sábado, 15 de abril de 2017

Páscoa: Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, Nossa Redenção!


Neste momento em que, de modo especial, nos preparamos para celebrar o Mistério Pascal da Redenção, é útil rever para refletir e aprofundar na riqueza incomensurável que encerra.
 
O Homem criado à imagem e semelhança de Deus, era templo vivo de Deus. Com a “queda” – o pecado original – esse templo foi destruído, mas a Sabedoria de Deus, já havia traçado um plano para a reconstrução – O Mistério da Redenção…
 
Trata-se de um dos Mistérios mais sublimes e importantes da Fé Cristã! Diz respeito a todos e a cada um de nós, pois através dele, as Portas do Céu, fechadas pelo pecado, foram reabertas para toda a Humanidade. Jesus, abrindo os seus braços sobre a Cruz e nela morrendo, abriu – no – las novamente e para sempre …
 
Diz, a propósito, o Catecismo da Igreja Católica: “Nisto consiste a Redenção de Cristo: `Ele veio dar a sua vida em resgate por muitos` ( Mt 20,28 ), isto é, “Amou os seus até ao fim”  (Jo 13, 1).
 
Trata-se de um mistério de amor e salvação. Amor que impeliu Jesus até ao sacrifício de si mesmo para a plena glorificação de Deus e o resgate dos homens, reconciliando-os com Deus”.
 
Escreve o Papa Polaco: “No Gólgota, Cristo fez da sua própria vida uma oferta de valor eterno, uma oferta `redentora`, que reabriu para sempre a estrada da comunhão com Deus, interrompida pelo pecado” (João Paulo II, 2000, disponível em www.vatican.va).
 
Com esta breve reflexão sobre o Mistério Redentor de Cristo, fica claro que por meio do Seu Filho, Deus renova a sua aliança de amor outrora realizada na criação. Assim, o Deus Criador torna-se também o Deus Redentor, em Jesus Cristo, e o homem reencontra a grandeza e a dignidade da humanidade criada para a comunhão com Deus.
Deste modo, a Redenção Humana realizada por Jesus Cristo, é uma iniciativa da bondade e da misericórdia de Deus. Ele quis propor a Salvação ao homem.
 
Na Constituição Dogmática Dei Verbum, encontramos claramente esta iniciativa divina: “Aprouve a Deus, em sua bondade e sabedoria, revelar – Se a Si mesmo e tornar conhecido o mistério da sua vontade, pelo qual os homens, por intermédio de Cristo, se tornam participantes da natureza divina”, (DV2). Assim, “o Mistério Pascal da Cruz e da Ressurreição de Cristo está no centro da Boa Nova que os apóstolos e todos os cristãos, na esteira deles, devem anunciar ao mundo. O projeto salvador de Deus realizou-se “uma vez por todas” pela morte redentora de seu Filho, Jesus Cristo” (Cat. Ig. Cat.& 571).
 
São Paulo diz-nos: “fostes comprados por alto preço…”

A Quaresma, prestes a terminar, é um bom momento para deter-nos a considerar que a Redenção continua a fazer-se no dia a dia, “Cada vez que se celebra no altar a Santa Missa que torna presente o Sacrifício da Cruz, pelo qual se imola Cristo nossa Páscoa, realiza-se a obra da nossa redenção” (Conc. Vat. II, Lumen gentium).
 
Por tudo isto, cada Missa possui um valor infinito; os frutos em cada pessoa dependem das disposições pessoais.
 
Realiza-se também a Redenção, de modo diferente ao que foi dito sobre a Missa, em cada uma das nossas conversões interiores e quando recebemos bem preparados e com piedade cada um dos Sacramentos, que são como “canais da graça”…
 
A propósito do Sacramento da Reconciliação, o Papa Francisco pede a todos: “Com convicção, ponhamos novamente no centro o Sacramento da Reconciliação (a Confissão), porque permite tocar sensivelmente a grandeza da Misericórdia. Divina. E será, para cada penitente, fonte de paz interior”. Querendo dizer que a confissão deverá estar no centro  da vida da Igreja, de cada cristão, como um empenho primordial dos confessores e dos fiéis em geral.
 
Por tudo isto, o Papa Francisco convida com veemência à conversão: Diz: “este é o momento favorável para mudar de vida! Este é o tempo de se deixar tocar o coração… Deus não se cansa de estender a mão”…E insiste em que Deus com infinita Misericórdia oferece ao pecador “uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar”…para perdoar!
  
Em síntese: A Redenção realizou-se uma só vez, mediante a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, e atualiza – se agora em cada homem, de um modo particularmente intenso, quando participa intimamente do Sacrifício da Missa!
Maria Helena Marques



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