree que hayan fallado sólo los padres, sino “toda la sociedad”, y ha abogado por “educar en positivo” y enseñarles a “elaborar un proyecto de vida que merezca la pena”.

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El agnóstico Arratibel dirige una película sobre la conversión a la fe de su madre y sus hermanas

30 agosto 2017


“Toda mi familia se ha convertido a la fe católica. La distancia con ellos se hacía cada día más grande, así que me propuse hacer una película para entender cómo el Espíritu Santo había entrado en sus vidas y, de alguna forma, también en la mía. Una película de cariños, ausencias, vacíos y distancias”, afirma David Arratibel, director de Converso. David Arratibel deja claro a Religión Confidencial que “no es una película proselitista. “Mi objetivo ha sido intentar entender a mi familia”, confiesa.

Arratibel, actualmente director creativo de empresas como Kukuxumusu, empezó a barajar la idea de este guion hace tres años, aunque algunos de sus amigos muy contrarios hacia la religión, cuestionaban el proyecto. “Un amigo mío del mundo del cine que es bastante beligerante me dijo que está película la tenía que hacer con dos objetivos: o para llevar a la cárcel a los beligerantes o para dejarles en ridículo. Yo no he hecho la película para perseguir ninguno de los dos objetivos”, explica a Religión Confidencial.

Tras ver la película, el amigo de David definió la cinta como una historia de “ausencias, cariños, vacíos y distancias en una familia”. Y está es la frase que han escogido para la sinopsis de la película.


Converso trata de comprender el proceso de conversión a la fe católica por parte de la familia del director y abordar conversaciones pendientes. Solo uno de los miembros de la familia permanece ateo, y es director de cine.

Tras varios años sin sacar el tema, confuso y algo irritado, Arratibel por fin se decide a preguntar todo lo que nunca comprendió. A tener todas esas conversaciones pendientes con su familia que tanto le duelen.

El título hace referencia tanto a la primera persona del presente de indicativo del verbo conversar como a aquellas personas que abrazan una religión diferente de la que tenían.

Experiencias negativas
Arratibel explica algunas de las experiencias que ha tenido mientras producía la película. “Me encontré con muchas personas críticas y beligerantes hacia la religión, sobre todo mayores de 60 años. Creo que la mayoría de estas personas ha vivido experiencias personales negativas por parte de la Iglesia. A muchos de ellos se les ha impuesto la religión”.

El director de cine considera que el gran problema de la Iglesia Católica es que “se vende mal” y en su opinión, “ha perdido el norte durante muchos años. Necesita un reposicionamiento de marketing”, apunta.

Considera que las personas menores de 45 años, no han vivido la imposición religiosa, pero sus prejudicios les llegan por lo que escuchan de sus padres. “Buena parte de nuestra generación tiene falta de interés hacia la religión. Yo he tenido prejuicios, también una postura beligerante, y por último una falta de interés hacia la religión”, apunta David.

El director de la película continúa siendo agnóstico a pesar de que, a raíz de dirigir este documental, ha ido conociendo un poco más la religión católica, un mundo al que califica de “exótico”. En este tiempo se ha entrevistado con católicos diversos, desde el párroco de la Iglesia del Salvador hasta el capellán de la Universidad de Navarra, algo impensable para él.

Una historia de conversión
La historia de conversión de la familia de David comenzó con Raúl, el profesor de piano de su hermana mayor María y ahora, su marido. “Comenzaron a asistir a unas cenas esporádicas con amigos para hablar de teología. Raúl se convierte y más tarde mi hermana. Después le tocó el turno a mi madre”, explica David.

Paula, su hermana pequeña observó la transformación de su madre y hermana, quienes nunca ejercieron una actitud proselitista hacia ella. Mi hermana pequeña era y es muy inteligente. Pero ella experimentó su propia conversión. Hasta que no les planteé que iba a rodar esta película, ninguna de mis dos hermanas había hablado entre ellas de su conversión. Era un tema tabú”, relata David.

Ni su madre ni sus tres hermanas pertenecen a ningún movimiento o institución de la Iglesia Católica, aunque ahora una de ellas asiste a los grupos de Emaús.


Después de la muerte
David no ha experimentado ninguna conversión, aunque reconoce que, por primera vez, se ha planteado qué hay después de la muerte.

“Un amigo, católico, está batallando un cáncer muy malo. A la orilla de un río hemos hablado sobre la fe. Reconozco que, por primera vez, pienso en el más allá”, confiesa. Aunque no tiene fe, y continúa siendo agnóstico, reconoce que la película le ha transformado. “Ahora puede hablar de religión sin prejuicios y tenía muchos”, declara.

Recorrido de galardones
Converso está teniendo un amplio recorrido por festivales donde ha conseguido el reconocimiento tanto del público como de la crítica especializada. La película se alzó con la Biznaga de Plata al Mejor Director en la Sección Oficial de Documentales del pasado Festival de Málaga, así como con el Premio del Público en el Festival Internacional de Documentales Punto de Vista de Navarra 2017.

La película se estrenará el 29 de septiembre en 10 salas de toda España.



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Retornam as audiências na Praça de São Pedro

Após as férias de verão e as catequese na Aula Paulo VI


(ZENIT – Cidade do Vaticano, 30 Ago. 2017) .- O Papa Francisco retomou hoje na Praça de São Pedro, as audiências de quarta-feira, onde era esperado por umas 20 mil pessoas, com o entusiasmo que os caracterizava.
Em julho, as audiências foram suspensas devido ao mês de férias de verão na Europa, e que tem muitos funcionários do Vaticano. Assim, a audiência retomou a primeira quarta-feira de agosto, mas na Aula Paulo VI, com capacidade para seis mil pessoas e ar condicionado, em um mês particularmente quente em Roma.
Por outro lado, a Praça de São Pedro tem capacidade para cerca de 40 mil pessoas, razão pela qual o Santo Padre pode percorrer os corredores da mesma saudação os fiéis e os peregrinos, como fez hoje, abençoando as crianças em particular, idosos e enfermos.
Em suas palavras, o Papa abordou o tema: “A memória da vocação revive a esperança”, seguida de resumos de catequese em várias línguas, de saudações aos vários grupos de peregrinos presentes. A audiência geral conclui com a canção do Pater Noster, a benção apostólica, e aos objectos religiosos que o publico presente levou para ser abençoados.
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Audiência: “o cristão preserva a chama do seu enamoramento”

Na Praça de São Pedro, o Papa realiza a catequese de quarta-feira


(ZENIT – Cidade do Vaticano, 30 Ago. 2017) .- Na audiência da quarta-feira na Praça de São Pedro, o Papa Francisco entrou no jipe, encontrando cerca de 20 mil pessoas que atendiam ele com canções ou acenando bandeiras e lenços.
O Santo Padre dedicou quase 20 minutos para cumprimentar os fiéis e peregrinos, abençoando crianças e idosos. Ele até fez carregar uma criança no jipe branco, para acompanhá-lo ao longo do caminho.
O sucessor de Pedro em suas palavras em português lembrou que na catequese de hoje refletimos sobre a relação entre esperança e memória de vocação.
“Ao longo do Evangelho, Jesus aparece com um ‘incendiário’ de corações. Daquele seu primeiro encontro com Ele, João e André conservaram gravada na memória a própria hora: «Eram as quatro da tarde». Recordarão para sempre aquele dia da sua vocação, que iluminou e orientou a sua juventude”.
O Papa interrogou :”Como se descobre a vocação? Pode-se descobrir de muitos modos, mas esta página evangélica diz-nos que o primeiro indicador é a alegria do encontro com Jesus. Todas as vocações – ao Matrimónio, à Vida Consagrada, ao Sacerdócio – começam com um encontro com Jesus, que nos dá uma alegria e uma esperança nova e nos leva, mesmo através de provas e dificuldades, a um encontro sempre mais íntimo e à plenitude da alegria”.
Precisou porem que “o Senhor não quer atrás d’Ele homens e mulheres contrariados e tristonhos. Tornamo-nos arautos de Jesus, não afinando e brandindo as armas da retórica, mas conservando nos olhos o brilho da verdadeira felicidade”.
“Por isso, o cristão –à semelhança da Virgem Maria– preserva a chama do seu enamoramento. É verdade que há provas na vida, mas o cristão conhece a estrada que conduz àquele fogo sagrado que o incendiou, ao princípio, duma vez para sempre”, indicou o Sucessor de Pedro.
“Não demos ouvidos a quem faz questão de apagar, logo ao nascer, o entusiasmo, dizendo que nenhum empreendimento vale o sacrifício de toda uma vida. Pelo contrário, bem atentos à realidade, cultivemos sãs utopias: Deus quer que sejamos capazes de sonhar como Ele e com Ele. Sonhar um mundo diferente. E, se o sonho se apagar, volta a sonhá-lo de novo readquirindo esperança na memória das origens”.
O santo Padre concluiu “A todos vos saúdo, especialmente aos membros da Associação Chapecoense de Futebol e aos alunos tanto do Colégio de São Paulo como do Colégio Pio Brasileiro de Roma, desejando-vos de prosperar na sabedoria que vem de Deus, a fim de que, tornados peritos das coisas de Deus, possais comunicar aos outros a sua doçura e o seu amor. Desça, sobre vós e vossas famílias, a abundância das suas bênçãos”.
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Dia pelo cuidado da criação: primeira mensagem em conjunto do Papa e Bartolomé

Convite para ouvir o “grito da terra” e “o grito dos pobres”


(ZENIT – Cidade do Vaticano, 30 Ago. 2017) .- O Papa Francisco fez na audiência desta quarta-feira, um convite para participar ao Dia de Oração pelo cuidado da criação, em comunhão e oração com os irmãos ortodoxos e com todas as pessoas de boa vontade. O Santo Padre convidou assim a superar a crise ecológica que a humanidade está vivendo.
“Depois de amanhã, 1º de setembro –disse o Papa– è o Dia de oração pelo cuidado da criação. Nesta ocasião, meu querido irmão Bartolomé, patriarca ecumênico de Constantinopla e eu, preparamos uma mensagem em conjunto, no qual convidamos todos a assumir uma atitude respeitosa e responsável em relação a criação”.
Ele acrescentou: “Também invocamos aqueles que desempenham papéis influentes, a ouvir o grito da terra e o grito dos pobres, os que mais sofrem com os desequilíbrios ecológicos”.
Em Roma, o Papa, juntamente com os bispos, sacerdotes, consagrados, leigos e fiéis, reunirão-se na tarde da sexta-feira na Basílica de São Pedro para uma liturgia da palavra.
Além disso, em todo o mundo, as várias realidades eclesiais planearam iniciativas apropriadas de oração e reflexão, para retornar este dia, um momento forte, também levando em consideração a adoção de estilos de vida coerentes.
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Médio Oriente: saudação do Papa às pessoas de língua árabe

O Papa encoraja os peregrinos a “ouvir o Espírito”

(ZENIT) - “Não tenha medo de ouvir o Espírito quando sugira opções ousadas”, disse o Papa Francisco aos peregrinos de língua árabe. O Santo Padre saudou os visitantes de língua árabe, especialmente os do Oriente Médio, na Audiência Geral realizada nesta manhã, 30 de Agosto de 2017, na Praça de São Pedro.
Assim, o Papa encorajou-os a seguir a Cristo: “Queridos irmãos e irmãs, também para vocês, Jesus olha para vocês e convida vocês a chegar até ele”.
“Não tenham medo –concluiu o sucessor de Pedro–de ouvir o Espírito que sugere opções. E não demorem quando a consciência lhes pede de correr o risco de seguir o Mestre”.
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O Papa diz aos jovens: “Encontrem tempo para dialogar com Deus”

Mensagem para os jovens, doentes e recém-casados


(ZENIT) - Como todas as quartas-feiras na audiência geral, o Papa dirigiu nesta manhã, 30 de Agosto de 2017, algumas palavras em italiano para os jovens, doentes e recém-casados.
Francisco encorajou os jovens, que retornaram após as férias às suas atividades habituais: “Encontrem o tempo para dialogar com Deus todos os dias e espalhem a luz e a paz em torno de você”.
O Papa também convidou pessoas doentes, bem como jovens e os recém casados a encontrar “conforto no Senhor Jesus, que continua sua obra de redenção na vida de cada homem”. E em particular, ele se dirigiu aos recém-casados ​​e exortou-os a “aprender a orar juntos, na intimidade doméstica, para que o seu amor sempre seja mais verdadeiro, frutífero e duradouro”.
Durante a audiencia o Papa lembrou: “Os jovens que não buscam nada não são jovens, estão como que reformados, envelhecidos antes do tempo. E é triste ver jovens reformados”, indicou o Sucessor de Pedro e convidou os mais novos a deixarem que Cristo, à semelhança do que fez com os discípulos, “incendeie” os seus corações.
“Jesus ao longo da estrada perguntava: O que buscais? Hoje também quero perguntar a cada jovem que está aqui na praça e àqueles que estão a escutar através dos media: O que procuram? O que busca o vosso coração?”, e convidou a não seguir a onda de quem quer uma sociedade “desapontada e infeliz”, ou aqueles que “cinicamente dizem para abandonar toda a esperança”.
“Não escutem aqueles que matam à nascença qualquer entusiasmo, ao dizerem que nenhum objetivo vale o sacrifício de uma vida. Não deem ouvidos aos velhos de coração, que sufocam toda e qualquer euforia juvenil”, concluiu o Papa.
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Festas em Honra de Nossa Senhora da Saúde




terça-feira, 29 de agosto de 2017

Bispos contrários à abertura de área na Amazónia à mineração

Governo vai editar nova medida. Área tem mais de 4 milhões de hectares e praticamente do tamanho da Dinamarca

Amazónia (Wikimedia)
(ZENIT – Roma, Ago. 2017).- A Rede Eclesial Pan-Amazónica (Repam) divulgou nota nesta segunda-feira, 28, na qual repudia a extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), feita pelo Governo Federal na última quarta-feira. No texto, o organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) considera que o decreto baixado pelo Executivo “vilipendia a democracia brasileira, pois com o objetivo de atrair novos investimentos ao país o Governo brasileiro consultou apenas empresas interessadas em explorar a região”.
O documento é assinado por uma coligação formada por aproximadamente 200 bispos católicos de Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Venezuela e Suriname.
De acordo com a Repam, nenhuma consulta aos povos indígenas e comunidades tradicionais foi realizada, como manda o Artigo 231 da Constituição Federal de 1988 e a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “O Governo cede aos grandes empresários da mineração que solicitam há anos sua extinção e às pressões da bancada de parlamentares vinculados às companhias extrativas que financiam suas campanhas”, lê-se no texto.
A manifestação da Repam ainda cita como consequências à extinção da área o aumento do desmatamento; a perda irreparável da biodiversidade; a impossibilidade de garantir a proteção da floresta, das unidades de conservação e das terras indígenas; além de representar uma ameaça política para o Brasil inteiro, “impondo mais pressão sobre as terras indígenas e Unidades de Conservação”.
No texto que é assinado pelo presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB e também da Repam, cardeal Cláudio Hummes, e pelo Presidente da Repam-Brasil e Secretário da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, dom Erwin Kräutler.
De outro lado, o Palácio do Planalto informou hoje, que o governo federal editará um novo decreto para descrever, de forma mais detalhada, como será extinta a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). A decisão foi anunciada após as repercussões negativas que a medida, tomada na semana passada, gerou entre ambientalistas, celebridades, a sociedade em geral e até na media internacional.
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