terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Indignação de sofá

 
Aí está mais uma semana, depois de um domingo cheio de histórias!
Foi neste domingo que li uma expressão é muito feliz... Ela reflete muitas atitudes, minhas, tuas, nossas… E sobre variadíssimos acontecimentos.

“Indignação de sofá”. É esta a experiência. Foi dita no Encontro de Animadores Sociopastorais das Migrações, que decorreu em Leiria, e procurou respostas à perguntas “Refugiados: Euros ou pessoas?” E qual a resposta…? Está no comunicado final!

Quando li esta expressão, pensei também nos jornalistas. Tudo por causa do 4º Congresso de Jornalistas Portugueses, que terminou este domingo, em Lisboa (votação da "Resolução Final" na foto, de Zita Moura / Universidade de Coimbra). Os participantes neste encontro entre jornalistas deixaram essa “indignação de sofá” bem distante para debater os problemas da classe e procurar formas para “afirmar o jornalismo” no contexto atual, apesar de todos os problemas, como refere a resolução final deste Congresso. Se, por um lado, os jornalistas são os grandes mediadores da “indignação do sofá”, porque alimentam a revolta de quem não sai do “bem-bom”, é sobretudo pelo trabalho de risco dos jornalistas que é possível agir, sair do sofá e procurar mudanças. E todo o jornalismo é uma rejeição da “indignação do sofá!

Nesta atitude, o Papa Francisco também é exemplo. Pelo que disse este domingo sobre os refugiados, nomeadamente os menores, e pelo gesto que quis ter: batizar 13 crianças nascidas depois dos terramotos que atingiram a região central da Itália.
Esta semana, várias dioceses promovem tempos de formação dos sacerdotes: as três do Sul - Algarve, Beja e Évora -, Leiria-Fátima, Lamego e Viana do Castelo (pelo menos…).

Há outras dioceses em jornadas de formação permanente do clero? Diga-nos! Envie para agencia@ecclesia.pt o que vai acontecer e as histórias que dão reportagens interessantes!

Desejo-lhe uma boa semana e lembro o desafio do Encontro de Agentes Sociopastorais das Migrações:
“É urgente que os portugueses deixem de lado uma ‘indignação de sofá’, estimulada pelos picos de informação e a exploração de casos dramáticos, para agirem numa indignação plena que leve ao verdadeiro compromisso”.
Paulo Rocha

 

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