quarta-feira, 12 de julho de 2017

O encontro


Que o Espírito Santo conduza estas palavras…

Que não seja eu, mas Tu em mim, Senhor…

Te louvo, Te bendigo pelas graças derramadas em nós, Tua família.

O encontro. Foi o que vivemos no passado dia 2 de Julho na Quinta dos Álamos. O 2º encontro de famílias em ensino doméstico católico. Encontro vivo, deixou ecoar fundo no coração, o encontro amoroso com o Pai. Relembra-nos que, em Cristo, quando um(a) filho(a) pródigo(a) volta a casa do Pai….experimenta, em júbilo, a misericórdia, porque quando, pretensamente, “declara independência” do Pai e saí…corre o risco de se perder eternamente. É pois, pela misericórdia divina, que poderá um dia, regressar. Nesse dia reconhecerá a sua necessidade de conversão e desejará ardentemente voltar…tantas vezes sem suspeitar que já a volta está sendo preparada, há tanto, pela amorosidade do Pai. Ao reflectir sobre isto verifica que, enquanto recusou olhar constantemente a Jesus, era por ele, pacientemente, amorosamente, preparado um regresso…e é então que se reacende o desejo ardente de querer ser fundido nessa chama divina, e regozija-se em tamanho Amor. Amor este que inevitavelmente um dia, certa vez, entenderá, de facto, requerer apenas o seu consentimento ao Seu abandono. 

Nesta caminhada pessoal pela busca de santidade acredito que o encontro de famílias com um ideal comum, a educação no lar, fez parte do plano divino para o meu regresso. Mas educação no lar?…para quê? porquê? para restituir o que é devido. Doar ao lar o seu verdadeiro lugar. Lugar de igreja. E assim, nessa doação diária, lá semear a fé com a Verdade, ensinar a contar com o auxílio divino, viver uma vida de oração familiar. Nessa doação diária, ensinar o arrependimento e o perdão e assim fortalecer as crianças para as provas futuras. Mas também porque lá, no lar, é onde se ensinam lições espirituais através das tarefas domésticas, é onde se ensina a temperança, a atracção pela genuína beleza e o preparo para a vida prática. Lá, no lar, em amorosidade, podemos ajudar na construção da paz que precisa nascer no coração de cada família, para poder vencer os medos, as inseguranças e semear a confiança.

Pode ser, pelo menos, difícil, aceitar uma missão assim, tão avolumada de objectivos aparentemente inalcançáveis. Sim, pode. Sim, é. Sim, sobretudo porque para esta caminhada viajo ainda de “saltos altos”…pela minha ausência de desapego daquilo que, na verdade, nem sequer é meu, mas antes do Senhor. 

Por isso é bom ter companhia para a caminhada! 

Com a amizade entre famílias podemos experimentar então a misericórdia do Senhor, na alegria, no amadurecimento de talentos, na expressão de dons e no acolhimento das diferenças. Ajudarmo-nos com o dom das nossas vidas, das nossas orações, sendo por isso instrumento da paz do Senhor, tem sido a dádiva que Ele nos quer dar, e assim nos vai moldando, como barro vivo, à Sua imagem. Foi pois, por tudo isto, e muito mais, que nos reunimos para celebrar alegremente nesse Domingo a gratidão do acolhimento, imerecido, é certo, mas também destinado. Contámos com a presença de um especial convidado, representante do Pai, o Sr. Bispo D. José Ornelas, que nos trouxe a disponibilidade, o ensinamento, o sorriso num colo generoso de um pai em sua família.

Obrigada Senhor por permitires. Sair…caminhar…, especialmente permitires regressar… mas Senhor, humildemente Te peço, que, pela Tua infinita bondade, faças muitos filhos pródigos a casa regressar. 

Isabel Garcia



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