quarta-feira, 19 de julho de 2017

O tweet do Papa: Rezar pelas vítimas das máfias, continuar a lutar contra a corrupção

No dia dos 25 anos do assassinato na Sicilia, do juiz antimafia Paolo Borsellino e dos seus cinco agentes de segurança


(ZENIT – Cidade do Vaticano, 19 Jul. 2017).- “Rezemos por todas as vítimas das máfias, peçamos a força para seguir em frente, para continuar a lutar contra a corrupção”.
Esta é a mensagem que o Papa Francisco publicou hoje na conta @Pontifex em italiano, no dia dos 25 anos do assassinato na Sicilia, do juiz antimafia Paolo Borsellino e dos seus cinco agentes de segurança, ordenado pelo mafioso Toto Riina.
O crime aconteceu 57 depois do atentado na autopista de Capaci, em Sicilia, onde morreram o juiz Giovanni Falconi, sua mulher e mais três homens da segurança.
Diversas foram as iniciativas na Italia para renovar o compromisso na luta e na defesa da legalidade e da justiça.
A 23 de janeiro deste ano, o Papa recebeu no Vaticano os membros da direção nacional italiana de luta contra a Mafia e o terrorismo, acusando as organizações mafiosas de serem um dos rostos da “cultura de morte”.
no dia em que a Itália lembra o 25º aniversário do assassinato do juiz Paolo Borsellino, a polícia da Itália desarticulou o clã mafioso de Brancaccio, um bairro da siciliana Palermo, com a detenção de 34 membros e cúmplices e o embargo de bens no valor total de 60 milhões de euros.
No Senado italiano, o presidente Pietro Grasso pediu um minuto de silêncio em memória à coerência e ao sentido de dever do juiz assassinado que, num “domingo qualquer de verão” se transformou, num instante, “numa ferida que nunca poderemos curar”.
Já o presidente da Itália, Sergio Mattarella, reafirmou que a “máfia não é um mal incontestável, mas um fenômeno criminal que pode ser derrotado”.
O Pe. Luigi Ciotti, presidente de “Libera”, uma entidade italiana de promoção da legalidade e da justiça, pediu coragem por parte das instituições para aprofundar a leitura judiciária dos fatos e as responsabilidades políticas. E advertiu: “hoje, mais do que nunca, é preciso que os homens das instituições falem, dando a sua contribuição em busca da verdade”.
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