domingo, 28 de maio de 2017

Papa em Génova: O empresário é a peça fundamental de toda boa economia

Encontro com o mundo do trabalho na siderúrgica Ilva
(ZENIT, 28 maio 2017).- O Papa Francisco chegou a cidade de Gênova as 8h15 da manha do sábado, e depois de ser recebido por as autoridades religiosas e civis teve um encontro com o mundo do trabalho na Siderúrgica Ilva.
Papa respondeu a quatro perguntas, falou que “O mundo do trabalho é uma prioridade humana. Portanto, é uma prioridade cristã, uma nossa prioridade; e também uma prioridade do Papa.”
O Santo Padre indicou as virtudes do empresário: “A criatividade, o amor pela própria empresa, a paixão e o orgulho pela obra de suas mãos, de sua inteligência e a dos trabalhadores. O empresário é a peça fundamental de toda boa economia: não há boa economia sem um bom empresário, sem a sua capacidade de criar, criar trabalho e criar produtos.”
Lembrou que é importante “reconhecer as virtudes dos trabalhadores e das trabalhadoras. Trabalhadores e trabalhadoras devem fazer bem o seu trabalho, porque o trabalho deve ser bem feito. Às vezes se pensa que um trabalhador trabalha porque é bem pago: esta é uma grave falta de estima dos trabalhadores e do trabalho, pois nega a dignidade do trabalho que inicia com o trabalhar bem pela dignidade e pela honra”.
“Quem pensa -precisou o Papa- de resolver o problema de sua empresa demitindo as pessoas, não é um bom empresário: é um comerciante. Hoje, vende a sua gente, amanhã, vende a sua dignidade”.
E denunciou que “uma doença da economia é a transformação progressiva dos empresários em especuladores. O empresário não deve absolutamente ser confundido com especulador: são dois tipos diferentes. O especulador é uma figura parecida com aquela que Jesus no Evangelho chama de ‘mercenário’, em oposição ao Bom Pastor. O especulador não ama a sua empresa, não ama os trabalhadores, mas vê a empresa e os trabalhadores como meios para obter lucro. Demitir, fechar, mudar a empresa não criam nenhum problema para ele, porque o especulador usa, instrumentaliza, se alimenta de pessoas e meios para alcançar seus objetivos de lucro”.
Respondendo à pergunta de uma desempregada, o Santo Padre disse que “quem perde o trabalho e não consegue encontrar outro trabalho bom sente que perde a dignidade, como perde a dignidade quem é obrigado por necessidade a aceitar trabalhos ruins e errados. Nem todos os trabalhos são bons, existem trabalhos ruins, como o tráfico de armas, a pornografia, o jogo de azar, mas também o trabalho de quem não respeita os direitos dos trabalhadores, a natureza ou quem não coloca limites aos horários”.
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Papa Francisco condena ‘ataque bárbaro’ a cristãos no Egito

Pelo menos 28 pessoas morreram, incluindo várias crianças, nesta sexta-feira

(ZENIT – Cidade do Vaticano, 26 Maio 2017).- O Papa Francisco fez chegar esta sexta-feira um telegrama ao Presidente da República do Egipto, Abdel Fattah al-Sisi:
“Profundamente entristecido ao saber do ataque bárbaro no centro do Egipto e da trágica perda de vidas e ferimentos causados por este acto de ódio sem sentido, o Papa Francisco expressa sua solidariedade sincera com todos os afectados por este violento ultraje”, lê-se no telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.
E indicou estar “atento, de modo particular, às crianças que perderam a vida”, Assegurou “às famílias enlutadas e todos os que foram feridos das suas orações ardentes, compromete-se a continuar a interceder a favor da paz e da reconciliação em toda a nação”.
Pelo menos 26 cristãos coptas morrerame 25 ficaram feridas hoje no Egito num ataque de homens armados contra dois ônibus e uma caminhonete  que os transportava. O ataque ainda não foi reivindicado, mas coincide com a ofensiva iniciada há alguns meses pelo braço egípcio do grupo extremista Estado Islâmico.
O ataque ocorreu na província de Minya, a sul do Cairo, e o autocarro dirigia-se ao mosteiro de San Samuel. Segundo um funcionário do Ministério da Saúde há um grande número de crianças entre as vítimas.
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Papa em Génova: “Imitar o estilo de Jesus”

Encontro com os bispos o clero, os seminaristas, os religiosos, religiosas, da região italiana da Ligúria

O Papa Na Catedral De Gênova
(ZENIT, 28 maio 2017).- Após o mundo do trabalho, foi o encontro do Papa neste sábado com os bispos o clero, os seminaristas, os religiosos, religiosas, da região italiana da Ligúria, na Catedral de São Lorenço, em Gênova.
O Papa rezou pelos cristãos coptas assassinados no Egito na sexta-feira: “Rezemos pelos coptas egípcios assassinados, porque não quiseram renegar a sua fé”.
Respondendo às perguntas de quatro religiosos, o Santo Padre disse: “Se imitarmos o estilo de Jesus, faremos bem o nosso trabalho como pastores. Este é o crédito fundamental: o estilo de Jesus”.
“Jesus nunca ficou parado e como todos aqueles que caminham, Jesus era exposto à dispersão, a ser fragmentado” indicou, “mas o medo maior ao qual devemos pensar, que devemos imaginar é o de uma vida estática”.
“De uma vida de sacerdote que tem tudo bem resolvido, tudo em ordem, estruturado, tudo está no próprio lugar, com os seus horários de abrir e fechar a  secretaria”.
“O sacerdote que -precisou o Papa- tem tudo planificado, tudo estruturado, geralmente é fechado para as surpresas de Deus e perde aquela alegria da surpresa do encontro.”
Assim “o Pároco não pode ter um estilo de empresário. Deve estar com as pessoas, estar com o Pai. No encontro com o Pai e o encontro com os seus fiéis, se vive esta tensão: tudo deve ser vivido nesta chave do encontro”.
E convidou a fazer-se uma pergunta: “Sou um homem de encontro? Sou um homem do Tabernáculo? Sou um homem da rua? Sou um homem de ouvido, que sabe escutar?
É preciso deixar-se “olhar pelo Senhor” quando estamos diante do Tabernáculo, não rezar “como um papagaio”. E indicou que as murmurações “destroem a fraternidade sacerdotal”.
Convidou a ter “a disponibilidade de ir aos locais onde há mais risco, onde mais precisa, para doar o carisma e inserir-se onde mais precisa. A palavra que uso muitas vezes é periferia, mas digo todas as periferias, não somente a pobreza: todas. Até mesmo a do pensamento.”
E sobre o tema da crise vocacional, disse que existe uma crise que afeta toda a Igreja, todas as vocações, também o matrimônio. “Para aumentar as vocações é preciso investir no testemunho, testemunho da alegria e na maneira de viver”.
“Convido todos -disse o Papa- a ler os trechos da Evangelii Gaudium que fala sobre isso, sobre a necessidade de conversão missionária. Este é o testemunho que atrai vocações.  O testemunho é a chave para vencer a crise vocacional. Um testemunho que não precisa de palavras, mas que através do amor saiba atrair as pessoas”.
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Papa em Génova: encontro com os jovens. Não olhar a vida como turistas

No santuário genovês de Nossa Senhora da Guarda

Francisco com os jovens em Gênova
Francisco Com Os Jovens Em Génova
(ZENIT, 28 maio 2017).- O papa Francisco teve um encontro com os jovens no Santuário genovês de Nossa Senhora da Guarda, onde fez um breve Ato de Consagração a Ela.
Respondendo a quatro jovens, o Papa indicou como ser missionários entre os coetâneos que vivem em situações difíceis.
Francisco disse que a missão deve ser transformadora, “mas há também outro tipo de transformação que muitas vezes não se vê, que é oculta, que nasce na vida de cada um de nós: é a missão; ser missionários nos leva a olhar a nossa realidade com os olhos de Jesus”.
Explicou que não devemos olhar a vida como turistas, com superficialidade, mas em missão, perto das pessoas, às quais devemos falar com autenticidade e transparência. É Jesus que nos envia à missão. Por isso, somos transformados e damos testemunhos da sua Palavra. O Papa convidou a “serem missionários entre os coetâneos é amá-los, olhar em seus olhos, dar-lhes a mão e esperança como se fossem o próprio Jesus.
As pessoas, acrescentou, têm nome e não “adjetivos”, desafiando todos a ter a capacidade de “apertar uma mão que está suja” e olhar nos olhos de quem sofre para lhes dizer: “Tu és Jesus”.
O Papa advertiu os jovens e pediu-lhes espírito crítico perante aquilo que os media apresentam, e “não comer tudo o que colocam no prato”.
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“Exorto todos a uma comunicação construtiva”

Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações sociais

Regina Caeli 28/05/2017, CTV
Regina Caeli 28/05/2017, CTV
“Exorto todos a uma comunicação construtiva que rejeite os preconceitos para com o outro e transmita esperança e confiança ao nosso tempo”, escreveu o Papa Francisco em um tweet, @Pontifex_pt, este 28 maio de 2017, Dia Mundial das Comunicações.
Mensagem para o 51ª Dia Mundial das Comunicações
«“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5).

Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo»


[28 de maio de 2017]

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).
Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.
Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.
Gostaria, pois, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia».
A boa notícia
A vida do homem não se reduz a uma crónica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos «óculos» que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os «óculos» certos?
Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da «boa notícia», que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.
Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – «Eu estou contigo» – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte.
N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não dececiona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.
A confiança na semente do Reino
Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os «óculos» adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, «como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce» (Mc 4, 26-27).
O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.
Os horizontes do Espírito
A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter «plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade» (Heb 10, 19-20). Através «da força do Espírito Santo»,podemos ser «testemunhas»e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra»(cf. At 1, 7-8).
A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.
Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos «canais» vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.
Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.
Franciscus
© Libreria Editrice Vaticana
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Salió de una crisis vocacional preguntándose qué ofrecerle a Dios... y lleva 45 años como misionera

Sor Ida evoca casos de aborto, ruptura familiar... ¡hasta le pidieron la absolución!

Sor Ida Porrino relata sustanciosas anécdotas de una vida entera como religiosa en tierra de misión.
28 mayo 2017


Cuando parecía que sus años de noviciado no iban a concluir haciendo los votos, y un joven aparecía en su vida como para indicarle otro camino, Sor Ida Porrino se hizo la pregunta clave: "¿Qué le ofrezco a Dios?". Ella misma contó en Asia News cuál fue su respuesta a, ahora que se apresta a un radical cambio de destino:

Nací en Montegrosso (Costigliole d’Asti), soy la sexta de ocho hijos de una familia campesina. Mi mamá respetaba nuestras decisiones. Ella quería que sus hijos hallaran su camino y que estuviesen contentos. Mi papá, en cambio, quería que yo fuese enfermera, decía que las religiosas no tienen una posición muy elevada en la Iglesia. Mi hermano entró en el seminario de los salesianos y luego salió, y entonces yo sentí que teníamos una deuda con la Iglesia: un hijo sacerdote hubiese estado mejor, pero, en el fondo, ¡una religiosa también estaba bien!

¿Por qué elegí a las Hijas de San Pablo? Las hermanas salesianas me seguían, a través de mi hermano, pero a decir verdad, no me atraían. Una vez, las Hijas de San Pablo vinieron a nuestra parroquia, las vi plenas de vida y espontáneas, no nos gritaban porque el vestido fuese demasiado corto o demasiado largo, o porque debiese llevarse el velo cuando se iba a misa.

Si una puede hacerse religiosa manteniendo la propia originalidad, entonces puedo pensar en el tema. Yo estaba en la escuela media. Luego fui a Alba para hacer magisterio; en cambio, mi hermano, el que inicialmente había pensado en ser salesiano, llegó a ser abogado, porque mi papá invertía en nuestro futuro y en nuestra instrucción.

El apostolado de Don Alberione
Cuando estaba siguiendo los cursos de magisterio en Alba, vivía en un pensionado que pertenecía a las Hijas de San Pablo. Luego conocí a Don Alberione y a las monjas que lo habían seguido.

Santiago Alberione (1884-1971) fundó en 1914 la Sociedad de San Pablo, germen de toda la familia paulina, consagrada a la difusión apostólica de publicaciones. Fue beatificado en 2003 por San Juan Pablo II.
Me conmovían su fervor y el ambiente de familia en el que vivían. Don Alberione era bajito, algo encorvado, en un primer momento quedé decepcionada: estaba acostumbrada a ver campesinos robustos en mi familia. Pero enseguida, al escuchar una homilía suya, entendí las razones que hacían de él un hombre que atraía e inspiraba el corazón de las personas.

Si a esto le sumamos que la vida de las monjas me atraía por su estilo de pertenencia, más parecido al de una familia que al de un instituto por el hecho de no ser demasiado estructurado sino dejar lugar para el contacto humano, resulta fácil entender a posteriori las razones de mi elección.  

Por ejemplo, no se conocían los castigos. Si mi hermano hubiese roto un vaso en el seminario menor, la familia habría tenido que pagarlo. Para nosotras no era así. Recuerdo con mucha claridad que, sin darme cuenta, rompí una de las máquinas para la impresión de libros. La responsable me llama y me dice el precio del daño causado, y enseguida pensé: “Me equivoqué a lo grande. ¿Ahora quién le dice a mi padre que hay que pagar esta costosa pieza que debe cambiarse?” Pero inesperadamente, ella me dice que quiere que sepa el coste, pero no para hacerme pagar por el daño, sino para que yo entienda el precio de las cosas. Este tipo de actitud te hace sentir parte de una familia y te hace responsable. Así, aquella semana hice horas extras de manera voluntaria, los cinco días laborables de la semana.

Me agradaba su vida de apostolado, ir donde las familias y probar nuevos modos de aproximarse a la gente: recuerdo que un año fuimos a la playa vestidas con ropa de civil, pues de habernos vestido con el hábito ¡seguro que no habríamos sido aceptadas!

Crisis vocacional
De todos modos, al final de mi formación llegó un momento de crisis interior. Entonces volví a vivir llevando vestimenta de civil por un cierto período. En ese momento ya no sabía por qué me había hecho monja. ¿Había tomado la decisión siendo demasiado jovencita? ¿O acaso quería reparar el hecho de que mi hermano había dejado el seminario?

Estuve fuera casi un año. Era libre de volver a mi casa, pero no quería volver con mi familia, no hubiese sido el ambiente apropiado para tomar una decisión definitiva. Así que viví en la hospedería ayudando a las hermanas, pero haciendo una vida independiente. Hice los ejercicios en un instituto de clausura; en el ínterin también conocí a un joven muy despierto. ¿Tal vez debía casarme? ¿O dedicarme simplemente al servicio social? ¿O ser maestra de escuela primaria?  

Mientras tanto, el tiempo pasaba, y no lograba encontrar la solución a este dilema, estaba enfadada con Dios, no entendía qué debía hacer. Luego comencé a pensar más seriamente: ¿qué le ofrezco a Dios? Le ofrezco mi capacidad de amar y mi libertad. Dándole estas dos cosas me sentí conforme, en cambio si le hubiese dado algo marginal, dentro mí habría sentido que no estaba siendo lo suficientemente generosa con Dios.
Luego hice la profesión perpetua, cuando estuve otra vez contenta conmigo misma, cuando me parecía haber vuelto a la época de noviazgo: sentía dentro mí toda una fuerza nueva.


En Taiwán, rodeada de personas no cristianas
Hacer la profesión perpetua tras una crisis profunda fue como pasar a través del desierto y la experiencia pascual. Así que pedí hacer la profesión perpetua para Pascua, el 2 de abril de 1972. Al mismo tiempo, la superiora general necesitaba a 22 misioneras para América Latina, África y Asia. Yo pedí ser enviada pero, a decir verdad, pensaba que, recién salida de una crisis interior, no se fiarían de mí porque no daba ninguna garantía. En cambio, llegó la carta de aceptación para las misiones.

Yo prefería ir a Bolivia, por eso empecé a estudiar español por mi cuenta. Luego llegó una de las consejeras generales, que dijo que la lista para América Latina ya estaba completa. Y enseguida agrega: “Tú irás a Taiwán”. “¡Taiwán! ¿Dónde está Taiwán?”, pregunto. Dado mi carácter, yo sentía que no me adaptaba a Oriente, pensaba que allí eran todos educados y mesurados.  Pero mis objeciones no se mantenían en pie, la superiora general ya había tomado la decisión.

Luego no supe cómo decírselo a mi familia, porque estábamos muy unidos. Mi mamá me preguntó: “¿Dónde te mandan?” Le dije “Un poco lejos”. Y ella: “¿A Roma?” Luego entendió y aceptó esta misión mía, a diferencia de mis hermanos y de mi padre, que querían reunirse con mi superiora para disuadirla.  Al principio titubeé, pero luego, tras hacer un bellísimo curso para misioneras, me sentí muy alentada y encontré el impulso para partir.

Llegué a Taipei hace 45 años, el primero de diciembre de 1972. Partí sin miedo, pero cuando llegué al aeropuerto hubiera querido salir de inmediato en el vuelo de regreso y volver a casa. No entendía nada de lo que decían y me preguntaba: "¿Dónde fui a caer?"

Un país no cristiano... una experiencia útil ahora en los que sí lo son
Pero el Señor me conocía más de lo que yo me conocía a mí misma, y aquí, en Oriente, me hallé muy a gusto. El arte oriental y la música me atrajeron muchísimo, la caligrafía de las pinturas chinas de volvió un motivo de consolación e inspiración.  Encontrarme con gente que no era cristiana fue, sin lugar a dudas, un gran reto: debía responder a preguntas que nadie me había hecho jamás. Descubrí razones mucho más profundas para mi fe, que jamás habría buscado de haber permanecido en un ambiente totalmente “católico”.

Visité los templos budistas para entender cómo acercarme a los fieles de otras religiones. Por ejemplo, el templo que estaba cerca de nosotras había sido construido por un general del ejército, que durante la guerra había matado a muchísimas personas y por esta razón no lograba encontrar la paz. Poco a poco, este general, al recluirse a vivir en el templo, volvió a hallar una tranquilidad interior.

Reflexionando sobre la misión de Jesús, entendí más profundamente el hecho de que él se haya encarnado para acercarse a nosotros. En Europa, jamás hubiera pensado en ciertos temas. Ahora, en cambio, casi cincuenta años después, ¡Europa ha vuelto a ser tierra de evangelización! Quizás podemos compartir nuestras experiencias de misión y hacer ver, por ejemplo, cómo la gente, cuando tiene problemas, viene a rezar con nosotros, y así, usamos simultáneamente salmos de la Biblia y poemas de sabios orientales.

El camino del perdón
Las experiencias apostólicas y pastorales aquí, en Taiwán, han sido bellísimas. Un muchacho, bautizado de pequeño pero que luego fue alejándose de la vida de la fe, que desempeñaba un alto cargo en el gobierno, un día vino y comenzó a contarme su vida.  Cuando terminó, me pidió la absolución, diciendo que un sacerdote no lo entendería. Yo lo convencí de que fuera a ver a un sacerdote anciano, que sin embargo, en esa oportunidad, se mostró muy cerrado. El joven volvió a la librería deprimido. Yo tuve un sentimiento de culpa, y él me confirmó: "¡Te dije que no funcionaría!". Entonces le aconsejé ir a ver a un sacerdote joven. Recuerdo que estábamos en medio de un tifón y llovía sin parar. Llamé al cura y le dije simplemente: “Llegará un joven para una confesión, recuerda que Dios es amor”. El sacerdote fue muy comprensivo, el muchacho quedó muy conmovido por este sacerdote que lo aguardaba afuera, en la calle, todo empapado, para ofrecerle el tiempo para la confesión.   A partir de ese día, ese joven comenzó a reconstruir su propia vida y a reconstruirse a sí mismo.

Católicos en una iglesia de Taiwán.
En otra ocasión, en la Feria Internacional del Libro, aquí, en Taipei, recuerdo que una vez llegó una mujer llorando, y que me contó su experiencia familiar, muy difícil, por cierto. El marido la trataba peor que a una sierva. Una vez, ella entró en una iglesia y vio el crucifijo y enseguida dijo: “Ésta es mi religión. El budismo me ayuda, pero no me quita el sufrimiento: si este Dios da sentido al sufrimiento, ésta es mi religión”. Luego del bautismo, encontró la fuerza para enfrentarse al marido y para hacerse respetar como mujer, y como mujer ella encontró a Jesús directamente, sin ninguna mediación de misioneros o de otros fieles.

Esto es algo que me gusta de nuestra vida: el hecho de que nuestro apostolado nos lleve a ambientes de vida, de la gente real. En otra feria internacional, una muchacha de 23 años me confía que acababa de hacerse un aborto: era budista y se preguntaba cuántas veces tendría que renacer para pagar por el hecho de haberle negado la vida a su hijo. Le dije simplemente: “Dame este niño a mí, y yo restituyo la deuda que le debes”: recuerdo que en la comunidad también rezamos por su niño. Con ella nació una fuerte amistad. La muchacha se sintió aliviada por ese encuentro nuestro, le parecía que se había quitado de encima una carga absurda, que cada día pesaba sobre su estado de ánimo interior. Creo que éstas son experiencias muy profundas en lo que se refiere a compartir, que quizás resultan impensables en otras vocaciones.

El envío a Pakistán
Ahora estoy por comenzar otro capítulo de mi vida: la superiora general, sor Anna Maria Parenzan, me llamó el mes pasado y me dijo: “Como ahora ya no eres la superiora provincial y puesto que de nuestras hermanas en Asia tú eres la que está más libre, te envío a Pakistán. Tenemos 18 monjas en esa región, ¡aprende el urdu y luego partes!”

Sor Anna Maria Parenzan, superiora general de las paulinas.
Yo no había pensado en un cambio tan grande. Me siento igual que Nicodemo: “¿Cómo puede renacer un anciano?”. Pongo esta nueva aventura en manos de Jesús.

Cuando me lo dijeron, me sentí sacudida interiormente. Nuestra vida en Pakistán a veces no es fácil, pero sé que me arrepentiría si me negase a ir. No sé cuál será el resultado, pero sé que ahora puedo ofrecerme yo misma. De Taiwán me llevo experiencias riquísimas, incluso de la cocina. Luego de un primer momento de incertidumbre, ahora me siento más libre y menos aprensiva con respecto al futuro, aunque a veces me sienta muy impaciente.

[Xin Jage, de Asia News, le pide a sor Ida que firme el libro ilustrado que fue publicado para el 50º aniversario de la llegada de las Hijas de San Pablo a Taiwán. Ella lo comenta.]

Comenzamos nuestra misión en Kaohsiung, y hace algunos años, con nuestras hermanas, escribimos el libro, son muchas experiencias juntas, que están acompañadas por ilustraciones de una artista famosa, autora de varios libros, casada con un artista japonés. Ella estaba interesada en las historias de las monjas jóvenes, quería escribir nuestras experiencias de una manera humorística, y así fue como recogimos nuestros recuerdos y nuestras historias taiwanesas.

El hecho de escribir y difundir libros con contenidos constructivos es muy importante, y es algo que está en el corazón de nuestra misión: recuerdo que cuando íbamos a visitar a las familias que vivían cerca de los franciscanos de Taishan conocimos a una costurera. Cuando le vendimos un libro sobre la familia, lo compró y nos pidió que nos fuéramos de allí.  Después de dos años, nos hizo entrar a su casa y vimos cuán interesada estaba por los libros sobre la familia. Luego nos contó que cuando pasamos por allí dos años antes, ella se estaba separando del marido, pero que gracias al libro, que contenía consejos muy simples sobre la vida en pareja, comenzó a prestar mucha atención a los detalles de todos los días, a cocinar platos muy buenos para el marido y las hijas.

Esto es un ejemplo de una familia que en aquella ocasión halló inspiración a partir del contenido de nuestros libros, y esto me ha hecho entender la importancia de los medios.

Ahora, en Pakistán, continuaré esta misión, tenemos varias tiendas, ¡una de ellas está en la calle principal de Lahore!


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Foro One of Us: premio al ex abortero Bruchalski y Puppinck da razones provida a la Unión Europea

28 mayo 2017


John Bruchalski dirige en Virginia la clínica Tepeyac,
alusión a Guadalupe.
Este sábado se celebró en Budapest (Hungría) el segundo Foro Europeo por la Vida, organizado por la Federación One of Us (Uno de Nosotros), que preside el ex ministro español Jaime Mayor Oreja.

Durante el encuentro le fue entregado el premio Un Héroe por la Vida al ginecólogo norteamericano John Bruchalski, quien tras licenciarse en Medicina en 1987 y practicar abortos durante varios años, vivió una conversión religiosa en el santuario de la Virgen de Guadalupe y en 1994 fundó en Virginia (Estados Unidos) la Clínica Tepeyac, que desde entonces ha ayudado a dar a luz a más de diez mil mujeres en situacion de riesgo de aborto, sean cuales sean sus creencias o situación económica.

"Recibir este premio es un honor inmerecido e incómodo porque supone un reconocimiento al hecho de haber dejado de matar a la familia humana", declaró Bruchalski a ABC. Explicó que vivió "con el corazón endurecido" mientras practicaba abortos, hasta que comprendió que "quitarse los problemas de encima con un aborto es repugnante".

JGregor Puppinck es uno de los principales valedores de la vida del no nacido ante las instituciones europeas, y también de la objeción de conciencia de los médicos ante el aborto o la eutanasia.

La jornada de One of Us contó con la colaboración del Centro Europeo por el Derecho y la Justicia que preside Gregor Puppink, quien declaró a L'Homme Nouveau que es esencial combinar a nivel europeo "la defensa política de todas las vidas humanas" con "la integración del combate provida en la evolución cultural de nuestro tiempo".

Puppink advirtió además de que los gobiernos europeos (por ahora "voluntariamente ciegos") deben ser conscientes de las "consecuencias sociales del aborto, en particular el envejecimiento de la población, el debilitamiento del vínculo afectivo y de las familias, la desacralización de la vida humana, la caída demográfica y su compensación mediante inmigración extra-comunitaria. La caída de la natalidad y la fragilización de las familias están entre las causas principales de la actual crisis de Europa, y son también síntomas de una sociedad depresiva".

"La mayor parte de los gobiernos europeos claramente no quieren pagar el precio de una política respetuosa de la vida humana", reconoce Puppinck, "pero el beneficio de esa política a medio y largo plazo es considerable". Y aunque hay que admitir "el apego de nuestra sociedad al aborto", el cambio es posible, como demuestran los casos que cita de Estados Unidos o Polonia, y ahí "el papel de la Iglesia es primordial".

Por último, Puppinck critica la hipocresía de la cultura europea ambiente y su indiferencia ante la persecución de los cristianos, relacionada también con la tolerancia al aborto: "A pesar de los grandes discursos sobre los derechos del hombre, la sociedad tolera tranquilamente los sacrificios de vidas humanas cuando nuestra propia existencia no se ve amenada. Es el caso del aborto, que no amenaza directamente nuestra vida individual. Y es también el caso de ciertas minorías demasiado débiles y pobres para que merezcan nuestra simpatía. A menudo su sacrificio es incluso útil para nuestra comodidad".


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Quem se salva já não lê jornais?

Bom dia!
Hoje é um domingo especial para nós, com a celebração do 51.º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Este ano, o Papa apela a ‘Comunicar a esperança e a confiança no nosso tempo’, quebrando a lógica de “notícias más” e rejeitando o sensacionalismo.
Um dia para refletir sobre o nosso trabalho e a missão de todos os comunicadores, desafiados num tempo em que desaparece a confiança nas mediações tradicionais, mas em que aumenta desmesuradamente a credulidade em fontes de informação falsas. Um mistério.
A frase que abre esta mensagem não é originariamente uma pergunta, mas uma afirmação – faz parte de uma das músicas da banda brasileira ‘The Baggios’. Para mim, como jornalista, no entanto, é um questionamento. E tantas vezes na vida o mais importante mesmo é a questão…
O sábado de trabalho foi preenchido, essencialmente, entre dois polos: Fátima e Génova.
Na Cova da Iria encerrou-se o colóquio histórico sobre o centenário das aparições, que deixou clara a necessidade de se continuar a investigar um fenómeno fundamental para a história de Portugal e do mundo no século XX.

Já em Génova, onde o Papa se apresentou como filho de imigrantes italianos, o dia foi preenchido com vários encontros nesta cidade costeira, terra de navegadores, que recebeu Francisco em festa. Sem esquecer os cristãos assassinados no Egito e os mais desfavorecidos.

Desejo-lhe um santo domingo e um dia cheio de boas notícias. Ou melhor, da boa notícia.
Octávio Carmo

sábado, 27 de maio de 2017

29 cristianos asesinados en Egipto, al ser ametrallados los buses en los que peregrinaban

26 mayo 2017


Uno de los autobuses atacados.

Veintiseis muertos confirmados hasta el momento por el Ministerio de Salud es el balance del atentado sufrido en la mañana del viernes por tres autobuses que trasladaba a un grupo de cristianos coptos desde la provincia de Beni Suef en peregrinación al monasterio de San Samuel en Maghagha, en la región de Menia, 220 kilómetros al sur de El Cairo. Hay un número similar de heridos que han sido trasladados a hospitales cercanos.

El monasterio de San Samuel, quien gobernó una comunidad de un centenar de monjes en el siglo VII, incluye cinco iglesias y zonas ajardinadas, y es un destino habitual de peregrinaciones infantiles.

Los asesinos, entre ocho y diez hombres enmascarados y ataviados como si se tratase de militares, detuvieron el convoy en la carretera cerca del pueblo de Al Adua y ametrallaron a los pasajeros, entre los que había un grupo de niños, de los que parece que solo han sobrevivido tres.

Las autoridades temen que el número de víctimas aumente por la gravedad del estado de algunos heridos.

Por el momento no hay reivindicación, pero todo apunta a un nuevo crimen de la rama egipcia de Estado Islámico, que prometió, poco antes de la visita del Papa de finales de abril, "limpiar de cristianos" el país. El atentado se produce en víspera del comienzo del Ramadán. La última gran masacre se había producido el Domingo de Ramos, cuando 45 personas perdieron la vida en un doble atentado en sendas iglesias de Tanta y Alejandría.
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La encina de Fátima, el arma del rosario... y una bella historia del árbol con fama de sagrado

Gloria Riva, religiosa experta en arte, explica por qué la Virgen se apareció en ese arbusto

¿Fue casualidad que la Virgen se apareciese precisamente en lo alto del arbusto de una encina?
27 mayo 2017


La Virgen de Fátima se apareció a San Francisco Marto y Santa Jacinta Marto y a Sor Lucia Dos Santos sobre una encina. ¿Por qué fue esto así? La pregunta es pertinente porque la encina es un árbol cargado de significación simbólica, tal como explica Sor Gloria Riva en un artículo publicado en Avvenire bajo el título "La encina de Fátima y el arma del Rosario" y que recoge y traduce Cari Filii News (los ladillos son de ReL):

Sor Gloria Riva tiene un blog en Avvenire donde, entre otras cosas, extrae lecciones teológicas de las grandes obras de la pintura clásica.

La Virgen María se apareció en 1917 a los pastores de Fátima sobre un Quercus ilex, comúnmente llamado encina. La simbología de este árbol hunde sus raíces en la antigüedad. Para los griegos la encina era, en general, el árbol sagrado dedicado a Júpiter. Debido a su longevidad y robustez, siempre fue considerado parábola de la eternidad.

En lo concreto, en cambio, la encina estaba asociada a la desventura: su follaje umbroso, con las frondas siempre verdes, hacía que los bosques de encinas fueran impenetrables; de ahí su reputación de planta funesta.

Bella historia sobre la Cruz
Pero no es así para la cristiandad que, al contrario, le regala a la encina un papel sin precedentes. Se narra cómo, tras la condena a muerte de Cristo, todos los árboles se negaron a ofrecer su madera para fabricar la cruz. Bajo los golpes de los leñadores y los carpinteros todas las maderas se rompían en pedazos.

La encina fue el único árbol que no se rebeló porque comprendió que Cristo, con la cruz, redimiría al mundo y salvaría a la creación de la caducidad de la muerte. No es casualidad que San Egidio, tercer compañero de San Francisco de Asís, en sus visiones en que aparecía el Salvador, éste estaba junto a una encina, símbolo del crucifijo.

San Egidio (o San Gil): en sus éxtasis veía con frecuencia a Cristo crucificado.

Se comprende mejor por qué la Virgen María se apareció a los tres pastorcillos de Fátima sobre este árbol. El anuncio de la Virgen se sitúa dentro de la gran obra de salvación que Cristo lleva a cumplimiento en la cruz, y que se debe actuar en la historia a través del cuerpo místico de la Iglesia.

Aparición cristiana... por si alguien lo duda
A pesar de la homonimia entre la Fátima portuguesa y la única hija de Mahoma, los símbolos que rodean a la Virgen durante la aparición indican claramente que es una aparición cristiana. De hecho, entre los árboles citados en el Corán no se encuentran ni la encina ni el más genérico roble, mientras que son numerosas las obras de arte que representan a la Virgen encima o junto a este árbol.

Rafael, Sagrada Familia del Roble.

Una de las más famosas es la Sagrada Familia del roble, de Rafael, en la que San José, pensativo, se apoya en las ruinas de un templo pagano (ya caído), mientras que la Virgen está sentada delante de un roble, con San Juan Bautista niño entregándole el pergamino del Ecce Agnus Dei a Cristo, indicando así, con la complicidad del roble, el destino que abrazaría el Mesías.

Un cuadro para un Rosario en expansión
Pero la imagen más sugestiva que vincula, con gran anticipación, las apariciones de Fátima al arte es la Virgen del árbol seco, obra de Petrus Christus, artista holandés del siglo XV.

Petrus Christus, Virgen del árbol seco.

Aquí María aparece sobre un árbol espinoso, el mismo sobre el que estaba el Salvador para llevarnos a la gloria, y lleva en brazos a Cristo Niño, cuyo cuerpo está cubierto con el paño blanco de la resurrección. Jesús le entrega a su Madre el fruto de su Pasión, que volverá a abrir a la humanidad el jardín donde se halla el árbol de la vida. Ese fruto que los progenitores habían robado ahora nos lo regala Cristo por la gracia.

Hay quince letras que cuelgan de las ramas secas del árbol, referencia a los 150 Ave María que formaban el Santo Rosario antes de la introducción de los Misterios Luminosos. La difusión del Rosario en Europa data de 1475, mientras que el cuadro de Petrus Christus es de 1465. Con diez años de antelación, este artista propone a los fieles ese arma de salvación que también la Virgen de Fátima, quinientos años más tarde, indicará como instrumento para vencer el drama de la descristianización del mundo contemporáneo.

Traducción de Helena Faccia Serrano.

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