terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

"Uma Senhora mais brilhante que o sol"

Era assim que os três pastorinhos falavam de N. Senhora. Não sabiam quem era a Senhora e o que queria deles até ao momento em que Lhe perguntaram para satisfazerem a curiosidade própria e a alheia.

Porquê três crianças pequenas e analfabetas? Os desígnios de Deus são muito diferentes dos nossos.

Foram a  simplicidade e candura destas crianças que pastoreavam todo o dia, brincavam, jogavam, cantavam, que eram obedientes aos seus pais levando todos os dias as ovelhas para o monte e rezarem o terço depois da merenda que fizeram "aparecer" a Mensagem de Fátima. 


Saíam de manhã todas contentes e alegres porque eram primos amigos e se entendiam muito bem não faltando pelo meio alguns amuos próprios da idade e da convivência diária.

Crianças nas  quais não existia  duplicidade e, por isso, acreditaram em tudo o que a "A Senhora mais brilhante que o sol " lhes queria comunicar. Foram fiéis  ao compromisso de irem todos os dias 13 de cada mês à  Cova da Iria. Mas no mês da festa de Santo António quando os pais as proibiram de verem a Senhora porque a festa de Santo António era melhor, a Jacinta respondeu muito despachada: "o Santo António é feio e a  Senhora é linda ".

Crianças que conseguem guardar segredo mesmo quando o senhor administrador as queria  fritar numa caldeira de azeite almas inocentes que nos servem de exemplo para a nossa incoerência perante  coisas muito mais  simples.

Foi nos simples e humildes que N. Senhora encontrou  terreno para transmitir um alerta ao mundo dos erros que os homens espalhariam se não se convertessem. Vislumbrava-se uma ligação ao sobrenatural que os Pastorinhos entenderam muito bem. Por isso faziam tudo o que a Senhora lhes dizia e não queriam faltar ao encontro mensal do dia 13.

Todos estes acontecimentos marcados  pela fé preparam-nos agora para a comemoração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora.

Adelaide Figuinha
Professora








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