sábado, 8 de abril de 2017

Santa Sé pede proteção para os civis na Siria

(ZENIT – Roma, 7 Abr. 2017).- O Secretário para as Relações com os Estados da Santa Sé, Dom Paul R. Gallagher, num discurso nesta quarta-feira em Bruxelas, falou na Conferência sobre o tema “Apoiar o futuro da Síria e da região”, informou Radio […]


foto: AIS
(ZENIT – Roma, 7 Abr. 2017).- O Secretário para as Relações com os Estados da Santa Sé, Dom Paul R. Gallagher, num discurso nesta quarta-feira em Bruxelas, falou na Conferência sobre o tema “Apoiar o futuro da Síria e da região”, informou Radio Vaticano.

A crise entrou no seu sétimo ano e “a Santa Sé continua profundamente preocupada pelo imenso sofrimento humano que atinge milhões de crianças inocentes e outros civis, que continuam a ser privados de ajudas humanitárias essenciais, como estruturas médicas e educação. Exorta ainda ao pleno respeito do direito humanitário internacional, especialmente no que diz respeito à proteção das populações civis, garantindo-lhes o acesso aos cuidados médicos necessários. A Santa Sé manifesta ainda a sua preocupação pelas condições e tratamento dos prisioneiros e detidos”, disse Gallagher.

O objectivo da conferência quer “renovar os compromissos humanitários assumidos pela comunidade internacional no ano passado em Londres, e procurar as melhores formas de apoiar uma solução política duradoura para a crise na Síria, que seja inclusiva e guiada pelos sírios”.

Dom Gallagher lembrou o apelo do Papa Francisco à comunidade internacional “para que trabalhe com diligência para dar vida a negociações sérias que coloquem para sempre a palavra fim ao conflito, que está provocando um verdadeiro desastre humanitário” e para que cada uma das partes em causa considere “como prioridade o respeito do direito humanitário internacional, garantindo a proteção dos civis e a necessária assistência humanitária à população”.

“A Santa Sé – disse o representante vaticano – aprecia a ênfase colocada nesta conferência de doadores de ajudas humanitárias e os esforços para apoiar o cessar-fogo e uma solução política para a crise, e une a sua voz aos apelos em favor de mais financiamentos para auxiliar os deslocados internos, os refugiados e as comunidades de acolhimento em países vizinhos que sofrem o impacto”. Em seguida, assegurou que no próximo ano a Igreja Católica continuará empenhada em prosseguir a sua assistência humanitária.

Don Gallagher disse que a Santa Sé e da Igreja Católica, através da sua rede de organizações de caridade, ajudou a fornecer 200 milhões de dólares para a assistência humanitária para beneficiar diretamente mais de 4,6 milhões de pessoas na Síria e na região: “na distribuição de ajuda, as agências e as entidades católicas não fazem distinção quanto à identidade religiosa ou étnica daqueles que precisam de ajuda e sempre procuram dar prioridade aos mais vulneráveis e mais necessitados. Esta abordagem também foi demonstrada através da abertura, em janeiro, de um centro Caritas na parte muçulmana de Aleppo e o projeto ‘Hospitais abertos’, que busca abrir os hospitais católicos em Aleppo e Damasco, e torná-los totalmente operativos para as necessidades da população local, especialmente os pobres e desfavorecidos”.

“Motivo de profunda preocupação continua a ser para nós a situação de vulnerabilidade dos cristãos e das minorias religiosas no Oriente Médio que sofrem excessivamente os efeitos da guerra e da agitação social na região, a tal ponto que sua presença e sua existência são altamente ameaçadas. Como o Papa Francisco repetidamente recordou, a sua presença permanente pode permitir-lhes cumprir seu papel histórico e fundamental em contribuir para a coesão social daquela sociedade, o que será de fundamental importância para o futuro de toda a região” concluiu o arcebispo.

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