domingo, 28 de maio de 2017

Papa em Génova: O empresário é a peça fundamental de toda boa economia

Encontro com o mundo do trabalho na siderúrgica Ilva
(ZENIT, 28 maio 2017).- O Papa Francisco chegou a cidade de Gênova as 8h15 da manha do sábado, e depois de ser recebido por as autoridades religiosas e civis teve um encontro com o mundo do trabalho na Siderúrgica Ilva.
Papa respondeu a quatro perguntas, falou que “O mundo do trabalho é uma prioridade humana. Portanto, é uma prioridade cristã, uma nossa prioridade; e também uma prioridade do Papa.”
O Santo Padre indicou as virtudes do empresário: “A criatividade, o amor pela própria empresa, a paixão e o orgulho pela obra de suas mãos, de sua inteligência e a dos trabalhadores. O empresário é a peça fundamental de toda boa economia: não há boa economia sem um bom empresário, sem a sua capacidade de criar, criar trabalho e criar produtos.”
Lembrou que é importante “reconhecer as virtudes dos trabalhadores e das trabalhadoras. Trabalhadores e trabalhadoras devem fazer bem o seu trabalho, porque o trabalho deve ser bem feito. Às vezes se pensa que um trabalhador trabalha porque é bem pago: esta é uma grave falta de estima dos trabalhadores e do trabalho, pois nega a dignidade do trabalho que inicia com o trabalhar bem pela dignidade e pela honra”.
“Quem pensa -precisou o Papa- de resolver o problema de sua empresa demitindo as pessoas, não é um bom empresário: é um comerciante. Hoje, vende a sua gente, amanhã, vende a sua dignidade”.
E denunciou que “uma doença da economia é a transformação progressiva dos empresários em especuladores. O empresário não deve absolutamente ser confundido com especulador: são dois tipos diferentes. O especulador é uma figura parecida com aquela que Jesus no Evangelho chama de ‘mercenário’, em oposição ao Bom Pastor. O especulador não ama a sua empresa, não ama os trabalhadores, mas vê a empresa e os trabalhadores como meios para obter lucro. Demitir, fechar, mudar a empresa não criam nenhum problema para ele, porque o especulador usa, instrumentaliza, se alimenta de pessoas e meios para alcançar seus objetivos de lucro”.
Respondendo à pergunta de uma desempregada, o Santo Padre disse que “quem perde o trabalho e não consegue encontrar outro trabalho bom sente que perde a dignidade, como perde a dignidade quem é obrigado por necessidade a aceitar trabalhos ruins e errados. Nem todos os trabalhos são bons, existem trabalhos ruins, como o tráfico de armas, a pornografia, o jogo de azar, mas também o trabalho de quem não respeita os direitos dos trabalhadores, a natureza ou quem não coloca limites aos horários”.
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